Uma obsessão incompreensível esta do Paulo Pinto Mascarenhas pela MFM
Karloos, no LicenciosidadesRelembro, para memoria futura, que ainda nao li o artigo sobre os MCA. Porem, por tudo aquilo que ja li na blogosfera, e conhecendo o estilo usual de MFM, posso juntar a minha voz a todos aqueles que reclamam uma maior ponderaCao na escolha dos escribas e do autor do "tema de capa".
E de facto incompreensivel esta obsessao do director pelos textos da sociologa. Lembro-me que logo no primeiro numero da
Atlantico pos-PPM fez-se questAo de deixar a ultima pAgina em branco e de colocar la um "reservado". No defunto Acidental, o caro PPM fez questAo de dizer que o seu maior desgosto era nAo poder contar, logo na estreia, com a arte de MFM. Foi criado um efeito de marketing fantastico que fez MFM aparecer como uma especie de super-contrataCAo, uma especie de Rui Costa que viria dar um brilho decisivo A nova etapa. Muitas pessoas jA conheciam MFM. Eu nAo. E foi por isso que esperei com expectativa os seus primeiros trabalhos. Hoje, seis ou sete nUmeros depois, estou desiludido.
Os seus textos de ultima pAgina nAo trazem nada de novo. Basicamente sAo descriCoes de ideias feitas, apimentadas aqui ou ali com alguma experiencia pessoal e um pouco de envaidecimento. As vezes parece atE auto-convencimento, signifique la isso o que significar... O percurso pelos "valores" E um tema muito recorrente, gasto,
batido. Esperava-se mais de alguem anunciado com tanto vigor.
Depois, os "temas de capa". PArece que o PPM nAo descansou enquanto nAo arranjou um tema de capa para a sua
protegida. A escolha da Casa da Musica foi, como nos lembramos, bem infeliz. AlEm do artigo nAo justificar uma capa "arrasadora" como aquela, conseguiu a proeza de ser criticado, ainda que de mansinho, na prOpria revista, por Paulo Tunhas.
Obviamente que a escolha dos colunistas cabe sO e apenas ao Director, Conselho Executivo ou Editorial ou outros que tais. Mas numa revista
Atlantica como a
AtlAntico pretende ser, e onde a primeira preocupaCAo deveria ser o publico, hA-que dar ouvidos ao que se diz por ai. Numa revista que se auto proclama pro-liberal, alguem com tanta pureza como MFM destoa. E destoa pelos piores motivos.