terça-feira, janeiro 31

Momento TV do dia


I said "I love you" and she said "thank you"
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Ross, um dos Friends, a contar à irmã o que se tinha passado no aeroporto. É daqueles momentos em que se ri de tal modo que a mãe vem à sala perguntar o que aconteceu.
Tiago Alves

Memórias

"A propósito, também estive no parlamento. Seis meses, com as férias de Natal pelo meio. Não fiz nada. O grande problema era arrumar o carro. (...) Lia os jornais, os que tinha trazido e os do Pacheco Pereira. Nunca levei um livro por causa da televisão, que aparentemente embirra com deputados que lêem livros. Fora isso, conversava e passeava pelos corredores. Passos perdidos, de facto. De quando em quando recebia instruções para votar assim ou assado.

(...) Uma vez por semana, na minha comissão, a Defesa, ouvia um general indescrito repetir o comunicado da USIA sobre a Bósnia."
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Vasco Pulido Valente, a última grande aquisição da blogoesfera, escreve as memórias de seis meses de deputado. Em pouco mais de 20 linhas.
Tiago Alves

Regicídio



O Karloos decidiu acabar com o Tau-Tau. Tal como disse o JPT num comentário abaixo, isto de manter um blogue solitário constantemente actualizado e lido tem que se lhe diga. Seja como for, fica o abraço e a convicção do desde já aguardado regresso.
Tiago Alves

Já comprou? Então mexa-se!



(Eu confesso. Ainda não comprei porque a papelaria aqui ao pé ainda não recebeu. Mas de amanha não passa)
Tiago Alves

Muitos contras

Ontem, no início dos Prós e Contras, o dr. Carvalho da Silva até estava a desenvolver um argumento estruturado e com alguns pontos bem interessantes. Porém, a Fátima Campos Ferreira só o interrompia, ora para dar a palavra aos outros (às vezes com uma gritante desigualdade temporal) ora para, de forma irónica, dizer algo como "é a banca não é? é ísso que quer dizer?", quando o sindicalista falava das falhas da Segurança Social.

Chateado, Carvalho da Silva começou a disparatar e a dizer as asneiras que tão bem se conhecem.
Depois não sei. Mudei para a 2: e fiquei, como a Alaíde, a ver o Roma.
Tiago Alves

segunda-feira, janeiro 30

Guinness

As últimas duas postas totalizam um total de 19 links.
Deu trabalho, mas é boa educação.
Tiago Alves

A profissionalização da Blogoesfera (II)

Assim, começamos a assistir a uma certa profissionalização da blogoesfera. Os melhores blogues buscam os melhores bloggers e a lógica do amiguismo (não é um termo prejorativo - faz bastante sentido que tenha começado por ser assim) começa a ser substituída por uma lógica de capacidade e talento. Se há muita gente que consegue manter blogues unipessoais ou bi-pessoais de bastante qualidade (e há!), também é verdade que, hoje e cada vez mais, os melhores bloggers começam a concentrar-se nas multinacionais blogoesféricas, aumentando assim ainda mais o seu [das multinacionais] poder de atracção. Muitas vezes vindos de palcos individuais, e a não ser que tenham pouco espírito de aventura ou prezem muito o seu espaço (o que parece ser um fenómeno importante), aceitaram o desafio. Afinal, é o reconhecimento do seu esforço e talento. É uma oportunidade de ser mais lido, mas também de ler e aprender mais, conhecer quem sabe pessoas novas, aumentar a sua networking.

Como complemento a tudo isto, os blogues são cada vez mais reconhecidos e ouvidos, no seu todo, lá fora. No DN já têm um espaço próprio, como já o tinham no Destak. Além disso, e como se já não bastasse o facto de a blogoesfera ser já uma boa montra onde muitos caça talentos buscam novos colunistas para os jornais, temos agora, com a mudança editorial na Atlântico (já de si composta por muitos bloggers..e que agora já tem um blogue), mais um palco para muitos, como se vê pelos contribuíntes do número deste mês.
Consequências? Pode ser mau na medida em que poderemos assistir ao progressivo desaparecimento de alguns blogues individuais de imensa valia e diversidade editorial. Diversidade e valia essas que tenderão a se auto-espartilhar quando os autores ingressarem em algum outro blogue (mais) de referência. Que são por normal eminentemente políticos.

