Remédios
A AdC não se opõe à OPA da SonaeCOM mas aponta vários remédios. É isto uma derrota para Paulo de Azevedo? A resposta, simples, é não!Dois deles prendem-se a venda de uma das redes e com a sepração das actividades de retalhista e grossista. O primeiro é algo que Paulo de Azevedo sempre defendeu, como forma de imprimir concorrência ao sector, permitindo à nova Sonae concentrar-se, como a PT nunca pôde fazer, numa verdadeira e competitiva oferta de triple pay. Mais do que isso, abre caminho a um mais pacífico desmantelamento do grupo PT, algo necessário para amortizar o volumoso empréstimo necessário para pagar aos accionistas da Telecom nacional. O segundo segue a mesma linha. Não há concorrência com a distribuição nas mãos do player mais forte do mercado.
A atribuição de uma nova licença é um remédio que me escapa. Apesar de ir "ter tudo aquilo que a Optimus não teve", nas palavras de Paulo de Azevedo, quem quererá tentar entrar num mercado dominado pelo operador histórico, agora revitalizado, e pelo gigante mundial Vodafone? Seja como for, a Sonae não tem de se preocupar com tal coisa, restando apenas a obrigatoriedade de facilitação de entrada de operadores virtuais, através da prática de preços fixados na cedência de redes. Algo que já vinha sido imposto à PT e que faz todo o sentido continuar a ser. Paulo de Azevedo sabe-o.
Já a alienação das participações nos vários braços da PT Multimédia parece ter surpreendido Paulo de Azevedo. Se a alienação de mais participações seria sempre necessária para financiar a compra, já a escolha de quais a vender seria algo que Paulo de Azevedo esperaria poder fazer. Este remédio vem no entanto potenciar o crescimento de outros grupos nacionais ou internacionais, que certamente abrirão uma renhida corrida a activos como a Sport TV, Lusomundo Filmes, SiC Notícias.

malta com binóculos
Concorde-se ou não com o que escreves a análise está correcta :)
E como é em relações aos investimentos que a PT tem no estrangeiro?
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José Raposo, at 1:52 da tarde
A nova PT vai ter de reduzir aquele passivo de alguma maneira. Não discordo da ideia de Paulo de Azevedo de ficar apenas com os investrimentos em que detém o controle. Afinal de contas, queremos um grupo forte ou um que investe aqui e ali?
Porém, com a venda das redes e destes activos, talvez não seja imperioso, por motivos contabilisticos, vender as participações no estrangeiro. Pelo que Paulo de Azevedo poderá ter mais tempo para pensar.
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Tiago Alves, at 12:54 da tarde
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