Entre os Rios
Os seis arguidos que foram levados a julgamento pela queda da ponte foram considerados inocentes. Não foi preciso muito para ouvir os primeiros comentários do género "a culpa morre solteira outra vez", ainda para mais vindos de um jornalista. De quem não foi a julgamento não sei, mas quanto aos engenheiros absolvidos, uma coisa é certa: antes a culpa morrer solteira, que arrastar consigo pessoas inocentes.

malta com binóculos
Viva
Concordo que é penoso e irresponsável condenar-se quem não tem culpa.
Agora...
Que neste país quando cruzamos a justiça com o sector público e o estado, não há responsabilidade e culpa, é um facto.
Aqui a justiça é verdadeiramente susrviente.
Só se estrutura no delito comum e na responsabilidade individual (particular).
Meu caro...
Ainda vamos ver o julgamento das 59 vítimas que são culpadas de atravessarem a ponte naquele dia e naquela hora.
E a ponte, pelos vistos, não caiu, suicidou-se.
Cumprimentos
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migas (miguel araújo), at 6:54 da tarde
Olá mais uma vez,
É de facto verdade que as situações que envolvem o sector público com a justiça são sempre pouco esclarecedoras. Porém, e se bem percebi o que escreveu, não posso concordar com a existência do problema da responsabilidade individual.
Afinal, quem é o Estado?
O Estado enquanto um todo não deve ser levado à barra do Tribunal. O Estado é composto por pessoas. E são essas pessoas que podem e devem ser chamadas à justiça, assim se justifique. É que culpar o Estado é o mesmo que culpar todos e ninguém. E isso sim, é verdadeiramente inconsequente.
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Tiago Alves, at 9:18 da tarde
"O Estado enquanto um todo não deve ser levado à barra do Tribunal"
Porque não? Acontece amiude, mas não o suficiente.
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c., at 7:05 da manhã
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