Porém, reforça a concorrência saudável. E funcionando o Mercado, os melhores tenderão a juntar-se aos melhores e a puxar para cima os não tão bons, cada vez com menor espaço. E quem fica a ganhar são os leitores e a sociedade em geral! Além disso, pode-se aprender muito ao participar num blogue colectivo. Há maior diversidade na abordagem, diversidade nos estilos e nas próprias opiniões. Os bloggers superarão os seus limites. Crescerão as expectativas (determinado esforço e talento conduzirão, mais facilmente, a uma promoção), e a instrumentalidade (o talento como via para algo melhor) de bloggar: o que traz mais motivação, já dizia o senhor Vroom. Em suma, nivelamento por cima, como gostamos.

Tiago Alves

A profissionalização da Blogoesfera (I)

Isto é um ensaio (à atenção do caro PPM).

De há uns tempos para cá que temos assistido a algumas movimentações e transferências entre os grandes colossos que, embora não envolvam um grande montante de euros, mexem com o equilíbrio blogoesférico e trazem uma grande novidade: o reconhecimento do talento. Se bem que, até ver, nenhum blogger sobreviva só a bloggar, parece que a blogoesfera não escapa à jurisdição do mercado.

É comum que a esmagadora maioria dos blogues colectivos comecem por ser constituídos por bloggers que já se conhecem pessoalmente, que são provavelmente amigos, com ideias e valores comuns. Há sempre os mais ou menos activos, mais ou menos reconhecidos. Mas o nome dos bloggers é sempre associado ao blogue e chega mesmo a ser confundido com o próprio, a exemplo do que acontece com os blogues individuais.

Há hoje, porém, projectos que fogem a esta lógica. O Blasfémias, que já nasceu de uma fusão de blogues (desconheço se os blasfemos "fundadores" se conheciam de outro lado), assim como a Grande Loja e o Insurgente, que terão sido dos primeiros pesos pesados a assentar numa base distinta. Bloggers mais individualistas e cujas ideias não se confundem, unilateralmente, com o blogue: subsistem por si. Os blogues começaram a agir como concorrentes num mercado. Começaram a reunir talento, a melhorar a equipa. E o fenómeno espalhou-se.

O Acidental, sob o comando do inominável PPM (provavelmente a segunda pessoa a quem a blogoesfera nacional mais deve, a seguir a JPP) lançou ofensivas brutais às mentes d'O Sinédrio e do Quase Famosos. O regresso do jcd, vestindo a camisola blasfema, para além do prof. Luciano Amaral e, mais recentemente, RAF, n'O Insurgente, ou de RMD no Aspirina, parecem-se muito com aqueles momentos de reabertura do mercado, em que toda a gente anda a pensar quem será a próxima contratação de quem. Temos ainda a novidade das tasks forces, espécies de dream teams como o PdL, o Super Mário ou mesmo o Eleito (modéstia à parte, aquela do dream team), que procuram juntar bloggers que, pelas suas capacidades (descobertas e reconhecidas aqui, na blogoesfera), união ou diversidade de opiniões, produzem debate e confronto ideológico de qualidade.

Tiago Alves

domingo, janeiro 29

Neva por todo o lado!

Incluindo no Barreiro! É a loucura!
(nota: agora já não neva, só durou uns minutos..)
Tiago Alves

Correu mal, ontem...


Mas o mais engraçado da noite foi sair do café e ouvir carros a apitar na estrada. Ao princípio fiquei confuso mas depois lá percebi a razão de tamanha euforia. Já ganharam o campeonato deles: o da segunda circular.
Tiago Alves

sábado, janeiro 28

Hoje há Derby II (recebido por e-mail)

EQUILÍBRIO, um conto para pessoas de todas as idades.

Há muitos anos, no reino dos Céus, Deus desapareceu durante sete dias. Tendo-o finalmente encontrado, o Arcanjo Gabriel perguntou-lhe o que tinha andado a fazer.
Deus soltou um profundo suspiro de satisfação e apontou orgulhosamente para baixo, entre as nuvens:
- Olha, meu filho, olha o que estou a fazer! Mais um planeta, mas desta vez estou a tentar pôr lá VIDA! Chamei-lhe Terra e vai haver nele um equilíbrio para tudo. Por exemplo, vai haver uma América do Norte e uma América do Sul. A do Norte vai ser rica e a do Sul vai ser pobre, os pólos serão gelados e o equador escaldante, e assim por diante..

E então o Arcanjo Gabriel perguntou-lhe:
- E o que é aquele pequeno ponto vermelho?
- Ahhh! Isso é o Estádio da Luz. Um lugar muito especial. Será o mais belo lugar à face da Terra. As pessoas serão brindadas com futebol do mais fino quilate oferecido pelos melhores praticantes do "beautifulgame", como Eusébio, Coluna, Águas, Chalana, Valdo, Ricardo Gomes, Preud'homme, Rui Costa, Nuno Gomes, Simão, etc... Os jogadores farão os adeptos felizes e os adeptos tratarão os jogadores com reverência e carinho. Nenhum representante do Mal alguma vez entrará neste local que não seja mandado para casa de cabeça baixa.

