quinta-feira, julho 6

Conclusões precipitadas

Certamente que Penim, ao ter proferido a famosa frase de que pagaria "o que fosse preciso" para ter o Mundial na SIC, não pretendia dizer que era esta a fórmula milagrosa que iria devolver a liderança à estação. Este seria, isso sim, um dos instrumentos para atingir tal objectivo. Assim, um olhar atento pelos resultados do mês de Junho não deveria permitir produzir conclusões tão duras e redutoras sobre a aposta da estação de Carnaxide. Afinal, melhorou cerca de 6 p.p., à custa das suas principais concorrentes, tendo o Mundial apenas começado dia 9 e entrado em velocidade de cruzeiro só para o final do mês.

O mais importante do Mundial é a sua capacidade de arrastamento, que fez subir as audiências médias de outros programas, nomeadamente o Jornal da Noite, o Fátima ou as novelas da tarde/noite. O Mundial vai ajudar a conquistar clientes, chamá-los a ver programas que habitualmente não vêem, criando o hábito de sintonizar na SIC e ver o Nuno Graciano, a Fátima ou o Eiró, a Sinhá Moça ou Floribella. Destes, é certo que apenas uma percentagem gostará e ficará retida, passado a ser espectador habitual. Mas a verdadeira valia dessa percentagem ver-se-á nos próximos meses, não agora. Só daqui a alguma tempo, analisando os resultados aí disponíveis, poderemos dizer com clareza se o Mundial foi ou não uma boa aposta, e se o seu impacto foi ou não bem aproveitado. Até lá, gritemos pela Selecção.

malta com binóculos

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