quarta-feira, maio 31

Bué da Frize!


Bem, hoje chegou a boa notícia. Tivemos uma óptima nota no trabalho de Marketing sobre a Frize. Afinal aqueles dias a pensar em segmentação, targeting (tiro ao alvo), posicionamento, produto (águakadabra!), marca, preço, distribuição e comunicação (!!!) deram resultado. Afinal aquelas horas a fazer a apresentação (em que tudo tinha que estar perfeito) e a colar rótulos nas garrafas de Frize que nos iam acompanhar valeram a pena. Afinal a vergonha que passei para depois ter um vídeo com o Pedro Tochas a dizer "e acho que eles merecem....DEZ!" foi recompensada com muito mais que DEZ.
E por isso podemos todos considerar este trabalho como...um trabalho de SUCESSO!

PS - Queria dar os meus parabéns e agradecer às tochas (2,3 e 5) e ao tocha (1) que iluminaram a realização dos trabalhos, clarificaram ideias, aqueceram o ambiente (calieeente) e queimaram as pestanas sempre que foi preciso! Agora só falta mesmo vender o Mystikos, o mais fantástico parque temático de Portugal!

Assinado:
tocha (4)

terça-feira, maio 30

Dia dos Vizinhos

Hoje, aqui no Barreiro, também se comemorou o dia dos vizinhos. A junta de freguesia fez questão de organizar um bailarico. Nas palavras de um morador, um bailarico "para os vizinhos sem sono e que não trabalham amanhã". Teve piada.

Vai na volta foi ele, um vizinho com sono e trabalhador, que telefonou para a polícia e fez com que esta acabasse com a festa pouco antes das onze. É que ao que parece a lei estipula as dez e meia como limite para festas de vizinhos boémios e preguiçosos.

Íman diplomático

Depois da cordial sucessão de palavras amigáveis entre Freitas do Amaral e o seu homólogo iraniano, temos agora o vice presidente da nacionalizada Venezuela a convidar José Sócrates para visitar o país.
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O Portugal diplomático anda feito íman, atraindo a simpatia dos países que se andam a desviar da linha. Não sei se é apenas a vontade de Freitas do Amaral em mostrar-se ou se há interesses mais obscuros. Seja como for, a frase do SE é hilariante. Então com tantos países emergentes íamos logo para um que acaba de expulsar do país grandes investidores, nacionalizando os seus capitais! A América do Sul não anda nada recomendável, nos dias que correm. Por isso, caro Hugo Che Chavez, obrigado, mas não.

segunda-feira, maio 29

Serviço Público

Enquanto no Público de hoje faz capa a notícia de que "o Governo prepara sanções às Câmaras despesistas", no espaço Está dito da revista Dia D (parte integrante do jornal) lê-se que "[os Governos] descentralizam-me os problemas, só se esqueceram de me descentralizar os recursos", uma frase da autoria de Fernando Seara, Presidente da CM de Sintra.

A notícia e o contraditório, tudo no mesmo jornal. Serviço eficiente e público. Literalmente.

Respeitinho


Paulo Azevedo sempre disse que o preço oferecido era muito bom. Sempre falou, face aos cépticos analistas, de um prémio superior ao usual nestas transacções. Começa hoje a ser claro que o patrão da SonaeCOM sabia quanto valia a PT aquando da oferta. E que, provavelmente, ao valor inicialmente calculado como óptimo para a oferta terá sido acrescentado um preço de respeito.

Respeito, por um lado, pelo tamanho da operadora, pela sua imagem junto do público, pelo seu potencial (que é, de facto, muito elevado) e, quem sabe, pelo próprio poder político. Respeito, por outro lado, pelos demais concorrentes. Uma oferta de 12 mil milhões de euros (e o acompanhamento constante do Santander como fonte de credibilidade) é, por si só, suficiente para fazer qualquer Pais do Amaral pensar várias vezes antes de se lançar na aventura.

Nestes casos, quando a ZOPA é reduzida, ganha quem chegar primeiro e com firmeza. Os senhores da Sonae disseram que era para ganhar. E por isso, nada como, antes de mais, agir com respeitinho para com os demais intervenientes do mercado.

domingo, maio 28

Post dos Correios

Caro Pedro Santos Cardoso,

Espero que este post te encontre de boa saúde. Escrevo-te em ânsia profunda. Tenho exame de direito empresarial na quarta que vem e a coisa não está fácil. Não que seja difícil, mas o facto de só ter ido a algumas práticas e à primeira e última teóricas tem-me trazido alguns problemas extra. Pretendo então saber quanto levas à hora por umas explicaçõezitas. Prometo empenho.

Com os melhores cumprimentos,

Tiago Alves

sábado, maio 27

O mosquito da malária

Não, não estou a chamar nomes ao senhor. É verdade que nunca fui muito à bola com ele. Sempre o confundi com a organização a que preside (a Quercus), por mim referenciada como um dos principais lóbis anti-desenvolvimento. Porém, ontem mudei ligeiramente de opinião. O senhor Francisco Ferreira esteve no Barreiro como orador convidado no debate sobre Ambiente e Ordenamento do Território, organizado pela JSD cá da área. Falou bastante bem. Conseguiu, além de justificar algumas posições da Quercus (não todas, não todas!), demonstrar, por a+b, a inviabilidade nuclear. Dissertou um pouco sobre os polis, as acessibilidades prometidas para a península de Setúbal (onde aplicou de forma correcta alguns conceitos económicos!) e não esqueceu o aeroporto, defendendo-o (ou melhor, classificando-o como o menos mau), dando uma óptima réplica às perguntas do deputado Luís Rodrigues.

Tive de sair a meio da discussão sobre Quioto, o que foi uma pena. É que hoje, dado o ambiente em Lisboa (céu nublado e calor abrasador, abafado, breathtaking), e os milhares de mosquitos e outros insectos que nos atacam (e daqui o título - quem sabe?), dei por mim a pensar se os ambientalistas não terão mais razão do que eu sempre supus. Talvez, a médio-curto-prazo, possamos mesmo tranformar-nos num território bem exótico. Não pelas melhores razões.

sexta-feira, maio 26

Anestesia

A única coisa que o engenheiro Sócrates fez foi liberalizar a propriedade das farmácias! A partir de agora qualquer pessoa, nem que seja licenciada em antropologia aplicada à gestão, pode tentar abrir uma farmácia. E tentar é o termo mais correcto, pois o engenheiro Sócrates teve o bom senso* de não liberalizar a abertura de farmácias, continuando a decidir o número de estabelecimentos por metro quadrado (que neste momento tende para 0.00001), através da obrigatoriedade de concurso público. Assim, continuará a ser preciso ter muitos zeros na conta ou uma amizade profunda com o gerente do banco para conseguir abrir uma farmácia.

Os jovens estudantes de farmácia que andam a chamar nomes feios ao PM deveriam andar a festejar. A semi-liberalização agora efectuada, qual anestesia enquanto se prepara a operação de liberdade total (que ainda pode demorar bastante), tenderá a fazer aumentar o número de farmácias. E, consequentemente, a procura de jovens licenciados em farmácia. Quanto aos donos ou potenciais donos de farmácias... Bem, o monopolista nunca gosta de concorrência; mas nós (consumidores) gostamos.