O Arcanjo Gabriel ficou boquiaberto de espanto e admiração mas depois, parecendo refeito, exclamou:
- Um momento! Então e o EQUILÍBRIO? Disse que haveria um equilíbrio para tudo...
E Deus replicou sorridente:
- Espera até veres os toscos de verde que eu vou pôr ali ao lado...
Tiago Alves

Hoje há Derby (recebido por e-mail)


Tide - TIRA TODA A M**** DA CAMISOLA!
Tiago Alves

No meu tempo, isto chamava-se uma TAMPA!

A este voluntariado do Francisco, no day after às eleições:

"Ofereço o meu ombro a Joana Amaral Dias. Sou muito generoso."

Ela respondeu, ombro a ombro:

"O Francisco do Mau Tempo oferece-me o ombro. Eu não sou tão altruísta como ele. E por isso faço minhas as palavras de um amigo: “no ombro só fica a caspa”.
Tiago Alves

New Socialism


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Com sorte dá-se mais uns passos e dá-se também a carta de alforria aos TCB e à Soflusa (penso que seja subsidiária da Transtejo, ou algo do género; mas é só para ficar claro). Aí sim, o mundo seria melhor. Uma coisa é porém certa. A concretizarem-se iniciativas destas, tempos difíceis esperam a actual Oposição. O New Socialism está aí.
Tiago Alves

sexta-feira, janeiro 27

Momento TV do dia

É quando, no início do programa da tarde da televisão pública a apresentadora diz, com um enorme sorriso, que "é óbvio que estão todos bem dispostos.. é Sexta Feira!!". O público explodiu em aplausos.

Que país, este...
Tiago Alves

Afinal, havia outra..

O último teste ideológico que realizei (isto agora anda na moda) não me classifica como um perigoso fascista. Se calhar é por ser já antigo...
Tiago Alves

A Democracia e o Hamas (II)

Generalizando.

Parece haver uma grande similariedade entre os movimentos terroristas e o Estado (no geral, enquanto instituição). Ambos prometem certos benefícios (segurança, ordem, saúde - os chamados bens públicos) em troca de alguns sacrifícios (impostos e alguma forma de dedicação), havendo sempre a presunção geral de que os primeiros cobrirão os últimos.

Assim, e numa lógica bem económica, os movimentos terroristas obtém a aderência da população por corresponderem às suas expectativas (de segurança, por exemplo). Não é por acaso que a maioria dos movimentos terroristas nascem em países com especiais carências em termos institucionais (lembro-me dos Taliban no Afeganistão ou das FARC colombianas). A população vê assim enormes vantagens em aderir e em apoiar estes movimentos e chega até a aceitar como correctos e/ou necessários os actos terroristas, quer por serem influenciadas ideologicamente ou, no limite, por os considerarem um mal necessário para conseguirem a tal protecção que anseiam.

E assim, tomando como verdadeiras estas premissas, até parece fácil acabar com os extremistas. Basta dar às populações um Estado que cumpra as suas funções essenciais (que por alguma razão são chamadas de públicas). Porque à medida que vão possuindo alternativas que conseguem satisfazer as suas necessidades mais básicas a população em geral tenderá a abandonar os movimentos radicais pois ela não gosta, em última análise, de terroristas (esta é uma hipótese crítica. Eu acredito nela, sinceramente). E por isso, quanto mais fortes forem as instituições estatais menos incentivos terão as pessoas para suportar (qual mal económico) os actos terroristas, pois agora há outro caminho para a sobrevivência.

Assim, caro Bruno Pais, talvez Israel não tenha toda a culpa. Mas certamente terá alguma ao, com a guerra, muitas vezes injustificada e desrespeitando algumas recomendações internacionais, ter destruído as poucas estruturas que a Palestina tinha. E contribuindo com mais factores (inimigo externo comum, por exemplo) para o fortalecimento do Hamas.

Adenda:Também não sei, caro Henrique, se será o Arafat o grande culpado. E também acho que chamar tudo isto de ódio é muito simplista.
Tiago Alves

A Democracia e o Hamas (I)

A vitória do Hamas nas eleições palestinianas foi, provavelmente, um duro golpe para muita gente. Conquistado o direito a eleições livres e democráticas, o povo palestiniano optou pelo partido mais radical. Além disso, é um partido que não reconhece o estado israelita, o que lhe vale uma reduzida (senão inexistente) credibilidade a nível internacional. Têm sido dos principais entraves à paz, na medida em que não negoceiam e perpetram atentados contra Israel. Mesmo assim, garantiram a maioria absoluta.

