sexta-feira, dezembro 15

A encruzilhada de Ankara

Manter a Turquia fora da UE é de todo legítimo, na medida em que aquela espécie de regime demo-islâmico continua bastante longe de cumprir os critérios que a poderiam tornar parte integrante do clube não cristão mas humano e civilizado que é a dita União.

Porém, rejeitar a Turquia pode ser muito mais do que dizer não. Pode ser dizer sim a deixar a Turquia à mercê do fanatismo religioso e da influência árabe. Pode significar perder a oportunidade de tentar influenciar o maior e mais poderoso país daquela região em favor daquele que se considera ser o futuro desejável.

Dizia algum velho sábio que devemos manter os nosso inimigos perto, debaixo de olho. O que será pior? Ter uma espécie de Cavalo de Tróia no seio da Europa ou entregar aos fanáticos, de mão beijada, um aliado poderoso e importante?

malta com binóculos

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