quinta-feira, agosto 31

O risco moral de Vieri

http://www.abola.pt/nnh/index.asp?op=ver¬icia=107547&tema=2
O avançado Christian Vieri, de 33 anos, assinou com o Atalanta aquele que porventura será o contrato mais suigeneris da sua longa carreira. O internacional italiano aceitou auferir 1.500 euros mensais, com a promessa de receber 100 mil euros por cada golo que apontar ao longo da época.

Já em idade avançada, depois de uma passagem fracassada pelo Milan, uma lesão grave em pouco tempo no Mónaco e uma estadia de um mês e meio no Sampdoria, contratar Christian Vieri era um grande risco. Um contrato deste tipo é natural porque passa o risco que do clube para o jogador o que resolve o problema de informação assimétrica.

Ou então isto é uma espécie de gesto de caridade por parte do Vieri. Mas fica a ideia. Será que o Jardel tem um contrato deste tipo com o Beira-Mar?

quarta-feira, agosto 30

Conflito no Líbano visto pelos mercados

Os media já fizeram questão de nos informar que os Libaneses e árabes em geral apoiam em força o Hezbollah. Mas o que será que se pode concluír ao analisar o comportamento dos mercados da região durante a guerra?

http://www.tcsdaily.com/article.aspx?id=083006D

Who teaches you more, pundits or profits? That's the question I asked myself every time I saw a talking head on cable TV during the month that was the Israel/Hezbollah crisis.
(...)
When I want to know what the people of a region are thinking, I look at two things: short-term capital flows and long-term migration. The two most important votes that a man can cast against his rulers are when he votes with his feet or when he votes with his nest-egg. Usually, he does it in the reverse chronological order.
(...)
When Hezbollah was taking the initiative, Arab companies fell. When Israel hit back, they rose. The harder Israel hit, the faster they rose. You'd expect the Israeli markets to act this way (which they did), but the Arab ones too? You see, Hamas and Hezbollah are not just threats to the Jews; they're threats to the Arabs. In fact, they do more damage to the latter than to the former. They represent the political and social chaos that keeps the money of the first world from flowing into the third world. The natural conflict is not between Arab and Jew, it's between civilization and chaos. By this measure, Israel didn't destabilize the region; it re-stabilized.

segunda-feira, agosto 28

Uh-oh

Sai próxima quinta:













«ABOMINÁVEL UNIVERSIDADE NOVA
Maria de Fátima Bonifácio sobre a universidade que está a criar ignorantes.»

Tiago, acho que a culpa é tua. ;D

EDIT: É explicado nos comentários do Insurgente que o artigo afinal é sobre «a nova Universidade, em geral», e não sobre a Universidade Nova em particular, como muita gente, incluíndo eu (imagine-se), inferiu.

quinta-feira, agosto 24

É uma bomba!

Terrorista por conveniência. Ou, antes terrorista que impotente.

quarta-feira, agosto 23

Enquanto vocês viam o Benfica

Ao intervalo descobri que Eduardo Cintra Torres estava na Sic-Notícias. Como seu fiel leitor de há muitos anos não poderia abandoná-lo na (talvez) maior polémica que a sua independência e coragem o meteram. E ganhei com isso. Não vi a segunda parte do Benfica, que já estava ganha à partida, mas assisti ao melhor momento de televisão dos últimos meses. Não tanto pela dura, mas leal, entrevista de Mário Crespo, que a certa altura entrou no debate. O momento televisivo criou-se quando Luís Marinho, director de informação da RTP entrou em directo.

Luís Marinho, que foi apresentado como sendo amigo de Mário Crespo e Eduardo Cintra Torres, tratou sempre este por "esse senhor que aí está". Aliás começou por tratá-lo por "mentiroso", e por indivíduo que "nos tem habituado com as suas mentiras". Luís Marinho revela que Eduardo Cintra Torres não tem carteira profissional de jornalista, e que essa informação lhe foi revelada pela própria comissão da carteira de jornalistas, a quem ele telefonara. Eduardo Cintra Torres mostra então a sua carteira de jornalista, válida a Mário Crespo.