Será este episódio o reflexo do falhanço democrático? Da paz? Quererá, com o seu voto, o povo palestiniano legitimar o terrorismo, a guerra e o conflito com Israel? Não creio. O povo é um conjunto de indivíduos com necessidades. E as necessidades do povo palestiniano encontram-se no limiar mais baixo: anseiam por comida e segurança, por justiça e união. E consideram (provavelmente bem) que o Hamas é quem mais lhes garante tal coisa.

Um Estado existe para garantir a satisfação destas necessidades. Mas para o conseguir terá de possuir instituições fortes e legitimadas, capazes de cumprir a lei e de fazer justiça; de garantir a segurança e a sobrevivência da população. Neste momento, o Estado palestiniano não possui nada disto nem consegue garantir coisa nenhuma. Há, porém, uma organização no País que já demonstrou ser forte, ter armas e determinação: o Hamas. Há uma organização que promete (e de forma credível) reconstruir estruturas e garantir a segurança da população: o Hamas. Há uma organização que promete equilíbrio, ordem e saúde: o Hamas. E é por isso que ganhou.

Nota: Este texto, assim como o seguinte, possuem Bibliografia: BERMAN, Eli; Hamas, Taliban and the Jewish Underground: An Economist's View of Radical Religious Militias; publicado no The Economist de 15 de Janeiro 2004.
Tiago Alves

quinta-feira, janeiro 26

Momento alto do dia

Sala de exame, acto de entrega do mesmo:

- Professora, isto era suposto ser uma melhoria... Mas não vai ser.
- Mas quer entregar?
- Não cheguei a passar nada do rascunho para as folhas de exame...
- Mas não quer entregar na mesma? É que se não tem de assinar ali a folha a dizer que desistiu... Para bater certo...


Burocracias...
Tiago Alves

Sparks.


Os livros de Nicholas Sparks são algo a que muita gente já dedicou várias horas. Mais do que isso, são leituras que costumam fazer derramar lagrimas aos mais sensíveis. Acabei agora de ler o livro acima retratado, generosa prenda de anos das minhas queridas Novathas (elas sabem quem são, e obrigado outra vez!). Não resisto a deixar o testemunho.

Desta vez, Sparks não nos oferece um livro escrito com "uma força delicada e comovente, uma beleza surpreendente e arrebatadora como há muito já não se via na literatura recente", uma frase extrapolada da contracapa de O Diário da Nossa Paixão mas que facilmente se adequa, com menos profundidade, a As palavras que nunca te direi ou A Alquimia do Amor. Nestes livros Sparks faz isso mesmo. Constrói toda a história em redor do amor. O amor é o meio e o fim. E tudo o resto é secundário ou acessório, meras ramificações, causas ou consequências do romance, pequenos aditivos à história principal. O que ressalva é mesmo a beleza das palavras e a mensagem de sentimento verdadeiro que passa para o leitor.

Em Quem ama acredita não é bem assim. Temos um outro motiv, temos vários outros aspectos que nos prendem a atenção e que não têm directamente a ver com a relação que se vai estabelecer entre Jeremy e Lexie. Porque subsistem por si próprias. Nomeadamente as luzes. Quase que nos esquecemos que estamos a ler um romance do Sparks e embalamos na tentativa de solucionar o mistério, ao invés de tentar perceber o que vai acontecer entre os pombinhos.

É por isso que, um pouco antes do final e no final mesmo, quando finalmente a narração se centra no amor que uniu aquelas duas almas, quase que pestanejamos e nos vamos lembrando dos vários episódios, das várias conversas que quase passaram despercebidas mas que têm importância capital. E depois, enquanto lemos o final, vamos voltando atrás para ler o que se escapou. E percebemos tudo, e deliciamo-nos com a sequência dos acontecimentos, com as acções, com os medos e as reticências de ambos. Só descobrimos o clímax da história depois de passarmos umas 20 páginas e só no final mesmo, só mesmo praticamente no final, nos apercebemos que lemos mais uma bela história de amor. Com o selo Sparks. Ponto.
Tiago Alves

quarta-feira, janeiro 25

I am Tweety!!


You are Tweety! You are cute, and everyone loves you.
You are a best friend that no one takes the chance of losing.
You never hurt feelings and seldom have your own feelings hurt.
Life is a breeze. You are witty, and calm most of the time.
Just keep clear of backstabbers, and you are worry free.

