quinta-feira, setembro 21

A Lição de hoje




Aprendida na aula de Seminário da Economia Portuguesa e Europeia...

A Lisnave foi um dos projectos mais bem sucedidos dos Planos de Fomento do Regime de Salazar.
Em grande expansão e existindo projectos de abertura noutros países, dá-se o 25 de Abril de 1974.
Horas semanais distinguidas dos fins de semana e das horas extraordinárias (pagas a 200%), os trabalhadores preferiram, e citando o professor, "ir para a Caparica"!
Ora, sendo uma indústria na qual é necessário trabalhar todos os dias, rapidamente faliu e tudo foi por água abaixo!

A pergunta que fica:

Culpa da liberdade de escolha dos trabalhadores ou da mentalidade portuguesa?

malta com binóculos

  • Pergunta armadilhada >) Quando se passa de uma ditadura para uma democracia, há certas coisas que devem ser acauteladas, nomeadamente os "excessos". Em Portugal tal coisa não aconteceu.

    É no entanto compreensível que as pessoas, depois de 40 anos de opressão, dêm largas à sua liberdade. Porém, não foi por elas percebido que tais exageros poderiam, a m/l prazo (ou até a curtro, como se viu pela desgraça no principio dos 80s), dar-lhes cabo da vida.

    Também é compreensível, porém, que dado o baixissimo grau de instrução das pessoas (mantidas na ignorancia pelo regime, pois só assim este sobrevivia) não as deixasse ver tal coisa. Daí a pricipal responsabilidade poder ser atribuída aos "governantes de transição", que não conseguiram impedir que, em dois ou três anos, se condenasse o país para as proximas décadas.

    By Blogger Tiago Alves, at 9:42 da tarde  

  • O que eu gostava de ter essas aulas!

    By Blogger JP, at 10:20 da tarde  

  • A culpa é do professor. Que raio de maneira de contar a história. Já agora, qual era a tese do vate? Que a Lisnave faliu por inconsciência ética dos trabalhadores? Lá por a Lisnave ser um projecto bem sucedido antes do 25 de Abril isso não prova nada quanto à qualidade da gestão praticada; muito menos quanto à capacidade de sucesso num mercado aberto.

    Com nuances, concordo que, a pessoalizar culpas, os primeiros da fila serão os "governantes de transição". Mas não há inocentes: foram eleitos e os programas eram bem explicítos.

    By Blogger c., at 12:26 da manhã  

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