Luís Marinho então passa a confrontar o convidado com artigos seus escritos há um ano. Eduardo Cintra Torres relembra que não estão em causa as suas opiniões ou critérios de bom jornalismo, o que está em causa são as contradições de conduta na direcção de informação da RTP, sobretudo no dia 12 de Agosto. Sobre isto Luís Marinho e a RTP continua sem dizer uma palavra, preferindo adiar tudo para o tribunal que um dia qualquer daqui até eu ter netos concerteza decidirá sobre este caso.

Luís Marinho despede-se do programa referindo-se a ECT como "essa pessoa armada em jornalista". Mário Crespo relembra que esses não são termos apropriados para quem tem uma carteira profissional de jornalista válida. Luís Marinho pede desculpa... and I see you in Court.

Nota: para saber mais, ler o artigo de ECT, ver o Telejornal em questão e ter em conta o comunicado da RTP. Isto não pode ficar por aqui.

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segunda-feira, agosto 21

O turbante azul francês

Despite expectations that France would provide the bulk of a planned 15,000 strong UN force, Paris said Thursday it would send 200 troops to reinforce the UN mission in Lebanon.

While it said France was prepared to command the enlarged force, it also called for safety guarantees for its soldiers before making further commitments.

Yahoo! News

[French defense minister] Alliot-Marie said troop contributions to the expanded UNIFIL force should come from a great number of countries, both in Europe and the Muslim world.

“What we must absolutely avoid is giving the image of a Western world imposing peace on the Muslim world,” she said.
CNN

Ilustração de uma unidade do islamosensível exército francês que só trabalha com garantias de segurança:














Disclaimer: Não foram usadas técnicas de edição de imagem que o mainstream media não use.

domingo, agosto 20

Camaradagem no Hezbollah

(enterro de terroristas do Hezbollah)

C. num comentário n'O Insurgente (comentários que são, segundo o próprio, "do mais insightful do que aí há". A ter em atenção):

"The socialist movement, which has been away from international struggle for a considerable time, at last has begun to offer moral support for us once again" [- Hassan Nasrallah]

O professor Robert Pape, num livro a publicar brevemente, estuda cerca de 500 ataques suicidas, ente eles os 41 ataques contra americanos, franceses e israelitas levados a cabo pelo Hezbollah entre 1983 e 1986.

Destes, identificou os dados pessoais de 38: 8 eram islâmicos, 27 eram ateus pertencentes a grupos de esquerda, a grande maioria do Partido Comunista Libanês.

É cada vez mais fácil entender que a verdadeira natureza desta guerra é ideológica e não religiosa, e ela não pode ser vencida enquanto este facto não se impuser.

EDIT: O TELESCÓPIO ERROU:

Onde se lê "do mais insightful do que aí há" deve ler-se "do mais insightful que anda por aí". O mais sincero pedido desculpas a c. pelo misquote.

sexta-feira, agosto 18

Mau presságio

Nos primeiros dias da guerra, nos cable news channels dos EUA discutia-se se a guerra no Líbano em conjunto com os outros conflitos no Médio Oriente se podiam tornar numa 3ª guerra mundial. Até que alguém constatou uma evidência óbvia que acabou com a discussão: não é Guerra Mundial até à França se render.
Embora não propriamente ainda uma rendição, a França já se começa a acobardar decidindo enviar apenas 200 homens. Parece que se aperceberam que se podem ver envolvidos em confrontos com o Hezbollah, sem ter capacidade para os desarmar. Com bem se diz no EU Referendum, podiam ter pensado nisso quando pediam por um cessar fogo imediato prometendo logo enviar forças de paz.

quinta-feira, agosto 17

Ponto de situação

Depois de vôos cancelados e de uma noite passada no aeroporto, este vosso escriba já está em casa. Infelizmente, por pouco tempo. Num dos verões mais internacionais de sempre, é agora Espanha o destino. Não sei onde andam os outros telescópios mas, por mim, o espaço reabre em Setembro. Com avanços, mas também com recuos. Até lá.

quinta-feira, agosto 10

Azares da vida II

Para além de o mundo me tramar por ter nascido em Dezembro, parece que a injustiça não fica por aqui.