(Seguindo a moda dos testes, publico o meu resultado neste (não político!!), via Bomba. Desafio os meus comentadeiros a publicarem os seus resultados nos comentários.)
Tiago Alves

Momento TV do dia


Há poucos minutos, a (ainda) escrava Isaura descobriu que, afinal, as cartas que recebeu eram falsas e que o sr. Álvaro, já em Campus, ainda a ama e planeia, mesmo doente, fugir com ela antes do seu casamento forçado com o sr. Belchior.

(na foto está ela mais o sr. Leôncio, o mauzão!)
Tiago Alves

O Grande Capital e.. Sampaio

Para terminar em beleza, Sampaio agracia uns quantos empresários com umas quaisquer medalhas. Ficam registadas para a posteridade as palavras de apreço dos empresários para com o trabalho do PR cessante. Palavras curtas e curtas, rapidamente acrescentadas de outras de enorme esperança para com o próximo Presidente eleito. Sintomático...
Tiago Alves

Moral Politics


Mais um teste ideológico, desta vez com um resultado apresentado de um modo bem estético. Não deixo de gostar do resultado. Aquele quadrante parece-me mesmo ser o melhor.
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via Blue Lounge e muitos outros mais.
Tiago Alves

Vermelho Bandeira

É oficial. O equipamento da Selecção Nacional no Mundia da Alemanha vai ser tooooooodo vermelho. Crimson (encarnado-sangue), para ser mais específico. Não concordo. Gosto muito do equipamento à red devil, mas nas equipas certas.



Nesta, por exemplo. Agora percebo porque tantos chamam "a Selecção" ao Glorioso.
Tiago Alves

terça-feira, janeiro 24

Coisas da vida

Ainda no Domingo, à conversa com um delegado de mesa do camarada Jerónimo, discuti as diferenças entre o Canadá e Portugal no que toca ao sistema de saúde. As diferenças são, como dá para imaginar, óbvias, e o camarada sabia disso. Sabia inclusivamente que havia sistemas de saúde públicos e privados, ambos com qualidade (a dada altura ainda deixou escapar algo como "ah aquilo agora é privado, está melhorzinho", sobre um qualquer hospital ou clínica nacional, não percebi qual). Sabia também que, apesar de tudo, os impostos canadianos são menos progressivos e mais baixos do que os portugueses.

Sabia também (sabia muita coisa, este senhor) que o Governo canadiano era Liberal há doze anos (e digo era porque, acabo de ler, os conservadores ganharam as eleições, como se esperava, embora sem maioria), e por várias vezes, referindo-se à sua mãe, dizia "lá [no Canadá] é que ela está bem".

A ideologia Liberal parece ser transversal e na volta este simpático e erudito senhor até pensaria duas vezes antes da mão lhe fugir para a foice e para o martelo. Decerto já ia sendo hora, dirão alguns, de o Liberalismo avançar com um partido próprio, que não se sentisse, como disse o Karloos, obrigado a ter a palavra Social no nome. Tenho outra visão. Tenho a visão de que, em Portugal, há um partido que poderia, de vez, meter a social-democracia na gaveta. E avançar sem receio.
Tiago Alves

Valha-nos Deus!



Esta é que eu não sabia.
Deus anda à solta em mais um blogue. E não um qualquer, como se vê.
Não posso deixar de pensar em jogos de bastidores.
Que até já mostram alguns efeitos da era d.D. (depois de Deus). (Mercado?)

Tiago Alves

Part of the Generation

From Jamaica to the world,
this is just love, this is just love, Yeah!
.
Why must our children play in the streets,
broken hearts and faded dreams,
give some love to everyone that you meet,
don't you worry, it could be so sweet,
.
just look to the rainbow, you will see,
sun will shine 'till the eternity,
I've got so much love in my heart,
no one can tear it apart, Yeah.
.
Feel the love generation,
Yeah, yeah, yeah, Feel the love generation,
C'mon c'mon c'mon c'mon yeah (whistling)
Feel the love generation, Yeah, yeah, yeah,
Feel the love generation, Ooohhh yeah-yeah,
..
Why must our children play in the streets,
broken hearts and faded dreams,
give some love to everyone that you meet,
don't you worry, it could be so sweet,
.
just look to the rainbow, you will see,
sun will shine 'till the eternity,
I've got so much love in my heart,
no one can tear it apart, Yeah.
Bob Sinclair - Love Generation
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(Porque hoje de manhã, quando me deu uma vontade irresistível de ouvir esta música, que já tantas vezes dancei e cantei, descobri que, afinal, não a tinha no PC...)
Tiago Alves

Máquina Zero (2005)

Máquina Zero, de Sam Mendes, foi o filme que fui ver no último dia. Já tinha ouvido falar da falta de fio condutor e de alguns lugares demasiado comuns que, ao que parecia, faziam deste filme algo apenas ligeiramente acima do banal. Mas não foi bem isso que eu achei.