*Digo bom senso porque seria desastroso para os jovens licenciados que se endividaram até ao tutano para abrir a sua farmácia verem, caso a liberalização fosse total, aparecerem-lhe duas farmácias na mesma rua. Que teriam vantagens absolutas enormes, decorrentes da óbvia queda no preço das licenças. Assim, e até esse grande passo ocorrer, os jovens podem vender o seu estabelecimento a algum padeiro com massa para gastar. Os consumidores, esses, ainda vão ter de esperar.

Intervenções Ocidentais

Neste momento, na maioria dos países do Sul, o único modo de manter a ordem é através de ditaduras militares, religiosas ou de outros sistemas totalitários. O povo assim foi habituado durante séculos de colonização. Qualquer intervenção por parte das forças ocidentais terá de enveredar por um sistema parecido, ao início, e de permanecer no terreno o tempo suficiente (não menos de dez anos) para desenvolver um sistema democrático credível, capaz de aguentar o barco e impedir o rebentar de nova guerra.

A questão que se coloca é a da legitimidade. Deverão as potências europeias voltar às antigas colónias ou a outros países para libertar as populações dos seus ditadores? Mesmo que elas queiram ser libertadas, é certo que não tardarão a clamar de novo pela partida do diabo branco e pela independência da sua terra. Valerá a pena o esforço quando a segurança internacional não está em risco, quando não há petróleo ou quando a situação envolve apenas uns quantos milhões de deslocados, de presos ou de mortos?

Maluquices

Estudar para o exame de Macroeconomia de amanhã (maximização sobre restrições; equilíbrios estacionários; curvas de procura e de oferta; informação objectiva e disponível; expectativas racionais) e ao mesmo tempo descobrir, de forma auto-didacta, os ensinamentos da Escola Austríaca (praxeologia; função empresarial com tendência coordenadora; indiferença entre a macro e a micro; conhecimento tácito, subjectivo e disperso; erros evitáveis).

quinta-feira, maio 25

Quaresma = Jejum ?

Já agora, sugeria que a parte dos comments mudasse para "0 golos da selecção". Por um lado, sempre que se postasse alguma coisa estaríamos a informar as pessoas d0 estado actual dos sub-21 no Europeu 2006. Por outro, se alguém comentar está a contribuir para que a selecção portuguesa tome consciência que, no jogo contra a Alemanha, tem que marcar cerca de 230 457,5 golos para ter a possibilidade de passar à fase seguinte (isto é, se a França deixar). Força aí pessoal!

RMA - contributo para o debate

A lei hoje aprovada na AR sobre a reprodução medicamente assistida deixa de fora quem não é casado. A intenção é bem clara: Impedir o nado medicamente assistido de nascer sem pai. No limite, impedi-lo de nascer com duas mães. Faz sentido? Sim, não e talvez.

Faz sentido porque o termo família aplica-se a um conjunto constituído pelo pai, a mãe e os filhos. É uma verdade com a qual, provavelmente, muita gente concordará. Se já se admite que cada um possa alterar o seu conceito de família ainda não se tem a mesma benevolência quando se trata de esse alguém impôr o conceito aos filhos. Tal imposição é ainda vista como um comportamente demasiado desviante para que a sociedade não reaja, convencida de que lhe cabe a "defesa" do futuro ser. Se é certo ou errado ainda não sei bem, mas é compreensível.

Não faz sentido porque trata de modo diferenciado com base no estado civil dos interessados. É uma clara violação de um dos mais elementares princípios democráticos. A lei entende assim que apenas quem é casado tem direito a ser ajudado a reproduzir. Ao deixar de fora todos os unidos de facto (e mesmo descontando a intenção sombria em relação aos pares lésbicos, impedidos de casar), o Estado imiscui-se e pretende julgar a decisão individual de casar ou não, quando a possibilidade existe, fazendo daí depender um direito.

Talvez faça sentido porque é dos assunto mais fracturantes e polémicos que pode existir. Aliás, a passividade e indiferença da opinião pública (leia-se dos media) face ao tema só é compreensível porque o Bloco está de acordo (uma vez mais..) com o Governo. É um assunto que envolve muitas variáveis ambíguas, que mexem com valores e convicções que, provavelmente, nunca poderão ser universais. Daí que a primeira legislação devesse ser feita através de referendo ou, do mal o menos, de forma prudente, como o está a ser.

Sugestão de Leitura

Nestes últimos dias não tem havido tempo para ler. O exame de Macroeconomia está à porta e a viagem para Londres precisa de ser planeada ao pormenor. De qualquer forma, e já que estamos em semana de "leituras" gostava de vos falar do último livro que li. Chama-se O Jardim das Delícias e é de João Aguiar, o mesmo autor que escreve os livros juvenis do Bando dos Quatro. O seu livro mais conhecido será talvez a Voz dos Deuses, que descreve a história de Viriato, "um dos construtores da realidade ibérica".

Mas voltando ao assunto inicial, O Jardim das Delícias é um conto sobre uma possível realidade futura, não tão longe quanto isso - a meio do séc. XXI. Ao longo de 188 pequenas páginas o autor faz-nos viajar por uma Europa que se transformou numa Federação, onde cada país perdeu a sua individualidade e as pessoas começam aos poucos a acordar da empatia generalizada. No entanto, parece demasiado tarde para actuar. As autoridades querem suprimir os símbolos mais emblemáticos de cada país para defender a união e os meios de informação não passam de marionetas de poderes (económicos) instituídos (por esta altura o Carrilho deve estar a gritar "Eu tinha razãaaaao"). Cedo surgem as manifestações nacionalistas e os movimentos integristas que recorrem ao terrorismo para fazer vingar os seus ideais (onde é que eu já ouvi isto?). Pelo meio o autor consegue incorporar um pouco de acção e algum humor (very british).

João Aguiar diz que não é um avisador, apenas um romancista. No entanto, como diz o excerto no início do livro:

"Todo e qualquer momento histórico contém sempre, em potência, vários futuros possíveis. Parece-me, contudo, que um, de entre eles, será o mais possível de todos os possíveis." Laprunelle

Esta é uma narrativa fantasiada para quem se interroga sobre qual será o rumo que a História irá seguir. É um abrir de olhos para um futuro possível. Espero, sinceramente, que não seja o mais possível de todos os possíveis...

Leitura recomendada

""Teremos paz com os árabes quando eles amarem as suas crianças mais do que nos odeiam", Golda Meir

A partir do seu nascimento, muitas crianças palestinianas são ensinadas a odiar os israelitas e a procurar o martírio. Não só pelas suas famílias mas também por educadores ou professores em infantários, escolas, campos de Verão e por líderes religiosos nas mesquitas e nos media. Numa sociedade que glorifica o martírio, gerações após gerações prometem varrer Israel do mapa mesmo que isso custe as suas vidas, porque não receiam a morte e a Shahada é a maior honra que podem alcançar. Todos os meios são válidos desde vídeos, a manuais escolares e até banda desenhada."
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Sementes de ódio, post da colega elise, n'O Insurgente

quarta-feira, maio 24

Língua Materna

A área de edição de posts da Blogger é agora maioritariamente apresentada em Português. Termos como salvar como rascunho, publicar postagem ou voltar ao painel passam agora a fazer parte do vocabulário quotidiano.

