sexta-feira, agosto 4

Estratega Militar de Bancada

Israel é uma espécie de palhaço pobre da cena política internacional, a quem toda a gente se sente autorizada a dar lições, por cima de reprimendas a pretexto dos seus presumíveis disparates ou injustiças.

Luciano Amaral no DN

Podem-se dividir em dois grupos, as opiniões de quem se opõe à ofensiva de Israel no Líbano:
-Os que acham que Israel, um Estado democrático, age por má fé, por obediência aos «lobís da guerra» e/ou por sede de sangue de criancinhas árabes.
-Os que concedem que Israel tem o direito de se defender e que o seu principal objectivo é defender a sua população, MAS que as tácticas usadas são completamente erradas. As pessoas que gerem o Estado e o respectivo aparelho militar, com experiência de décadas de luta anti-terrorismo e guerrila, estão erradas. O opinionista está certo.

Há um paralelo entre o segundo grupo de pessoas e os adeptos de futebol. Toda a gente tem uma opinião sobre quem deve estar em campo e que táctica a utilizar (4-4-2 em losango?! VOLTA PRÁ GRÉCIA PALHAÇO!), mas praticamente ninguém gere todos os treinos da equipa, conhece o plantel, e tem a formação e experiência do treinador. No entanto, o futebol teria muito menos piada se não tivessemos todos a mania que percebemos bué e que o treinador é um tanso.

Por isso, e para desilusão de todos aqueles que leram até aqui pensando que isto era um post sério, esta seria a minha alternativa à ofensiva militar e bombardeamento estratégico sobre o Líbano em resposta ao ataque do Hezbollah:


1. Em vez de bombardear, o que promove o ódio a Israel entre a população e enche as filas para enlistagem no Hezbollah, Israel deve ganhar o seu apoio. Para isso os caças da IDF devem carregar não bombas, mas sim colunas com gigantescos subwoofers a passar o som de Matisyahu. O facto de ele incluír 15 vezes em média a palavra Zion nas suas letras pode ser contra-produtivo, mas toda a gente gosta de reggae e ninguém percebe o que ele diz anyway.

2. Deve-se organizar com as escolas Israelitas concursos de arte feita com restos de rockets Katyusha. Isto simbolizará a transformação da destruição da guerra para a beleza da paz, ainda com um toque de ecologismo de que os activistas europeus adoram. Aliás, activista digno desse nome é ecologista e pacifista.

3. Adoptar a sugestão do nosso ex-MNE e usar o futebol para promover a paz. O Maccabi Haifa vai jogar com o Liverpool a qualificação para a Liga dos Campeões. Seria um grande sinal de boa vontade ceder o lugar a um clube Libanês, ou a uma equipa mista Lebanesa e Israelita. O jogo poderia ser realizado o mais possível da fronteira, preferencialmente no sul do Líbano, algures junto aos stocks de Katyushas. Pombas brancas seriam lançadas no intervalo, antes e depois do espectáculo do grupo das cheerleaders de burqa, e fãs libaneses, israelitas e scousers bebados entoariam o "You will never walk alone". Os activistas europeus iriam ficar sensibilizados.

Se este plano iria "resultar", bom, depende da definição de "resultar" em que estejam interessados. Há por exemplo quem ache que a Cuba de Fidel Castro "resulta". Decerto que Israel teria um maior apoio popular nas praças europeias e, quiçá, estrondosas mánifes em seu apoio. Se isto não seria uma vitória, não sei o que será.

Legenda: guerrilheiros do Hezbollah apontando um caminho para a paz duradoura com Israel.

malta com binóculos

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