O filme gira à volta de Swoff, um jovem Marine que nos mostra a sua vida militar e a sua experiêcia no deserto, aquando da Guerra do Golfo. Com "Sadom Insane" como inimigo, Swoff e os camaradas apercebem-se porém que a guerra anda longe. Os disparos contra nada e a hidratação, passando pela explosão (e da lição sobre responsabilidade, mesmo sem inimigos) são retratados com um certo humor que ajuda a manter o ritmo da coisa, fazendo-nos perceber a estranheza de toda a cena: no deserto e sem ninguém para matar.


Com a guerra chegam as primeiras imagens mais fortes (por exemplo, os corpos carbonizados). O momento em que aquele soldado (já não me lembro o nome) quer levar o carbonizado para casa arrancou, de início, alguns risos na sala; que logo se apagaram. O clímax da história pode ser o momento em que Swoff está na torre pronto para matar o primeiro iraquiano e é impedido, in extremis, pelas novas ordens. A reacção do seu amigo é inesperada: "Deixe-me matar só este! Eu prometo que não digo a ninguém!" Espectacular! Depois a guerra acaba para Swoff: 4 horas e uns quantos minutos de guerra, segundo o próprio.

As relações emocionais são também abordadas de um modo que garante alguma atenção. Dos filhos do mexicano ao vídeo erótico que o ingénuo soldado recebeu, e que tinha como actriz principal a sua própria mulher... É um momento revoltante. Quanto a Swoff, embora desde o início se espere que a namorada lhe mande uma foto com outro (manda a camisola), não deixamos de nos sentir em baixo quando ele, de volta aos EUA, bate à porta da casa dela e é um homem que o recebe...

Em suma, um bom filme de entretenimento que nos faz passar pelo pré, pelo durante e pelo pós-guerra. Que nos mostra como estes momentos podem ser recordados para sempre, não só pelos maus motivos (o sargento negro, outro de quem não me lembro o nome, é a prova disso: continuou soldado, e adora).
Tiago Alves

Marcha dos Desalinhados

Corre o boato de que Joana Amaral Dias, que "não pode esperar simpatia", já anda em conversações com Manuel Alegre.
Tiago Alves

segunda-feira, janeiro 23

Telescopio News

Tal como havia prometido, e depois das inúmeras insistências do JP (que está sem net, pobrezito) o novo ano vai ser um ano mais intimista. Mais que não seja porque, como disse e bem o nosso PM, vamos andar uns tempos sem eleições. Assim, algumas rubricas novas vão aparecer por este espaço, assim como alguns assuntos avulso irão ser mais rotineiros, por troca com a retórica política. Não, não vou revelar quais. Vai dar para perceber.
Tiago Alves

Aviso


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Francisco Louçã, ontem, dirigindo-se aos dois milhões, setecentos e quarenta e cinco mil, quatrocentos e noventa e um eleitores que votaram Aníbal Cavaco Silva.
Tiago Alves

E agora..

Mãos à Obra!
Tiago Alves

Vitória Total


Quase mais do que com os 50.6% nacionais, regojizo-me pelos 32.14% que garantiram ao professor a liderança no distrito de Setúbal.
Tiago Alves

domingo, janeiro 22

Quartel General


Logo à noite, caros amigos, todos os caminhos vão dar ao CCB.
Tiago Alves

sábado, janeiro 21

Declaração de Voto (e não de apelo)

Ele dá-me Confiança!
Dá-me Liberdade!
Tiago Alves
p.s. Eu sei que hoje é dia de reflexão, mas who cares? Portugal: Socialism in everything we do? No thanks, not very nice!

Isto é sobre Presidenciais, mas eu não resisto a postar

Numa qualquer arruada, talvez pela Baixa, esvoaça, entre centenas de bandeiras alusivas ao candidato, uma bandeira branca, com o símbolo da juventude partidária que o apoia:

- Essa bandeira aí também é muito bonita!
- Pois é. É pena é ser a única. É mesmo pena.