Feira do Livro

Começa hoje a 76ª edição da Feira do Livro no Porto e amanhã em Lisboa. Até 13 de Junho é possível percorrer o Parque Eduardo VII (ou o Pavilhão Rosa Mota no caso do Porto) de cima abaixo à procura dos livros que mais nos seduzem. Continuam também a promover-se acções de divulgação de novos autores, debates, sessões de autógrafos com nomes sonantes da literatura portuguesa e mantém-se a atenção especial dada aos mais novos através da leitura de contos ou dramatização de histórias conhecidas. O programa encontra-se aqui para quem quiser dar uma espreitadela.

Apesar de não ter um Espaço Radical, uma zona "Kids" ou uma Tenda Electrónica, EU VOU! Vou porque ler é um dos maiores prazeres que tenho e porque foi através da leitura que me tornei uma pessoa mais informada, mais perspicaz e mais completa. A ida à Feira do Livro é um recarregar de energias (e de prateleiras) como a terra era para Anteu uma fonte de força e vitalidade.

E você, já leu um livro hoje? Não? Porquê?

Ora qu'esta..

"Você é o mais cool possível, com uma atitude permanente de “’tá-se bem!”. Não gosta de formalismos e quer ser a alma de qualquer festa. Não liga à pontualidade, e despreza quem se leva demasiado a sério. Para si a vida é uma praia tropical, uma bebida fresca e alegria! Não existem problemas, só existem soluções e se algo correr mal, você descansa...e espera que passe. Para si ganhar é pretexto para uma festa de arromba...e perder também!"

Clicar na imagem para fazer o teste. Como é normal, espero os resultados nos comentários.

via Dolo Eventual

Interpretações

É perfeitamente legítimo que os jornais possam, na pessoa do seu corpo editorial e no espaço próprio para o efeito, tomar partido por uma ou outra força política. Mesmo partindo da base de que cada pessoa é uma pessoa, e que cada editorial é assinado por um dos membros do conselho, é razoável considerar que aquela opinião é a opinião do jornal. Já se percebeu, em Portugal, de que lado está quem. Tal entendimento não resultou, porém, de um editorial aberto ou de uma tomada de posição, mas de uma interpretação selectiva de notícias ou entrevistas, das quais se fez manchete.

Assim como o Expresso aproveitou o "cansaço ao fim do dia" de Freitas do Amaral para anunciar que "Freitas está cansado de ser MNE", também hoje o DN, a exemplo de outras edições, publica uma capa onde anuncia que "A OCDE prevê recuperação económica em 2007", exibindo depois, no interior, um completo texto onde as perspectivas não podiam ser piores:

Começam logo com o desmentido da capa, lendo-se que "se os esforços de consolidação orçamental ficarem abaixo do esperado e o crescimento dos salários superar o da produtividade, até a retoma moderada antecipada para 2006 e 2007 poderá ficar ameaçada". A OCDE estima ainda que "o desequilíbrio das contas públicas portuguesas se cifre em 5% do PIB em 2006 e 4,5% em 2007, ao passo que o Governo ambiciona chegar aos 4,6% em 2006 e 3,7% em 2007". Como cereja final, a conclusão remete para "um empobrecimento face aos seus parceiros europeus durante mais de dez anos".

Transformar tudo isto numa capa daquelas é obra! Parece que alguém no DN gosta muito de José Sócrates, assim como alguém no Expresso não gosta nem um bocadinho. Não há nada de mal nisto. O mal é usar o espaço de informação (a capa, o instrumento de maior visibilidade, lida por um grande número de pessoas que não lê depois a notícia completa) e não o espaço de opinião (o editorial, por exemplo) para demonstrar o lado preferido da barricada. Nisto sim, há algo de mal.

terça-feira, maio 23

Leitura recomendada (é grande, mas vale a pena)

"Recebi uma carta assinada por três ministros (a sra. Ministra da Cultura, a sra. Ministra da Educação e o sr. ministro Santos Silva), que me convidava para ser membro de uma Comissão de Honra do Plano Nacional de Leitura. Com a carta vinha uma síntese do dito Plano. O papel da Comissão de Honra seria dar o seu "prestígio e aconselhamento à execução do Plano". Por outras palavras, fazer alguma propaganda à coisa, como de resto o dr. Graça Moura, "muito penhorado", já começou a fazer. Propaganda por propaganda, resolvi responder em público que não aceito. Por várias razões. Em primeiro lugar, porque a carta e a "síntese do Plano" estão escritas num português macarrónico e analfabeto (frases sem sentido, erros de sintaxe, impropriedades, redundâncias, por aí fora). Quem escreve assim precisa de ler, e de ler muito, antes de meter o bedelho no que o próximo lê ou não lê.
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Em segundo lugar, não aceito por causa do próprio Plano. O fim "essencial" do Plano é "mobilizar toda a sociedade portuguesa para a importância da leitura" (a propósito: como se "mobiliza" alguém "para a importância"?). Parece que as criancinhas do básico e do secundário não lêem, apesar do dinheiro já desperdiçado no ensino e em bibliotecas. Claro que se o Estado proibisse a televisão e o uso do computador (do "Messenger") e do telemóvel, as criancinhas leriam ou pelo menos, leriam mais. Na impossibilidade de tomar uma medida tão drástica, o Estado pretende "criar um ambiente social favorável à leitura", com uma espécie de missionação especializada. A extraordinária estupidez disto não merece comentário.
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Em terceiro lugar, não aceito por que o Plano é inútil. Nunca se leu tanto em Portugal. Dan Brown, por exemplo, vendeu 470 000 exemplares, Miguel Sousa Tavares, 240 000, Margarida Rebelo Pinto vende entre 100 e 150 000 e Saramago, mesmo hoje, lá se consegue aguentar. O Estado não gosta da escolha? Uma pena, mas não cabe ao Estado orientar o gosto do bom povo. No interior, não há livrarias? Verdade. Só que a escola e a biblioteca, ainda por cima "orientadas", não substituem a livraria. E um hiper-mercado, se me permitem a blasfémia, promove a leitura mais do que qualquer imaginável intervenção do Estado. O Plano Nacional da Leitura não passa de uma fantasia para uns tantos funcionários justificarem a sua injustificável existência e espatifarem milhões, que o Estado extraiu esforçadamente ao contribuinte. Quem não percebe como o país chegou ao que chegou, não precisa de ir mais longe: foi com um número infinito de "causas nobres" como esta. "Causas nobres", na opinião dos srs. ministros, convém acrescentar.
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Artigo de VPV no Público de Domingo, Os violinos de Ingres (destaques meus), a propósito do convite a si endereçado para propagandear o Plano Nacional de Leitura. Obrigatório para quem gosta de discutir a liberdade de escolha, os livros (ou filmes ou músicas) comerciais e o intervencionismo lunático.
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Via Blasfémias.

Globos de Ouro a posteriori

De acordo com os comentários das minhas leitoras o melhor da gala foi mesmo a apresentadora e as "palhaçadas" do Unas e do Bruno. A sua análise é soberana. Quero apenas expressar publicamente a minha indignação por a Soraia ter saído do Campo Pequeno sem o seu merecido troféu.