"Among the college-educated men in our sample, those who report being left-handed earn 13 percent more than those who report being right-handed," said economist Christopher S. Ruebeck of Lafayette College. Ruebeck and his research partners, Joseph E. Harrington Jr. and Robert Moffitt of Johns Hopkins University, reported the findings in a new working paper published by the National Bureau of Economic Research.

And lefties, stay in school: Those who finished all four years of college earned, on average, a whopping 21 percent more than similarly educated right-handed men. Curiously, the researchers found no wage differential among left- and right-handed women.

Washington Post

Isto é de um favoritismo escandaloso. Mais uma vez peço que se faça algo para nivelar o terreno de jogo. Em nome da igualdade e da justiça deve ser atribuído um subsídio correspondente a cada homem dextro. Somos a maioria, não deve ser dificil de instituir.

Via Greg Mankiw's Blog.

Terror Plot

Aqui em Londres estamos todos em alerta. Fomos atE A TV Room e pusemo-nos a ver a conferencia do Mr. Reid e seus colegas. Mas parece que somos os Unicos. O resto esta tudo a estudar para o exame de amanhA.

quarta-feira, agosto 9

Sinais de Alarme

Quando em discussão está o conflito entre Israel e o Hezbollah, o uso das seguintes palavras ou frases provavelmente significa fanatismo do locutor:

Barbárie; massacre; Sionismo; terrorismo de estado; ser anti-israelita não significa ser anti-semita; imperialismo; deliberada/o.

Quando confrontado frontalmente com este discurso, deve ser tomado o seguinte course of action:
1. Acenar com a cabeça.
2. Olhar para o relógio.
3. Comentar o jogo do Benfica.

Obikweeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeelu


O grande Obikwelu sagrou-se ontem campeAo europeu dos 100m, estabelecendo um novo record na competiCAo (9.99 s). Tive o privilEgio de, acidentalmente, acompanhar em directo a final. Um privilegio ainda maior por estar acompanhado de malta da Holanda, dos EUA, da Turquia, da Republica Dominicana, da Indonesia, da Suecia, da Russia, da UcrAnia e da Romenia. E em todos eles, antes indiferentes, consegui, com o meu entusiasmo, despertar-lhes o interesse pela prova rainha do atletismo.

Mais do que isso, consegui transformar aqueles companheiros em ferverosos apoiantes da nossa pErola negra (excepto a minha amiga russa, que torceu pelo seu atleta). E quando a corrida comeCou todos desistiram de apoiar, pois viram o Obikwelu ficar para trAs. E nem mesmo quando eu disse, apOs o primeiro segundo, que estava no papo, que "quando ele embalar E que voces vao ver", eles se mostraram confiantes. E foi sO ao oitavo segundo, comigo jA de pE, de pint na mAo e a gritar vitoria, que todos tambem se levantaram e festejaram comigo a vitoria. Grande momento!

PS. Depois fui dar um beijinho A russa, para a consolar. Outro grande momento :)

terça-feira, agosto 8

Debates com Acucar

O caro PPM mencionou (e classificou como "o mais estranho") o meu comentArio ao artigo de MFM sobre os Morangos. Foi uma boa resposta, sem dUvida. Passou para mim o epIteto de iliberal, o tal que eu pretendi passar para MFM. Porem, mais importante do que chamar nomes uns aos outros, importa perceber, afinal, o porque de todo este celeuma.

Obviamente que numa revista que se preze (como E o caso) nAo se espera nenhum tipo de censura ou delimitaCao dos assuntos e opiniOes dos colunistas por parte da "linha editorial". Porem, penso que se deve esperar alguma coerencia. Mesmo os escribas mais desalinhados com aquele que E o estilo liberal da revista nao embarcam (como MFM faz, de forma recorrente) em sermOes puritanos. Nem em apelos aos bons costumes (o que E um bom costume?), As regras morais (o que E a moral?), aos valores da familia (submissAo e hierarquia), A "musica e leitura sEria", e por ai fora. NAo deixando de ser feio, tudo isto poderia ser uma especie de desabafo, um sentimento de impotEncia e/ou tristeza por ver que as pessoas nAo querem ser como a MFM gostaria que fossem. Mas nao E. E este ultimo artigo prova-o. MFM quer que as pessoas sejam como ela acha que deveriam ser.