O tom não foi triste. Foi mesmo meio amargo. Não pude deixar de concordar.
Tiago Alves

Homem com H grande

É certo que é só um funcionário público e que não manda na agenda. Mas era o coordenador. O homem do leme. Como é que ficamos? Será que é legítimo pensar que milhares de jovens portugueses podem perder uma oportunidade única de aprenderem com os melhores do Mundo, de investigarem com os melhores do Mundo, devido à obstinação de um ministro?
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Tiago Alves
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p.s. Para quem sabe do que falo, eu pergunto: com quem terá aprendido o prof. José Tavares a ter tal coragem e determinação? Pois claro. Teóricas de Introdução à Macro 2004/05. Pois claro. E agora é vê-lo pelos corredores da Faculdade, de cara fechada, com raiva contida. Porque volta sem obra. Porque foi lá e não o "deixaram trabalhar". Pergunto-me o que pensará e pensarão muitos técnicos não políticos como ele, aquando de um novo convite político. Pois claro.

Isto não é sobre Presidenciais

Nos telejornais dos últimos dias tem aparecido José Sócrates, durante mais de duas dezenas de minutos, a anunciar investimentos espectaculares.
Tiago Alves

sexta-feira, janeiro 20

A Gala (III)

Última parte.
Apenas para o aplauso final e para os cumprimentos da praxe.
E para a entrega da (muito) honrosa menção.
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Este Telescópio, feito com o melhor Chocolate, com as palavras "Menção (muito) Honrosa - apoio aos PMB (Pequenos e Médios Blogues)" gravado, vai para:
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Adolfo Mesquita Nunes e António Amaral, do A Arte da Fuga.
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(Também por razões óbvias, mas que alguns podem não saber. Porque foram dos primeiros (senão os primeiros) a vir comentar as minhas divagações. Dos primeiros a elogiar esta demanda, a incentivar, a encorajar e a criticar também, mas sempre construtivamente. Se O Telescópio hoje tem 7 meses, está bem vivo e recomenda-se, se está hoje linkado em (arrisco) algumas dezenas de outros blogues, se é hoje referenciado, se possui uma audiência que cresce a cada momento, tal deve-se, em muito, à projecção conseguida via A Arte da Fuga. Só falta encontrarmo-nos por aí num qualquer Noites à Direita. Fico à espera, e levarei um chocolate.)
Tiago Alves

A Gala (II)

Depois de uma primeira parte plena de emoções, avança-se para a segunda.
Os prémios agora são, à boa maneira liberal, individuais, e cresce a expectativa.

Na categoria Bloggers, os Telescópios de Chocolate vão para:

JP e a_mais_linda, ex-aequo, na categoria "Devias-falar-menos-de-política-e-de-economia", por razões óbvias.

AA, na categoria "Nem só de comunas vivem os sapos", por esta Declaração de Voto.

Pedro Cavaco, na categoria "Não percebo porque dizem que não gosto dos #\I)#$" dos americanos", também por razões óbvias.

Salvador e Karloos, ex-aequo, na categoria "Revoltados com o sistema", pela inesperada revolta contra o eventual sistema que, alegadamente, grassa n'O Eleito.

aL, na categoria, "Vivo, (b)Logo cito", pela autoria (?) de mais de 1021658532497 citações.
Tiago Alves

A Gala (I)

Tal como havia sido anunciado.
O grande momento. Atrasado, é certo, mas por motivos alheios à Comissão. Show must go on

Assim, na categoria Blogues, os Telescópios de Chocolate vão para:

Dolo Eventual, na categoria "BCP - blogues que se metem em trabalhos", pelas excelentes iniciativas, nomeadamente Pelos caminhos de Portugal e O Eleito.

Aforismos-e-afins, na categoria "Su-do-ku", pelos imperdíveis quizes e silogismos que, a espaços, levam os leitores à loucura.

O Acidental, na categoria "em transição para o Socialismo", pela mudança de visual e pela aparente onda revolucionária que levou à abolição das classes.

Miss Pearls, na categoria "Há vida nos e para além dos comentários", por razões óbvias e que foram referidas aqui.

O funcionamento, na categoria "o blogue poeta", pelas suas qualidades tão Alegrianas e pelo imperdível uso da palavra autoclismo na descrição do supracitado.
Tiago Alves

Aposta que Sabes

Cavaco: 54%
Alegre: 16.5%
Soares: 15.5%
Jerónimo: 8%
Louçã: 5.5%
Garcia: 0.5%
Para a BetandWin posta do Mau Tempo no Canil.
Tiago Alves

Contraditório

Só cheguei ontem e é por isso que só hoje venho usar o direito do contraditório a esta notícia, que fez capa do DE de dia 18:

A abstenção vale 10% dos eleitores: Pode ser verdade. No entanto, não podemos esquecer que a abstenção não existe só nas sondagens mas também no Domingo. E portanto nada nos diz que a abstenção que grassa nas sondagens não seja igual à que figurará nos resultados finais. Pelo contrário. Como diz Pedro Magalhães, esta não é, per si, fonte de erro, embora se deva considerar o problema da abstenção diferencial, que pode beneficiar/prejudicar um ou outro candidato. Não é também mentira, porém, que o estigma do "isto está tudo decidido" afecta muito mais os apoiantes do professor do que os dos restantes candidatos. Assim sendo, é bem provável que da tal abstenção saia um número minimamente proporcional entre os candidatos de reais votantes. E isto na pior das hipóteses para Cavaco.