Frase

"Parece que metade dos trabalhadores portugueses está exposta à globalização. Faz sentido. A outra metade deve ser os que trabalham no sector público."

na Dia D de ontem (pág. 9)

domingo, maio 21

Globos de Ouro - a priori

o "levado ao colo" (se ganhar, contra nomes como Deco ou Pauleta, é o escândalo)

o ausente (ao menos a Soraia foi nomeada para melhor modelo)
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De registar que continuam de fora os prémios da Televisão, depois das birras da TVI. O entendimento para a criação de prémios do género por uma organização independente estão a sair gorados, pelo que é expectável que, para o ano, estejam de volta aos Globos. A troca de Herman por Bárbara não é nada feliz. E os responsáveis da SIC já devem estar arrependidos, sobretudo o Ricardo Costa. Também não sei como anda a coisa em termos de audiência (este ano a gala é no Campo Pequeno) mas o facto de a SIC andar a passar em rodapé apelos para as pessoas irem em família assistir aos Globos não me parece um bom augúrio. Seja como for, que rolem os globos.

O grande equívoco

Hoje, no Montenegro, referenda-se a independência face à Sérvia. Se tudo correr como previsto, e o "sim" alcançar os 55% necessários, o Montenegro tornar-se-á no mais novo estado independente da Europa. Com esta independência desaparece, quase um século depois, o que restava da grande Jugoslávia, um dos maiores equívocos de sempre da história europeia. Um erro que se deu algures no final da Primeira Guerra Mundial, quando se decidiu ignorar os avisos italianos e criou-se um estado hegemónico na turbulenta região balcânica. O objectivo de evitar novos conflitos foi suficiente para ignorar profundas diferenças religiosas, culturais e étnicas. Diferenças que iriam sempre marcar a história da região, e que só não fizeram eclodir a guerra civil mais cedo devido aos regimes ditatoriais (militar, primeiro, e soviético depois) que tomaram conta do país. A guerra, essa, começou em 1991, só terminando com a intervenção da Aliança Atlântica.

Depois de alguns anos de guerra e de vidas ceifadas, a Jugoslávia dividiu-se e quase regressou às fronteiras originais, definidas por uma história comum de dezenas de anos. Estes povos, ao contrário da Sérvia de 1914 e de 1990, não pretendem a terra do vizinho - querem apenas a sua. Hoje, com a provável vitória do movimento de independência do Montenegro, a História cumpre-se, quase 90 anos depois. Talvez valha a pena aprender alguma coisa com isto e pensar se, por esse Mundo fora, não se pretendem manter unidos Estados cujos povos não se sentem parte de uma história e civilização comuns. Talvez se estejam hoje a criar condições para futuras guerras civis. Dever-se-ia pensar se, nas terras onde o povo e o seu território se confundem, não faria sentido apostar na divisão e criar condições para um desenvolvimento sustentável. E em paz.

Bond serfdom period

Como nota e muito bem o RAF do Blue Lounge, é estranho o Estado absorver metade do PIB e o tax freedom day ser celebrado em Maio. A explicação só pode ser uma: entrámos no bond serfdom period, que é como quem diz trabalhar para os impostos futuros. Que só acabará para aí em Julho, no bond freedom day. A partir daí sim, estaremos mais livres.

sábado, maio 20

Ultra Arquitectura

A questão da revogação do 73/73, que concedia o direito à arquitectura a engenheiros e desenhadores técnicos, parece-me um pouco melindrosa. Se é razoável admitir que cada pessoa que necessite de um projecto arquitectónico tem o direito de escolher se pretende um arquitecto, um desenhador técnico ou um engenheiro, será também razoável que essa pessoa possa escolher um padeiro, um contabilista ou um técnico de farmácia? Talvez seja, assim haja oferta. Há duas ocasiões, porém, em que a regulamentação pode fazer sentido:

1) Quando as coisas em causa têm de passar pelo sistema público e este lhes impõe certas regras. Há licenças para conceder e fiscalizações para fazer, pelo que são necessários certos critérios para se poder decidir. Um desses critérios poderá ser a habilitação do responsável por qualquer parte de qualquer coisa. Assim, se o sistema público considera que apenas os arquitectos têm competência para elaborar certos projectos, isso é uma regra e, como tal, tem de ser cumprida.

2) Talvez haja muitas actividades que podem ser exercidas por qualificados num sem número de cursos e talvez a elaboração de projectos de arquitectura até seja uma delas. Num mercado privado, livre e concorrencial, a qualidade procurada e oferecida ajustam, levando a que todos aqueles com qualidade possam exercer a função que desejem, assim haja procura. Porém, quando um dos lados (a oferta ou a procura) é representado pelo Estado, fazem sentido algumas restrições: para impedir que apareça um engenheiro electrotécnico para me operar ou para evitar que, para realizar um estudo de impacte ambiental sobre a construção de um Parque Temático no Alentejo, se chame um biólogo marinho. Porque o Estado, ao agir em nome de todos nós, nunca poderá julgar como deveria (ou seja, contendo em si todas as opiniões e preferências) cada situação e cada agente, necessitando pois de balizas (que também se podem apelidar, caro AA, de bom senso).
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Por causa desta história estamos a assistir a uma das mais acesas "trocas de galhardetes" entre blasfemos e insurgentes. Inesperado? Talvez, mas nada comparado com o facto de ser um dos ultras o principal defensor da revogação, enquanto que os aparentes moderados enveredaram por um caminho bem mais radical.

sexta-feira, maio 19

Programa da noite

Introdução ao Intervencionismo (III)

Depois de obrigar os partidos a terem pelo menos um terço de mulheres nas listas, o PS vem agora legislar sobre a rotatividade dos deputados da Assembleia da República. Mas será que é normal esta ingerência nos assuntos dos outros partidos? Se o PS acha que deve ter 1/3 de mulheres nas listas, pois que tenha, mas deixe os outros partidos em paz! Se acha que a rotatividade dos deputados é excessiva (definam excessiva, por favor) deixe de a praticar, mas deixe os outros partidos em paz.

quinta-feira, maio 18

O código do medo (II)

A Igreja podia ter tentado seguir a estratégia do carmelengo, em Anjos e Demónios, que ressuscitou um velho e temido inimigo cristão (no caso, os Illuminati) para unir os fiéis e os motivar para a defesa da crença e para o regresso a uma vida religiosa activa. Assumia-se depois como a líder do movimento de contra-ofensiva cristã, a portadora da palavra de esperança. Talvez até desse para simular um milagre, em directo para as câmaras, como fez a personagem do livro. Fica a ideia.

O código do medo

Não creio que, ao escrever o livro, Dan Brown não estivesse consciente de que poderia estar a atacar seriamente o mundo Católico. Não creio também que toda a gente veja o filme como pura ficção e acredito mesmo que, hoje, muitos tenham reformulado a sua opinião acerca de Cristo tendo por base a teoria apresentada no livro. Se pensarmos bem, quantas vezes isso não acontece com outros filmes? O problema, desta vez, é que se lida com a organização religiosa mais poderosa do Mundo.

A Igreja exige agora que se avisem os espectadores de que o filme é "apenas ficção, não devendo ser confundido com a realidade". Ridículo! Um filme, quando não baseado em factos reais é, por definição, uma obra de ficção. Esta exigência é claramente um sinal de medo. Medo de que, confrontados com a ficção, os espectadores a achem mais verosímil do que a realidade.

