sexta-feira, junho 23

RE:

A resposta ao comentário do meu desafiante segue abaixo.

I) "Preferências do consumidor? Eu pensava que o consumidor queria um medicamento o mais barato possivel (para quando a venda a vulso?) e atendimento (se necessário) por um profissional com competencias superiores (/flamebait) - não se verifica nem um nem outro."

Se a tua preferência é essa, muito bem, mas certamente existirá muita gente com preferências diferentes (não sejamos totalitários, vá lá!). Além disso, é muito mais fácil partir de um hipermercado a venda a vulso do que do lóbi farmaceutico - o responsável pelas embalagens de 2 237 428 comprimidos, mesmo que os tratamentos se façam com meia dúzia deles. O "técnico" da farmácia a que costumo ir apenas tem de trazer o medicamento que eu lhe pedi. Se eu pedir aconselhamento, ele dá-me um dos pré-definidos (Aspirina, Cêgripe, Brufen ou Mebocaína, conforme o sintoma e o stock em armazém). Seja como for, se as pessoas realmente exigirem um farmacêutico e não um técnico, asseguro-te que as grandes superficies o arranjam.

II) As grandes superficies não se encontram sempre na periferia (tens o caso do Barreiro) nem têm horários reduzidos! Além disso, certamente dará mais jeito a muita gente comprar o medicamento-para-as-dores-de-cabeça-que-acabou enquanto faz as compras do que ter de ir de propósito à procura da farmácia de serviço do fim de semana. Mesmo que não dê, aumenta a possibilidade de escolha, o que é sempre positivo. Já agora, certamente que ao serviço nocturno chegam maioritariamente pedidos de MSRM.

III) Nao disse que a autoridade fixou regras; elaborei uma conclusao geral onde afirmei que nenhuma deve fazê-lo. Seja como for, o Observatorio não é um autoridade fiscalizadora (ainda nem percebi muito bem o que é, embora a palavra tacho não seja desadequada, na minha opinião). Também não disse que os distribuidores manipulavam preços. Mas a ANF não adquiriu o controlo de um dos maiores distribuidores? Temos então um dos concorrentes a controlar a distribuição, numa altura em que a liberalização ainda está frágil.. Não me parece muito adequado..

V IV) A explicação para o benefício é muito simples: concorrência e consequente necessidade de maior adequação às expectativas dos consumidores (que são várias e variadas), de forma contínua. Sob pena de perdê-los. Esta liberalização peca por tardia e escassa, mas vai, penso, na direcção certa. Seja como for, gostava de ouvir os teus moldes.

malta com binóculos

  • Bom pósst. Mas depois do III é o IV. :P

    Só para dizer que sobrevivi aos exames e vou para a praia durante o fim-de-semana. Volto Domingo. ;)

    By Blogger Manuel Câmara, at 7:14 da tarde  

  • "Eu pensava que o consumidor queria um medicamento o mais barato possivel (para quando a venda a vulso?)"

    "Além disso, é muito mais fácil partir de um hipermercado a venda a vulso do que do lóbi farmaceutico"

    É avulso. Apenas uma palavra.

    "Mas a ANF não adquiriu o controlo de um dos maiores distribuidores? Temos então um dos concorrentes a controlar a distribuição,"

    So what?

    By Blogger c., at 4:55 da tarde  

  • nao quero acreditar que um tecnico de farmacia licenciado ou que um farmaceutico licenciado dê o aconselhamento só a pensar no lucro...pelo menos não isso que nos ensinam!

    mas afinal estvas a queixar-te de quê dores de garganta?ou tavas constipado ou com sintomas de gripe?

    By Blogger monge_galileu, at 10:08 da tarde  

  • Um dos concorrentes a controlar a distribuiçao e claramente nocivo.. Tem vantagens injustificadas sobre o concorrente..
    Não estou a dizer que o façam so a pensar no lucro.. Apenas acho que não é ma mais valia assim tão grande e que, tendo em conta os skills necessarios para aviar medicamentos, tanto faz um farmaceutico como um tecnico. Porem, e como sempre fiz questºao de frisar, se isso for realmente importante para as pessoas, asseguro-vos que os hipers colocam lá vocês ou os vossos colegas..

    By Blogger Tiago Alves, at 10:03 da tarde  

  • "vantagens injustificadas"? Quando é que uma vantagem é justificada ou injustificada?

    "Um dos concorrentes a controlar a distribuiçao e claramente nocivo"

    Controlar? Só se fizer um uso muito extensivo do vocábulo "controlar". E nocivo para quem? Para o cliente?

    By Blogger c., at 12:02 da manhã  

  • "Apenas acho que não é ma mais valia assim tão grande e que, tendo em conta os skills necessarios para aviar medicamentos, tanto faz um farmaceutico como um tecnico."

    UH? tou a ver que nao deves fazer a minima ideia de quem é autorizado a trabalhar nas fármácias nem sequer da diferença entre Um farmaceutico e um técnico de Farmácia......

    um medicamento não é a mm coisa que uma caixa de cotonetes ou um champoo meu amigo...e quanto as "Skills" relembro-te que é preciso ser possuidor de um curso superior para trabalhar com medicamentos!