Comecou com as crianCas e com a TV, estendendo a critica a outros temas normais. Amanha, quem sabe, passarA para os mais adultos e para outros episodios ou situaCoes reprovaveis que fazem parte da vida de algumas pessoas. E isto, caro PPM, destoa na Atlantico. Destoa quando lemos a pagina do cupAo da assinatura. Destoa quando lemos o estatuto editorial (contra os paternalismos...). Destoa quando lemos os textos do Henrique Raposo, do Luciano Amaral ou dos Correspondestes de Guerra. Destoa quando lemos os seus editoriais ou o seu "Verdade e Consequencia". Destoa.

Musicais


Dizem que Londres E a cidade dos musicais. E verdade. O mapa mostra mais de 3 dezenas de teatros onde todos os dias, as 19h30, o pano levanta e os artistas sobem ao palco. Onde todos os dias nAo hA uma cadeira vazia. Onde todos os dias o show acaba com uma standing ovation. Ontem, no Dominion Theatre, depois de duas horas e meia de espectaculo, a histOria repetiu-se. E aposto que nas mentes da maioria do publico, durante parte da noite, os acordes das musicas dos Queen ainda ressoavam. Espectaculo!

segunda-feira, agosto 7

Extrema Sintonia

O grupo TIR (Terra Identidade Resistência), de extrema-direita/esquerda (?!) cujo subtítulo no site é «Só os ricos se podem dar ao luxo de não ter Pátria!», vai organizar uma manifestação contra a guerra dia 16 de Agosto em frente à embaixada de Israel. Esta mánif conta com o apoio da Frente Nacional.

Ainda não é claro se a manifestação contará com o apoio do Bloco de Esquerda, do SOS-Racismo e do Conselho Português para a Paz e Cooperação.

Apesar da exploração das multi-nacionais

Na revista Economist desta semana, em artigo sobre o progresso do Vietname.

Em 1986 o partido comunista vietnamita decidiu começar a liberalizar a sua economia, abandonando o planeamento central, em parte inspirando-se na China. Em 2000 assinou um importante acordo de comércio bilateral com os EUA, depois de em 94 estes últimos terem levantado o seu embargo.

O resultado da abertura já seria de prever: a «exploração do homem pelo homem»; multi-nacionais como a Nike motivadas apenas pelo lucro abrem centenas de sweatshops; incorporação do Vietname numa globalização sem escrúpulos manipulada pelo Grande Satã, os EUA. A tradução em números desta funesta realidade está na imagem. Uma outra globalização é possível!

domingo, agosto 6

Giro

Ninguém me avisou que aVolta a Portugal passava hoje à frente de minha casa.
(Era imperativo tirar o GIF animado do Chuck Norris a brutalizar a sua companheira de viagem do topo da página)

sexta-feira, agosto 4

Apelo de enorme urgência


Decorre neste site uma votação que decidirá o nome a dar a uma nova ponte a ser construída na Hungria a atravessar o Danúbio a norte de Budapeste. O que vos peço é que vão ao site e registem o vosso voto na opção Chuck Norris.

As três sugestões com mais votos serão depois estudadas pelo Governo que tomará a decisão final. Para garantir que eles simplesmente não ignoram a opção Chuck Norris, podem também optar por votar no Bob Marley, Marco Materazzi ou Ronald Reagan.
Notícia da Reuters aqui. A votação acaba dia 8, por favor espalhem.

Incompreensivel

Uma obsessão incompreensível esta do Paulo Pinto Mascarenhas pela MFM

Karloos, no Licenciosidades


Relembro, para memoria futura, que ainda nao li o artigo sobre os MCA. Porem, por tudo aquilo que ja li na blogosfera, e conhecendo o estilo usual de MFM, posso juntar a minha voz a todos aqueles que reclamam uma maior ponderaCao na escolha dos escribas e do autor do "tema de capa".