Uma questão de regras

"Regras são regras", apressou-se a dizer o sr. Trichet, quando surgiram as primeiras críticas à decisão de vetar a entrada da Lituânia na zona euro em 2007. Embora exímia no cumprimento dos demais critérios, a economia lituana (a crescer 6.5%) vai apresentar uma inflação de 2.7% (1 décima acima dos limtes).

Convém atentar na frase "regras são regras". Será que este senhor se lembra que, há uns anos, para permitir que os históricos entrassem no euro, se arranjaram todo o tipo de excepções? Os rácios de dívida pública belgas e italianos estavam (e estão) acima dos 100% (os critérios de Maastricht falam em 60%...); os défices das contas públicas foram ultrapassados por mais de metade dos países aderentes; a lira italiana não cumpria os requisitos cambiais (a factura está agora a chegar); e, ironia das ironias, sabe-se hoje que a Grécia nunca cumpriu os limites de défice nem de dívida pública.

É de lamentar que Bruxelas esteja a punir umas das economias que melhores resultados tem alcançado nestes primeiros tempos de integração europeia. Pensando melhor, é ainda mais de lamentar que estes critérios sejam utilizados apenas como cartão de acesso, sendo na prática esquecidos nos anos seguintes.

quarta-feira, maio 17

Apostas


Barcelona, sem dúvida. Afinal de contas, foi a equipa que, na caminhada para a final, eliminou os outros principais favoritos à conquista do ceptro.

terça-feira, maio 16

Geometrias e Poder

A propósito dos posts em triângulo.
O cenário que o Karloos defende é sem dúvida mais apelativo. Porém, ele só se poderá concretizar nas exactas circunstâncias em que, propositadamente ou não, o Karloos o colocou.



O PS, o PSD e o CDS são colocados numa ordenada próxima (o CDS, Karloos??), o que significa que os três partidos estariam apostados em se aproximar do pico liberal. Neste caso, qualquer que fosse o partido escolhido para governar, poderíamos esperar um programa de Governo positivo para o País. (Antecipando contestação no tema, não creio que assistíssemos a um vazio ideológico e a uma fraca escolha, pelo menos não mais do que assistimos agora. O liberalismo é suficientemente rico nas suas abordagens para poder cobrir um vasto leque de ideias.)

O problema é que para haver um partido a aproximar-se do topo, os outros têm de andar também lá próximos, e aqui reside a dificuldade. A opinião pública nacional é demasiado sensível aos populismos e tem demasiado medo que lhe apareça alguém que opte, ao invés do "Eu faço", por um slogan do género "Eu deixo fazer". Consequentemente, os partidos não resistem à tentação de explorar estes factores em benefício próprio - e em prejuízo do partido empreendedor. É improvável que, 1) algum partido se meta neste tortuoso caminho e que 2) caso se meta, o outro o siga ou, pelo menos, não o destrua.

A subida de um partido solitário só se completaria com uma total apatia da outra força ou então se empurrada por um qualquer líder bem carismático (outro dos fraquinhos nacionais), liberal dos sete costados. Assim, e a não ser que pretendas apostar na vida política activa, não vejo, com muita pena, o teu triângulo a saltar para a realidade num futuro próximo.

Sobre as maternidades

Hoje temos Manuela Ferreira Leite a vir defender o Governo nesta sua cruzada contra as maternidades sem condições. Não deixa de ter lógica. Manuela Ferreira Leite nunca foi de cegueiras partidárias. Sendo certo que as suas declarações terão uma componente táctica, MFL poderá, antes de mais, estar a fazer um favor ao partido. Afinal, com todas estas derivas populistas da bancada social-democrata, convém aparecer algum notável para pôr ordem na mesa e mostrar a todos que ainda há pessoas capazes no PSD.

A questão das maternidades parece-me óbvia. Partindo do princípio de que se fala verdade, ie, de que a questão está "no reduzido número de partos por ano e a falta de técnicos especializados, nomeadamente anestesistas, enfermeiros e médicos obstetras", é de todo lógico que os serviços sejam centralizados. Sendo também certo que estes encerramentos trarão consigo algumas poupanças, porque não utilizá-las para garantir que os hospitais se mantém com condições para assegurar o pré e o pós-parto, além de garantirem uma ambulância pronta a partir nos dias em que se prevê que alguma senhora grávida chegue com dores?

segunda-feira, maio 15

Banho de bola

Scolari teve mais um daqueles discursos que deveriam figurar nos manuais de liderança do professor Pina e Cunha. Sem papas na língua mas num tom neutro e educado, explicou aos atónitos jornalistas (e não só) que nos bastidores ninguém anda a dormir.

Começou por definir-se como "o homem abaixo do Presidente", para marcar a sua posição, fazendo questão de dizer que é segundo a sua filosofia de trabalho que tudo se organiza. Mostrou quem manda na casa e poderia ter acabado ali a declaração, mas Scolari quis dizer mais. Não precisava de o fazer, mas enunciou as relações profissionais que se tecem dentro da organização: os observadores, os relatórios e tudo o mais. Não se esqueceu de referir exemplos concretos (Luisão, Adriano e Paulo Assunção) e de nomear directamente uma boa parte dos seus colaboradores. Ao fazê-lo, deu também destaque a todo o seu trabalho. Referiu enfaticamente a confiança que lhes oferece e fez uma pausa para criar um clímax à volta da expressão "trabalho em equipa". Tocou nas questões sensíveis que precisavam de esclarecimento como o "ir ver todos os jogos" (devido à polémica com o FCP) e o trabalho dos sub-21. Não esqueceu os jogadores, realçando a coesão e reforçando-se, mais uma vez, como o sargentão daquela equipa. Não se foi abaixo aquando das perguntas directas sobre Ricardo Costa, Maniche e Costinha e deu-lhes prova pública de uma confiança inabalável.

São assim que se constroem grupos ganhadores. Tomando decisões e responsabilizando-se por elas, mantendo sempre a credibilidade. Sem vénias aos poderes instalados (quem era o seleccionador português que teria cojones para aquilo?), protegendo e suportando quem de facto é importante: os jogadores, o grupo. Um autêntico banho de bola.

Provocação e fuga!


Nada pessoal, pessoal! A propósito, António, bom texto. Comprei o Público de propósito.

Potencial económico

Leio textos e artigos de índole económica onde se apela a um regresso a taxas de crescimento próximas do produto potencial. Mas, e se o nosso potencial for mesmo os 0.5% a que estamos a crescer ao ano? Já alguém fez as contas?

domingo, maio 14

Vila de Rei - próxima solução

O Partido Nacional Renovador realizou no dia 13 de Maio uma acção de protesto em Vila de Rei contra a fixação de 50 famílias imigrantes na região. A iniciativa da autarquia visa combater a desertificação, concedendo-se alojamento gratuito às famílias, escola para as crianças e um salário de 400 euros. Os manifestantes argumentam que não têm nada contra a comunidade brasileira que ali se vai fixar, mas salientam que existem portugueses desempregados e que não se estão a proteger os interesses da Nação...

