domingo, julho 16

Serfdom

Quando há a possibilidade de mudar leis, ainda que com carácter temporário, de uma forma tão arbitrária como fez o secretário de Estado da Educação, a propósito dos exames de Física e Química, a pergunta que ressalta é: afinal, para que servem as leis?

As leis funcionam como directivas para o que fazer, o que não fazer, estabelecendo também balizas de acção. Assim sendo, é suposto termos consciência do nosso campo de acção assim como ter uma expectativa real do campo de acção de todos os outros. Tudo com a convicção de que quem não se mantém dentro do seu campo terá alguma penalização ou, no mínimo, verá o seu acto invalidado. Tais coisas ajudam a suportar a sociedade. Mais, e este é o ponto que quero focar, protegem-na do poder arbitrário do Estado. Mais concretamente, dos funcionários do Estado, da Autoridade.

Se a alguém é dado poder, é de esperar que essa pessoa possa usar o poder de forma discricionária. Por isso mesmo existem leis, para balizar o comportamento e dar à envolvente uma noção clara do comportamento permitido. Neste momento, na Educação como em tantas outras coisas, assiste-se a um aumento das restrições ao nosso campo de acção - o que por si só é mau. Porém, mais do que isto, assiste-se a uma constante facilitação de aumento do campo de acção deles. O que é muito, mas muito mau.

malta com binóculos

  • Resumindo: mandam, podem e fazem não é? E depois quem se lixa somos nós, para não variar.

    Um Abraço e boa semana,

    Pedro Gonçalves.

    By Blogger Pete, at 7:17 da tarde  

  • excelente post. Estes descretos de última hora são de bradar aos céus.

    By Blogger Salvador, at 2:38 da manhã  

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