E de facto incompreensivel esta obsessao do director pelos textos da sociologa. Lembro-me que logo no primeiro numero da Atlantico pos-PPM fez-se questAo de deixar a ultima pAgina em branco e de colocar la um "reservado". No defunto Acidental, o caro PPM fez questAo de dizer que o seu maior desgosto era nAo poder contar, logo na estreia, com a arte de MFM. Foi criado um efeito de marketing fantastico que fez MFM aparecer como uma especie de super-contrataCAo, uma especie de Rui Costa que viria dar um brilho decisivo A nova etapa. Muitas pessoas jA conheciam MFM. Eu nAo. E foi por isso que esperei com expectativa os seus primeiros trabalhos. Hoje, seis ou sete nUmeros depois, estou desiludido.

Os seus textos de ultima pAgina nAo trazem nada de novo. Basicamente sAo descriCoes de ideias feitas, apimentadas aqui ou ali com alguma experiencia pessoal e um pouco de envaidecimento. As vezes parece atE auto-convencimento, signifique la isso o que significar... O percurso pelos "valores" E um tema muito recorrente, gasto, batido. Esperava-se mais de alguem anunciado com tanto vigor.

Depois, os "temas de capa". PArece que o PPM nAo descansou enquanto nAo arranjou um tema de capa para a sua protegida. A escolha da Casa da Musica foi, como nos lembramos, bem infeliz. AlEm do artigo nAo justificar uma capa "arrasadora" como aquela, conseguiu a proeza de ser criticado, ainda que de mansinho, na prOpria revista, por Paulo Tunhas.

Obviamente que a escolha dos colunistas cabe sO e apenas ao Director, Conselho Executivo ou Editorial ou outros que tais. Mas numa revista Atlantica como a AtlAntico pretende ser, e onde a primeira preocupaCAo deveria ser o publico, hA-que dar ouvidos ao que se diz por ai. Numa revista que se auto proclama pro-liberal, alguem com tanta pureza como MFM destoa. E destoa pelos piores motivos.

Outras reacções na blogosfera ao artigo em destaque da Atlântico

Karloos do Licenciosidades também não gostou do artigo

João do Palimpsesto já tinha opinião antes da revista saír: quem vê Morangos está condenado à mediocridade e solidão

SA do É a hora gostou

Correio da Manhã compara Maria Filomena Mónica com Caterpillar

(Dois últimos links via blog da Revista Atlântico)

Estratega Militar de Bancada

Israel é uma espécie de palhaço pobre da cena política internacional, a quem toda a gente se sente autorizada a dar lições, por cima de reprimendas a pretexto dos seus presumíveis disparates ou injustiças.

Luciano Amaral no DN

Podem-se dividir em dois grupos, as opiniões de quem se opõe à ofensiva de Israel no Líbano:
-Os que acham que Israel, um Estado democrático, age por má fé, por obediência aos «lobís da guerra» e/ou por sede de sangue de criancinhas árabes.
-Os que concedem que Israel tem o direito de se defender e que o seu principal objectivo é defender a sua população, MAS que as tácticas usadas são completamente erradas. As pessoas que gerem o Estado e o respectivo aparelho militar, com experiência de décadas de luta anti-terrorismo e guerrila, estão erradas. O opinionista está certo.

Há um paralelo entre o segundo grupo de pessoas e os adeptos de futebol. Toda a gente tem uma opinião sobre quem deve estar em campo e que táctica a utilizar (4-4-2 em losango?! VOLTA PRÁ GRÉCIA PALHAÇO!), mas praticamente ninguém gere todos os treinos da equipa, conhece o plantel, e tem a formação e experiência do treinador. No entanto, o futebol teria muito menos piada se não tivessemos todos a mania que percebemos bué e que o treinador é um tanso.

Por isso, e para desilusão de todos aqueles que leram até aqui pensando que isto era um post sério, esta seria a minha alternativa à ofensiva militar e bombardeamento estratégico sobre o Líbano em resposta ao ataque do Hezbollah:


1. Em vez de bombardear, o que promove o ódio a Israel entre a população e enche as filas para enlistagem no Hezbollah, Israel deve ganhar o seu apoio. Para isso os caças da IDF devem carregar não bombas, mas sim colunas com gigantescos subwoofers a passar o som de Matisyahu. O facto de ele incluír 15 vezes em média a palavra Zion nas suas letras pode ser contra-produtivo, mas toda a gente gosta de reggae e ninguém percebe o que ele diz anyway.