Compreendo que a maior parte dos indivíduos não esteja disposto a trabalhar durante um mês para receber apenas 400 euros. Mas se há quem esteja porque não dar uma oportunidade a essas pessoas? Na perspectiva da empresa que está a contratar, se há alguém disposto a fazer a mesma função por menos, naturalmente que essa pessoa irá ser escolhida. Por outro lado evita-se que a região se isole cada vez mais, aumentando-se a população activa na região e desenvolvendo-se o comércio/indústria. Isto não basta dizer que não, é preciso apresentar alternativas, em vez de dizer mal da globalização como vi no telejornal...

Breaking News

A place

Novo place blogosférico, com um toque latino. A place to find yourself, da amiga colombianita. Consta que não falará de política sul-americana, para não roubar clientela a esta casa; nem cortará nos professores da querida faculdade, para não prejudicar o negócio do Lisboa e os Amigos. Boa sorte, miúda!

sábado, maio 13

Tempo de Antena

Dentro de momentos, na SIC, seguem momentos de propaganda católica. A posição da SIC até é compreensível. Mesmo que não esteja a receber nada por isto, posiciona-se junto dos espectadores como exploradora de todas as versões. Terá provavelmente uma grande audiência.

O teor da reportagem, porém, já poderá ser menos claro. Certamente a Opus Dei não permitiria que a sua imagem ficasse (ainda mais) prejudicada. Daqui decorre que a mensagem a passar será a de uma organização simples e dedicada a Deus, vítima de uma das maiores cabalas a que o mundo Católico já presenciou. Aqui sim, poderemos lamentar a atitude da SIC, caso tenha mostrado complacência para com esta necessidade de branqueamento da imagem. Já a transmissão da a peça no dia 13 de Maio, quando até as consciências dos menos fanáticos se encontram abertas à propaganda, é um pequeno sinal. Vejamos os próximos.

Tristes são os tempos..

Em que o Barreiro é notícia de abertura dos vários telejornais devido à morte de uma criança de 12 anos, ao que parece vítima de maus tratos. Também tristes são os dias em que as instituições não conseguem cumprir o que se lhes exige. Depois dos inúmeros exemplos de há umas semanas atrás, mais uma tragédia vem ensombrar estas instituições. Onde pára o Estado, quando faz de facto falta?

O "animal dos palcos"


Quim Barreiros. Ele e a sua banda. Ele, a sua banda e toda a boa disposição e alegria que contagiam qualquer público. Quim! Quim! Quim!

sexta-feira, maio 12

Louvor

À página de simulação de percursos do site da Carris. Onde quer que queiramos ir, às horas que for e qualquer que seja o meio de transporte preferido, existe um caminho.

Introdução ao Intervencionismo (II)

"(...) os banhistas que entrem no mar com bandeira vermelha arriscam-se a pagar uma multa. No caso de bandeira amarela, os banhistas também correm o risco de pagar multa caso sejam apanhados a nadar."

O responsável explicou que a aplicação de multas deve-se ao facto de «o incumprimento da bandeira vermelha ser um comportamento que põe em risco o banhista e a segurança do nadador-salvador que, em tais circunstâncias, é chamado a ir ao mar».

via TSF

quinta-feira, maio 11

Ouro

Melhor do que em 2010 o Alentejo receber uma autêntica mina de ouro chamada "Mystikos" só o facto de começarem a ser exploradas outras duas em 2007. É pena é que não sejam exploradas por nós...

"Mais vale SELO que parecê-lo!"

Rebentou há dias o escândalo do negócio dos selos que compromete a empresa Afinsa e o seu presidente honorário, Albertino de Figueiredo. Existem já nove detidos, milhões de euros envolvidos e milhares de investidores em risco de perder o dinheiro investido.

A empresa, que prometia taxas de retorno de 6 a 9%, é acusada de burla, branqueamento de capitais e falsificação de documentos, entre outras. Se a ameaça de insolvência se concretizar, os milhares de investidores ficarão a "arder". É que, além de não verem os selos nos quais estão a investir, têm poucas hipóteses de serem reembolsados devido à natureza da própria empresa.

A verdade é que a empresa Afinsa era muito conceituada e considerada "fiável" por associações como a DECO. O fundador até se gabava de ter sido a empresa a tornar o negócio do coleccionismo num negócio claro e prestigiado! É caso para dizer que mais vale sê-lo, que parecê-lo!

Sob o signo da verdade

Apresentado hoje, este livro da autoria de Manuel Maria Carrilho é um rol de acusações a um rol de individualidades e instituições que conspiraram para a sua derrota nas últimas Autárquicas. Parece que desde a SIC ao seu antigo número dois, passando pelos jornais e acabando no Pai Natal, ninguém escapa ileso.

No Programa da Manhã, Ricardo Costa (director-adjunto de informação da SIC e director da SIC Notícias) já exerceu o contraditório, explicando ao dr. Carrilho que ele "não ganhou porque não tem popularidade nem para ser eleito delegado de turma". Sobre o episódio do (não) aperto de mão a Carmona, o jornalista diz que "um crime seria não colocar aquilo no ar, visto ser um episódio que iria marcar toda a campanha. Foi um acto mal pensado e que lhe pode ter valido a derrota... mas isso é problema dele." Para terminar em beleza, uma questão sobre o futuro político de Carrilho. "Claro que tem. Pode sempre ser nomeado Ministro - não tem que ir a votos

[corrigido (12/05/06 - 18h20)]

quarta-feira, maio 10

Final da Taça UEFA

Sevilha (4)- Middlesbrough (0). Será que Espanha faz este ano a dobradinha com a vitória do Barcelona na Champions?

Frase do dia (no seguimento do post anterior)

"A crença é das últimas liberdades que nos restam".

Introdução ao Intervencionismo

Uma rapaz está sentado numa das pequenas janelas* da área de espera da estação fluvial do Terreiro do Paço a olhar o rio, a sentir o sol e a bebericar uma coca-cola. Está totalmente virado para o rio ou seja, está com as pernas para o lado de lá. Passados poucos minutos é abordado por um segurança que lhe diz que "os senhores ali dos bilhetes (n.d.r. - funcionários da Soflusa) não o querem aí sentado com as pernas para fora". O quê?

"Pode estar aí sentado, mas meta as pernas para o lado de cá porque eles não querem que esteja com as pernas para o lado de fora". E posso perguntar porquê? "Olhe, nem eu percebo... mas eles pediram-me para vir aqui dizer-lhe. Se não se importa.."

Acedo, ainda meio incrédulo, depois de ter ponderado desafiar o senhor a chamar a polícia para me prender por tão grave ofensa.
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*talvez convenha explicar, para quem não conhece, que as janelas são pela altura dos joelhos e suficientemente grandes para passar por lá uma pessoa, sem dificuldade. Do outro lado existe um espaço de cerca de 2 m até se chegar ao rio. Normalmente, no Verão, é usual ver-se malta nova totalmente no outro lado, sentada no chão.

terça-feira, maio 9

Europa

Hoje, depois da realização do seminário comemorativo do Dia da Europa, multiplicam-se pelos jornais os artigos sobre a crise europeia e as suas causas. A maioria delas perder-se-á em questões laterais .

