Enquanto vocês viam o Benfica
Ao intervalo descobri que Eduardo Cintra Torres estava na Sic-Notícias. Como seu fiel leitor de há muitos anos não poderia abandoná-lo na (talvez) maior polémica que a sua independência e coragem o meteram. E ganhei com isso. Não vi a segunda parte do Benfica, que já estava ganha à partida, mas assisti ao melhor momento de televisão dos últimos meses. Não tanto pela dura, mas leal, entrevista de Mário Crespo, que a certa altura entrou no debate. O momento televisivo criou-se quando Luís Marinho, director de informação da RTP entrou em directo.
Luís Marinho, que foi apresentado como sendo amigo de Mário Crespo e Eduardo Cintra Torres, tratou sempre este por "esse senhor que aí está". Aliás começou por tratá-lo por "mentiroso", e por indivíduo que "nos tem habituado com as suas mentiras". Luís Marinho revela que Eduardo Cintra Torres não tem carteira profissional de jornalista, e que essa informação lhe foi revelada pela própria comissão da carteira de jornalistas, a quem ele telefonara. Eduardo Cintra Torres mostra então a sua carteira de jornalista, válida a Mário Crespo.
Luís Marinho então passa a confrontar o convidado com artigos seus escritos há um ano. Eduardo Cintra Torres relembra que não estão em causa as suas opiniões ou critérios de bom jornalismo, o que está em causa são as contradições de conduta na direcção de informação da RTP, sobretudo no dia 12 de Agosto. Sobre isto Luís Marinho e a RTP continua sem dizer uma palavra, preferindo adiar tudo para o tribunal que um dia qualquer daqui até eu ter netos concerteza decidirá sobre este caso.
Luís Marinho despede-se do programa referindo-se a ECT como "essa pessoa armada em jornalista". Mário Crespo relembra que esses não são termos apropriados para quem tem uma carteira profissional de jornalista válida. Luís Marinho pede desculpa... and I see you in Court.
Nota: para saber mais, ler o artigo de ECT, ver o Telejornal em questão e ter em conta o comunicado da RTP. Isto não pode ficar por aqui.
Luís Marinho, que foi apresentado como sendo amigo de Mário Crespo e Eduardo Cintra Torres, tratou sempre este por "esse senhor que aí está". Aliás começou por tratá-lo por "mentiroso", e por indivíduo que "nos tem habituado com as suas mentiras". Luís Marinho revela que Eduardo Cintra Torres não tem carteira profissional de jornalista, e que essa informação lhe foi revelada pela própria comissão da carteira de jornalistas, a quem ele telefonara. Eduardo Cintra Torres mostra então a sua carteira de jornalista, válida a Mário Crespo.
Luís Marinho então passa a confrontar o convidado com artigos seus escritos há um ano. Eduardo Cintra Torres relembra que não estão em causa as suas opiniões ou critérios de bom jornalismo, o que está em causa são as contradições de conduta na direcção de informação da RTP, sobretudo no dia 12 de Agosto. Sobre isto Luís Marinho e a RTP continua sem dizer uma palavra, preferindo adiar tudo para o tribunal que um dia qualquer daqui até eu ter netos concerteza decidirá sobre este caso.
Luís Marinho despede-se do programa referindo-se a ECT como "essa pessoa armada em jornalista". Mário Crespo relembra que esses não são termos apropriados para quem tem uma carteira profissional de jornalista válida. Luís Marinho pede desculpa... and I see you in Court.
Nota: para saber mais, ler o artigo de ECT, ver o Telejornal em questão e ter em conta o comunicado da RTP. Isto não pode ficar por aqui.
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update: aqui também não se viu o Benfica

malta com binóculos
"Isto não pode ficar por aqui"
Tudo depende da fonte do ECT.... O desrespeito pelos tempos de telejornal pré-estabelecidos pela Direcção de Informação, embora possa ser suspeito, não prova nada...
A parte que interessa, e aí o ECT também não desenvolveu muito é só esta:
"as informações de que disponho indicam que o gabinete do primeiro-ministro deu instruções directas à RTP para se fazer censura à cobertura dos incêndios: são ordens directas do gabinete de Sócrates"
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FMP, at 9:46 da manhã
bem, acho que não se vai provar nada. e também acho que querer que o ECT divulgue as suas fontes também não vai dar em nada. o que a RTP devia fazer era explicar porque é que os seus critérios foram grosseiramente alterados. a discussão devia ser à volta disto mas a RTP sobre isto não diz uma palavra.
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Salvador, at 4:24 da tarde
"as informações de que disponho indicam que o gabinete do primeiro-ministro deu instruções directas à RTP para se fazer censura à cobertura dos incêndios: são ordens directas do gabinete de Sócrates"
"o que a RTP devia fazer era explicar porque é que os seus critérios foram grosseiramente alterados"
Uma coisa não exclui a outra e interessaria que ambas fossem explicadas - com a condicionante que o ECT tem o dever de proteger as suas fontes. O facto da RTP não explicar o que se passou no telejornal do dia 12 não só abrem caminho para as supostamente abusivas especulações que tanto aborrecem o Luís Marinho, como lhes conferem crédito, mesmo que recusemos conspirativismos.
Já agora, não há um url para a entrevista-debate de ontem?
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c., at 12:05 da manhã
que eu saiba não...
Mas quanto à fonte do ECT eu não a considero relevante porque o que se diz entre duas pessoas (neste caso uma do gabinete de Sócrates e outra da RTP) nunca conseguirá ser provado, a não ser que a sua fonte seja quem recebeu a informação, o que me parece improvável.
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Salvador, at 4:35 da manhã
Eu tinha o Luís Marinho (que conheço) em melhor conta, muito embora não gostasse de ver a RTP anunciar, no Telejornal, o livro que ele editou sobre a guerra colonial. Pareceu-me um mau presságio de conflito de interesses.
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RioDoiro, at 7:07 da tarde
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