2. Deve-se organizar com as escolas Israelitas concursos de arte feita com restos de rockets Katyusha. Isto simbolizará a transformação da destruição da guerra para a beleza da paz, ainda com um toque de ecologismo de que os activistas europeus adoram. Aliás, activista digno desse nome é ecologista e pacifista.

3. Adoptar a sugestão do nosso ex-MNE e usar o futebol para promover a paz. O Maccabi Haifa vai jogar com o Liverpool a qualificação para a Liga dos Campeões. Seria um grande sinal de boa vontade ceder o lugar a um clube Libanês, ou a uma equipa mista Lebanesa e Israelita. O jogo poderia ser realizado o mais possível da fronteira, preferencialmente no sul do Líbano, algures junto aos stocks de Katyushas. Pombas brancas seriam lançadas no intervalo, antes e depois do espectáculo do grupo das cheerleaders de burqa, e fãs libaneses, israelitas e scousers bebados entoariam o "You will never walk alone". Os activistas europeus iriam ficar sensibilizados.

Se este plano iria "resultar", bom, depende da definição de "resultar" em que estejam interessados. Há por exemplo quem ache que a Cuba de Fidel Castro "resulta". Decerto que Israel teria um maior apoio popular nas praças europeias e, quiçá, estrondosas mánifes em seu apoio. Se isto não seria uma vitória, não sei o que será.

Legenda: guerrilheiros do Hezbollah apontando um caminho para a paz duradoura com Israel.

quarta-feira, agosto 2

Estranho

Dúvidas sobre o «massacre» (palavra que implica crueldade e intenção mas que ninguém se importa de a usar livremente) de Qana:

http://www.frontpagemag.com/Articles/ReadArticle.asp?ID=23655

http://eureferendum.blogspot.com/2006/07/who-is-this-man.html

Revista Atlântico de Agosto (posta longa)

O destaque da revista deste mês é um artigo de Maria Filomena Mónica. A capa propõe que conheçamos "os perigos para as nossas crianças" que a telenovela acarreta. Lendo o artigo verifiquei que se confirmavam os meus piores receios: afinal era só alarmismo moralista e snob.

A introduzir o artigo está logo uma garantia da imparcialidade e isenção do artigo: «Pedimos a MFM o sacrifício de assistir durante o tempo possível aos episódios da novela MCA», algo que a autora faz questão de relembrar começando o artigo com «A ideia não foi minha».

Depois de descrever a sua investigação, MFM lança a primeira crítica à vida familiar depictada na novela, sendo do «género "somos-todos-a-favor-do-diálogo". Não há regras, apenas sentimentos.» Suponho que o diálogo entre familiares é uma coisa a evitar, assim como o incesto. É nefasto para as nossas crianças, elas podem ganhar a noção que é positivo falar com os pais sobre os seus problemas.

As críticas prosseguem: «Deste mundo, desapareceram ainda o prazer da aprendizagem, a ânsia de afirmação e a necessidade de estudar». Bom, para uma série em que 80% das cenas passam dentro da escola, eu ponho em causa o argumento da primeira frase. Os MCA não retratam uma escola séria e uma massa estudantil laboriosa, é certo, retratam-na como um lugar «fixe» e feliz. Mas não me parece danoso para as crianças que se passe a ideia de que a escola pode ser um sítio porreiro, afinal de contas isto é entretenimento e eu concedia que por vezes os putos merecem algum.

«Ninguém lê, ouve música séria ou discute temas interessantes». Séria e interessantes para quem, para o público alvo ou para a MFM? A autora certamente não aprova da música, da qualidade dos actores, da profundidade do script ou da indefinição da idade das personagens. Isso não faz da série um «retorno à barbárie e uma ameaça à inocência de todas as crianças», faz da série um aborrecimento para uma intelectual décadas mais velha que o público alvo.