Os grandes responsáveis pela crise europeia são a moeda única e o BCE, que acabaram com a regularidade das políticas monetárias e orçamentais expansionistas. No fundo no fundo, toda a crise se resume a um problema: a impossibilidade de imprimir moeda.

Mundo a duas dimensões

Marketing e artes plásticas.

domingo, maio 7

Para o ano há mais (do mesmo?)

Chegou ao fim o campeonato. O nível de exibições foi, na minha opinião, mais uma vez decepcionante. O FC Porto, campeão nacional, adoptou um sistema de três defesas que só neste campeonato poderia resultar, já que como se viu na Champions, contra equipas "a sério" o resultado torna-se óbvio. O Benfica com o melhor plantel dos últimos anos realizou exibições muito irregulares e perdeu o campeonato em casa. O Sporting conseguiu finalmente a entrada directa na Champions ao fim de alguns anos e fica a sensação que poderia ter ido mais longe não fosse o mau início de época. Num campeonato marcado por péssimas arbitragens (o golo do Paços de Ferreira contra o Braga é o maior escândalo que vi nos últimos tempos), é com tristeza que vejo Belenenses e Vitória de Guimarães baixarem de divisão. Para o ano há mais, esperemos que para melhor.

P.S. Luís Figo é candidato ao troféu "Golden Foot" e a votação encontra-se neste momento a decorrer. Por tudo aquilo que já deu ao futebol português penso que não custa nada ir ao site votar nele.

Telescópio cultural - rescaldo

A peça era para rir, embora alguma tristeza tenha aparecido no final. Bons protagonistas, um sítio aprazível e uma história engraçada tornaram o momento bastante agradável. O quiz arquitectónico, a cruzada para encontrar o fórum, a viagem de regresso ("Oh Daniela, está ali a dizer 06h25...") e a terrível negociação com o senhor das flores (que mesmo assim foram baratas, se considerarmos o sorriso da menina..), marcaram a noite. Uma experiência a repetir.

sábado, maio 6

Telescópio cultural (em directo de Sete Rios)

Hoje vou ao teatro.

E daí? Bem, há muito tempo que não vou ao teatro e por isso não sei bem o que esperar. Uma peça hilariante onde todo o público se ri ou uma história séria onde todos ficamos a pensar? Ou ambas? Não sei e o nome "A Boda" também não ajuda a decifrar. Vou ter de espera para ver.

O teatro tem o dom de conseguir juntar numa só peça um sem número de emoções. E tudo conseguido através dos actores, sem efeitos nem cortes. No teatro, além de ser tudo em directo, os protagonistas têm o público a um palmo de distância. Sentem-se observados por dezenas de olhos que os olham nos olhos e os avaliam, a cada momento. O que deve ser bastante motivador e excitante.

No teatro podemos ter improviso, interacção e feedback. O público ri-se e o actor sente-se bem com a sua piada. Há um silêncio sepulcral numa cena triste e o actor ultrapassa os seus limites dramáticos. Tudo interage nos minutos em que dura a peça. Tudo é surpresa (não há sinopse que valha), nada é antecipado. E no final, fica o eco do aplauso quando tudo foi fantástico, ficam as palminhas quando soube a pouco. Mas fica, sobretudo, a lembrança de ter participado na história e de a ter presenciado ali, a um palmo de distância.

Enviesamentos autárquicos

Uma das grandes promessas da CDU aquando das Autárquicas no Barreiro foi criar incentivos e condições para o debate civil, fomentando a participação dos cidadãos. Um dos temas que mereceu mais destaque foi o do Barreiro Velho. Na iniciativa "Decisões Participadas", promovida pela Câmara, ficaram claros alguns dos anseios da população, alguns de bem fácil resolução com pequenas intervenções.

Sempre atentos a estas coisas, os deputados municipais do Bloco, do PSD e do PS logo transformaram os anseios em propostas, que viraram recomendações para serem aprovadas na Assembleia Municipal. A CDU fez uso da sua maioria para rejeitar todas, sob o argumento de que "a CDU foi a força que ganhou as eleições e como tal tem de cumprir o seu programa", acrescentando que não aceita que "se imponham medidas ao Executivo".

É um problema recorrente, para todas as forças autárquicas, esta coisa das medidas. Tudo o que aparece de novo é tido pela maioria da população como obra de quem está no poder. Mesmo que a ideia tenha saído do vereador desalinhado que só tem pelouro para haver governabilidade na Câmara ou por deputados oposicionistas na Assembleia. É por isso normal que muitas forças se coibam de fazer algumas propostas e, quando as fazem, venham cá para fora gritar que a ideia foi deles. Esta segunda hipótese é da mais elementar justiça, mas quem está na Câmara quer o contrário. E em Câmaras não mediáticas a informação não corre para o público. Daqui nasce, muitas vezes, um grande enviesamento no sistema democrático local, que vai ser responsável por ideias pré-concebidas e decisões de voto pouco informadas. O que, em democracia, não é de todo desejável que aconteça

Preparar o terreno, mas devagar

day before:
day after:

sexta-feira, maio 5

Blogosfera memória

Hoje, numa manifestação de trabalhadoras convocada dada a iminência de despedimentos, podia-se ler num cartaz algo como "Despedem trabalhadores permanentes e contratam 150 temporários".

Talvez valha a pena recordar estas histórias do João Caetano Dias (a número 4 é particularmente elucidativa), escritas ainda no Jaquinzinhos. E pensar. Pensar se vale a pena, pensar se faz sentido, pensar quem ganha e quem perde.

Sobre a refinaria

Monteiro de Barros até pode ser um grande homem de negócios. Mas, no caso da refinaria de Sines, quem se portou muito mal foi o Estado. E não houve, que se saiba, nenhuma armadilha do empresário. O negociante Estado, pura e simplesmente, não fez os trabalhos de casa e não soube gerir o pré-negociação.

Numa negociação devemos ter em mente algo muito mais importante do que a nossa posição e os nossos ganhos. Temos de pensar na posição dos outros e nos seus ganhos. Temos que procurar saber o máximo acerca do "adversário" e esconder ao máximo o nosso jogo. Como diria Sun Tzu, "se és forte, faz com que pareças fraco; se és fraco, faz com que pareças forte". O Estado fez, como diz e muito bem o António Costa, tudo ao contrário. Sabendo de antemão que havia várias (e difíceis, como se vê agora) questões pendentes, preferiu mesmo assim dar o acordo como selado, aproveitando a onda do marketing em vigor para anunciar mais um mega-investimento. Com este passo colocou-se "nas mãos do adversário".

Monteiro de Barros saberia que seria muito difícil para o Estado voltar atrás com uma promessa de quatro mil milhões de euros. E usou essa vantagem para puxar os ganhos para o seu lado. Porém, guiado por um qualquer aceno de bom senso, o Estado recuou: a negociação assim não interessa. Talvez ainda confiantes na vantagem adquirida e desconfiados da coragem estatal para acabar com o negócio, os sócios de Monteiro de Barros já ameaçaram abandonar o navio. Pressão? Obviamente. Seja qual for o resultado, uma coisa é já certa: o Governo vai pagar um qualquer preço por mais este deslize. A ver vamos se o consegue minimizar.

quinta-feira, maio 4

E hoje não posto mais

Estou em reflexão. Amanhã há eleições.