Maioria dos indecisos está à esquerda: Não concordo em absoluto. Se há espaço ideológico que está bem representado nesta eleição é a esquerda. Temos candidatos para todos os gostos, desde os radicais aos moderados. Pelo contrário, o campo orfão é a Direita, com um único candidato, que até se afirma social democrata (não esquecer que a língua portuguesa é traiçoeira - social democracia é centro-esquerda), e que não tem conseguido, como se vê, entusiasmar muitas direitas, a começar, por exemplo, pelos meninos da Juventude Popular. Não acho que a divisão do PS seja um motivo que suplante este e que os socialistas sejam os tais indecisos. Todos os partidos têm facções. Se há candidatos de duas facções (e candidatos de peso), decerto cobrem de um modo ainda mais abrangente todas as posições.

Só as últimas sondagens reduzem a margem de erro: Está bem, e então? Esta foi um bocadinho rebuscada. Quer isto dizer que devemos esquecer todas as anteriores e centrarmo-nos apenas nesta? Então para que andaram a publicar as outras? Esta não percebi.

Em 2001, Sampaio teve menos 9,5% do que indicavam as sondagens: Tudo bem, mas foram eleições para o segundo mandato (que em Portugal se tem assemelhado a uma consagração), com apenas dois candidatos (o que aumenta a abstenção). Havia a consciência generalizada de que Sampaio estava eleito. A candidatura apoiada pelo PSD foi algo esquisito, até pela escolha do candidato. Muita gente ao telefone terá dito que votava Sampaio para no Domingo ficar em casa, pois estava feito. Não acho que tenha sido uma boa base de comparação. Dia 22 está em causa muito mais do que uma continuação. Está em jogo o rompimento do paradigma.

O melhor que poderia acontecer a Cavaco era aparecerem, nos últimos dias, umas sondagens a dizer que a vitória está em risco. Vai fazer todos correrem para as urnas (incluindo os do está feito e os outros) e votar no segunda quadrado, elegendo, à primeira, o Professor para Presidente. E elas aí estão. Num silogismo à Tiago Mendes, está ganho.
Tiago Alves

quinta-feira, janeiro 19

Agenda

Amanha, manhã - Como o prometido é devido, irá ter lugar a aguardadíssima entrega dos Telescópios de Chocolate, com muito atraso mas com redobrado vigor, já que em vez das seis inicialmente previstas a Comissão Entregadora decidou, afinal, premiar dez categorias (cinco para os blogues, cinco para os bloggers), além de uma menção (muito) honrosa.
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Amanhã, tarde - Encerramento da campanha de rua do Professor, na Baixa-Chiado, às 15h. E à noite há enchente no Atlântico. Menos de 20 000 é derrota.
Tiago Alves
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p.s.: Obrigado a todos por continuarem a ter passado por cá todos (ou quase todos) os dias, sempre com a esperança (espero) de que eu já tivesse regressado à vida blogoesférica activa. Obrigado também àqueles (mais próximos) que me ajudaram neste momento difícil da minha existência que foi o não ter este meu menino a mexer. Um grande bem hajam!

Comunicado III

Guess who's back
Tiago Alves

quarta-feira, janeiro 4

Comunicado II

Depois dos inúmeros telefonemas recebidos a propósito do comunicado anterior, venho agora manifestar que acredito piamente que a causa da falha de energia que mandou a minha máquina para o estaleiro não tem qualquer ligação com os arranjinhos na EDP nem com os problemazitos do Leste. Seja como for, já falei com eles. Já estão de sobreaviso.
Tiago Alves (em directo da FEUNL)

Comunicado

Serve o presente comunicado para informar que o computador deste vosso escriba se encontra a arranjar, depois de, durante os dias da passagem de ano, ter sido vítima de um súbito corte de energia. Por isto mesmo, a gala de entrega dos Telescópios de Chocolate foi adiada por tempo indeterminado. Esperamos que a deterinação do técnico seja grande...
Obrigado, e bom ano.
Tiago Alves (em directo da FEUNL)