Segundo o editorial de PPM, o que está em causa não é a liberdade da TVI «de pôr no ar o telelixo que bem entender». O que está em causa é o que é explicado num dos parágrafos das 4 páginas do artigo: entre alguns intervalos surgem anúncios com actores da novela, o que poderá ser ilegal. Eu até não me importo de ver a «Matilde» a promover uma marca de depilação mas este parece ser o único ponto razoável do artigo. O que já não me parece é que seja razão para dedicar 4 páginas a alarmar pais e mães sobre a «barbárie» que são os Morangos com Açúcar.

Por seu lado, entre os pontos menos razoáveis, alguns até têm piada. Segundo a autora, alguém enviou para o site da novela uma mensagem a descrever o seu dia: «levantara-se às 10 da manhã, tomara o autocarro, onde escolhera um banco recuado, a fim de se poder masturbar à vontade, ...». Pelo que se tiram as conclusão mais óbvias, que «este tipo de comportamento é patrocinado por uma empresa cuja única preocupação é o lucro». Sim, leram bem, a TVI promove o onanismo nos bancos de trás dos autocarros. Preocupem-se!

O artigo acaba com o apelo aos pais para protegerem as suas crianças perante as imundas sugestões de sexo retratadas na novela. Porque é que se escolheu os Morangos com Açúcar para como exemplo desses perigos é-me estranho. Eu fui puto há menos tempo que a Maria Filomena Mónica e, comparando com o que estão expostas hoje as crianças, este é dos menores perigos à sua inocência. Talvez a escolha de uma novela extremamente popular e o alarmismo da capa sejam sugestão que afinal a TVI não é a única empresa «cuja única preocupação é o lucro», um aparentemente grande pecado.

terça-feira, agosto 1

"Caso Mateus": o fim

A Comissão de Disciplina da Liga Portuguesa de Futebol condenou hoje o Gil Vicente à descida de divisão. Considero que o desfecho acaba por ser justo, já que o clube contrariou o regulamento da Liga, mas pela via desportiva seria o Belenenses que mereceria ficar na Liga de Honra. Acima de tudo, foi triste ver novamente a forma de actuação da Justiça no futebol português (não me lembro de um caso com tantas voltas e reviravoltas). E já agora, pergunto novamente...e o "Apito Dourado"?

ConclusOes menos precipitadas

Tal como referi, era errado, hA um mEs atrAs, tirar conclusOes sobre o investimento da SIC no Mundial e capacidade para devolver A estaCAo de Carnaxide a lideranCa nas audiEncias. Hoje, um mEs depois, anuncia-se que, 15 meses depois, a SIC voltou a ser a estaCAo preferida dos portugueses. E bom nAo esquecer que o Mundial acabou dia 9. Assim, o tal efeito de arrastamento de que falei existe mesmo e serA ele o principal responsAvel por estes resultados positivos. Mesmo sendo cedo para concluir que o crescimento continuarA (daI o tItulo), estA aqui a primeira grande vitOria de Penim.

Era o que faltava..

Depois da proposta do famoso imposto sobre as grandes fortunas (grande bandeira do desaparecido Francisco LouCA), temos agora Carvalho da Silva a avanCar com algo similar, com a suprema ironia de pretender tambEm taxar as empresas. Segundo o DN, a "seria uma taxa de 3% sobre o valor acrescentado líquido das empresas (depois do pagamento dos salários e das contribuições)", sendo que "haveria um tecto no valor máximo, para prevenir a perda de competitividade das empresas".

NAo sei mesmo se a CGTP e outras organizaCOes que tais realmente se apercebem da irresponsabilidade das suas propostas. Cada centimo a mais que uma empresa tem de pagar em imposto E menos um centimo que E investido na melhoria dos serviCos ou numa qualquer estratEgia de crescimento. No limite, E menos um centimo que entra na previsAo dos cash-flows futuros aquando do processo de decisAo do empreendedor; E menos um centimo que entra nas contas dos investidores estrangeiros. Em suma, E menos mais um centimo que vai desincentivar o investimento e contribuir para o desaparecimento de milhares de milhOes de cEntimos. JA dizia o La Palice: se nAo ha riqueza, nAo a podemos distribuir..