Coisas que eu não entendo

Não percebo porque é que os meus colegas não se sentem, em geral, atraídos pelas apresentações dos trabalhos dos outros, preferindo faltar à aula. Certamente que preferências são preferências e trade-offs são trade-offs, mas não deixa de me fazer confusão. Afinal, de contas, são aulas muito mais interactivas, onde se fala de muito mais do que matéria. Fala-se da sua aplicação ao mundo real. Falam-se de casos reais ou de pesquisas interessantes.

As apresentações são enriquecedores para todos. É suposto retirar algumas conclusões sobre o tema apresentado. O objectivo não é só bater palmas no final! É, por exemplo, aproveitar algumas ideias; é ver o que não se gostou e não imitar; é comentar, criticar e elogiar. Mas nada disto acontece. E não tem acontecido na cadeira de Marketing, onde a afluência se reduziu a cerca de metade (arrendondo para cima). Dada a situação, não admira que a maioria dos que já apresentaram o tenham feito com os olhos quase vidrados na professora. O que, apesar de ser ela a avaliadora, não deixa de ser um ponto bem negativo.

quarta-feira, maio 3

Aviso à navegação

No Jornal da Noite de hoje, ficámos a saber que os Executivos portugueses são mal remunerados. Lá para fora, os directores Financeiros são os mais bens pagos, logo seguidos dos directores de Marketing e de Recursos Humanos. Em Portugal os Financeiros mantém-se no topo mas os de Recursos Humanos aparecem à frente dos marketeers. Será caso para rever as áreas de especialização?

A voz de António Chora

Os comunistas e o Partido Comunista merecem-me o maior respeito como grandes lutadores que foram (...) mas isso não lhes dá o direito de pensarem que são os donos da razão e da esquerda, pois apesar da análise que fizeram no congresso de Loures, continuam a apontar países como China, Coreia do Norte e Cuba como regimes democráticos, mostrando assim o seu conceito de democracia.

Quero no entanto esclarecer, que nunca fui anticomunista, nem sequer anti PCP, tenho hoje em dia claras divergências ideológicas com o PCP, fruto de parte do poema que refere “ o mundo pula e avança, como bola…”, mas é disso que se forma a democracia e só as ditaduras não o admitem.

Um excerto do artigo de opinião de António Chora, presidente da Comissão de Trabalhadores da Auto-Europa e actual deputado pelo BE, publicado no Diário do Barreiro. (destaques meus)
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Sem dúvida uma das mais valias do Bloco. Um indivíduo com alma de operário e conhecedor da vida. Pragmático e sem dogmas ideológicos, poderá ser um dos mais capazes de, no futuro, fazer o Bloco aproximar-se da realidade.

terça-feira, maio 2

Esta coisa da igualdade..

Conversa ao jantar:

F.I. - É uma vergonha esses senhores [uns quantos funcionários públicos] reformarem-se e receberem mais de mil contos de reforma enquanto há aí pessoas a receber só 100 contos ou assim. É uma diferença enorme!
T.A. - Concordo em absoluto! É isso e és tu, que recebes mais de 90% da cotação nos testes e os pobres coitados que fizeram o mesmo teste que tu, à mesma hora e com a mesma professora e só tiveram 30%! Não achas que é uma diferença assustadora?
F.I. - Oh, mas esses não estudaram nada! Não mereciam ter mais!

Pois..

(F.I. é a sigla de familiar identificado. Não que custe muito perceber :) )

O último adeus

Hoje foi o último episódio dos Morangos em que apareceu o Dino. O final, embora meio idílico (a viagem de balão, a subir para o... céu?), não deixou de me tocar um pouco. Afinal, até deu para aproveitar um pouco do roteiro original. As cenas adicionadas também não deixaram de ajudar, nomeadamente aquele final, com todos a dizer adeus. Notaram-se as caras de felicidade meio forçadas.

Mas afinal, assim tinha de ser não era? O objectivo era fazer crer que o Dino, ou o Francisco, não tinha ido para um local mau. Não foi mal conseguido, assim como a parte final, um pequeno filme com alguns dos melhores momentos do actor na série, tudo ao som de "A vida faz-me bem", para mim das melhores músicas da série. Sim, foi bonito.

Peso na consciencia (em directo da FEUNL)

Neste momento o prof. Pinto Barbosa está a dar a conhecer mais uma forma de escrever a equação do produto e eu estou aqui, sentado mas cansado, depois de ter andado a última hora e meia com uma mala cheia de Frizes às costas..

p.s. E ainda espero para ouvir o que me vai dizer quem eu deixei pendurada às 9h30, por me ter deixado dormir...

segunda-feira, maio 1

O Primeiro de Maio - considerações (IV)

Picado pela amiga Inex, fui ver o que tinha andado o Carvalho da Silva a dizer neste dia tão especial para os do seu gang. Aqui fica um pequeno resumo:

Lado A: Não-sei-quê, o Governo quer tornar a função pública eficiente e permitir que os privados passem a prestar serviços que só o Estado pode fazer; não-sei-quê, é humilhante para os trabalhadores dizer que eles são pouco produtivos e não-sei-quê querem acabar com o Estado!

Lado B: Não-sei-quê, as medidas para assegurar a sustentabilidade da Segurança Social são vergonhosas, devíamos era continuar como estamos que é para daqui a uns anos não haver nada para ninguém! Ao menos havia igualdade! Não-sei-quê, as empresas pouco produtivas e subsídio-dependentes não podem fechar nem despedir trabalhadores. Nem quando a alternativa for a falência! Não-sei-quê, vamos continuar a lutar pelas benesses, vulgo direitos adquiridos, que tantas chantagens tivemos de fazer para conseguir!

O Primeiro de Maio - considerações (III)

Quem de facto deve comemorar o dia do trabalhador todos os dias na praia são os responsáveis pela definição dos turnos do pessoal do terminal do Barreiro. Início do mês, dezenas de pessoas para comprar o passe, máquinas dos bilhetes avariadas e uma única senhora, bem lentinha, a vender senhas. Resultado: fila de trinta metros e muita gente a ter de esperar mais meia hora pelo próximo barco.

O Primeiro de Maio - considerações (II)

Tendo em conta a quantidade de pessoas de chinelos e toalha de praia ao ombro que encontrei no barco quer na ida quer na volta, parece que fui mesmo dos poucos que comemorei condignamente o feriado.

O Primeiro de Maio - considerações

Fui um daqueles que comemorou condignamente o dia do trabalhador. Passei o feriado todo a trabalhar.

"Prazer dos Diabos"


A SIC Comédia apresenta-se como um dos meus canais de televisão preferidos. Sou fã incondicional do Conan O’Brien, do Jay Leno e do Seinfield. No entanto, prefiro destacar desta vez uma produção nacional, “Prazer dos Diabos”, que consistindo num programa de crítica gratuita, acaba por dar voz às conversas de cafés e entre amigos do dia-a-dia.

O programa conta com as participações de Adelaide de Sousa, Fernando Alvim, Inês Meneses, José de Pina e Pedro Boucherie Mendes e passa todas as Quartas-Feiras das 22.30 às 23.30. Para quem procura uma solução às telenovelas diárias e deseja rir-se um bocado fica a sugestão.