    By Blogger monge_galileu, at 2:47 da tarde  

  • Caro c.,

    uma vantagem é injustificada quando irregularmente adquirida. Na minha opinião, quando não provém do facto de um dos concorrentes ser melhor do que o outro em determinado factor (no caso, o preço dos ditos) mas por factores externos (como o controlar a distribuição!)

    Caro monge_galileu,

    compreendo que queiras defender a classe à qual, já se percebeu, pertence. Um farmaceutico pode ter inumeras virtudes às quais nunca um técnico poderá aspirar. Não discordo e sim, tenho algumas lacunas no que toca a distinguir as diferenças entre os dois. Agradeço que faça uma pequena explanação.

    Porém, reafirmo o ponto principal. Se as diferenças forem assim tao importantes como diz, então certamente os utentes sentirão a diferença e preferirão continuar a deslocar-se à sua farmácia, condenando os hipers a colocar lá o farmaceutico ou a fechar a secção.

    Alémd isso, permita-me que saliente a beleza da coisa. Se o numero de pessoas que, como o caro monge, dá relevo a essa diferença e os que não o fazem forem suficientemente atractivos, haverá espaços para satisfazer ambas as preferencias!

    Dê lá por onde der, o aumento de parâmetros de oferta traz sempre vantagens para os consumidores, permitindo-lhes escolher a que mais se adequa às suas necessidades. Há, obviamente, alguem que não gosta desta maior liberdade. O anterior monopolista, onde se inclui o caro monge (talvez futuro farmaceutico) e os seus colegas.

    By Blogger Tiago Alves, at 12:52 da manhã  

  • tas quase la! mas eu naos ou farmaceutico! nem aspiro a isso!

    "Um farmaceutico pode ter inumeras virtudes às quais nunca um técnico poderá aspirar"--discordo completamente--são cursos diferentes com horizontes profissionais que por vezes se sobrepoêm, mas nada mais que isso!

    de facto exigem diferenças quanto aos farmaceuticos e os Técnicos de farmácia, que poderás indagar se vires o meu post referente á liberalização das farmácias!



    "Dê lá por onde der, o aumento de parâmetros de oferta traz sempre vantagens para os consumidores, permitindo-lhes escolher a que mais se adequa às suas necessidades"

    concordo plenamente..mas... estes locais são areas de saude e como tal devem ter profissionais de saude devidamente habilitados...porem a actual legislação apena prevê que o " chefe" dessa zona seja credenciado académicamente.

    ou seja em vez de evoluirmos estamos a andar para tras...pois quando acabam com a possibilidade de haver auxiliares ou ajundantes nas farmácias, pois exige-se um maior controlo para o bem da saude publica...vao abrir cargos semelhantes mas desta feita em hipermercados!

    espero ter esclarecido o meu ponto de vista

    ah e para satisfazer a tua curiosidade sou Técnico Superior de Farmácia

    By Blogger monge_galileu, at 9:53 da tarde  

  • "porem a actual legislação apena prevê que o " chefe" dessa zona seja credenciado académicamente."

    E já é muito :-) Achas que deve ser o Estado a regular quem pode ou não trabalhar em estabelecimentos privados? Não andaremos aqui a imiscuir-mo-nos na propriedade de outrém?

    Pensemos nos outros serviços prestados por organizações privadas. É determinado centralmente quem é ou não habilitado para prestar tal serviço? Porém, na maioria dos casos, a regulação existe, descentralizadamente. Porque uma empresa que não tenha os melhores funcionários rapidamnte entrará em desvantagem para com as demais, obrigando-se a melhorar.

    Caro monge, com o devido respeito, o que tu e os teus colegas (já empregados) têm é medo de que o vosso emprego, actualmente protegido e garantido por uma pouco transparente ANF, e com o suporte estatal, passe a estar sujeito às regras de mercado que regem as outras relações. É compreensível, mas condenável, que assim seja. Afinal, quem mais puxa dos galões a dizer que "se preocupa com a saúde dos doentes e não só com o lucro" é quem mais luta para que o consumidor continue a ser asfixiado e a não ter qualquer poder na relação.

    By Blogger Tiago Alves, at 9:27 da tarde  

  • "o que tu e os teus colegas (já empregados) têm é medo de que o vosso emprego, actualmente protegido e garantido por uma pouco transparente ANF, e com o suporte estatal, passe a estar sujeito às regras de mercado que regem as outras relações"

    Nos nao somos tutelados pela ANF

    mt pelo contrario! só demostra que inda nao sabes a diferença entre um tecnico de Farmácia e um farmaceutico assim como nao fazes a minima ideia sobre a actividade da ANF

    alias o que ANF fez ao comprar uma das maiores empresas de distribuição de medicamentos foi eticamente melindroso para dizer o minimo

    quanto a ti choca-me o facto de haver pessoas que nao se preocupem se estão a ser atendidas por profissionais ou por qq pessoa que avcabou agora o nono ano!
    profissionalismo a cima de tudo.

    se esta situação nao fosse necessária entao nao existiria ensino superior

    By Blogger monge_galileu, at 6:04 da tarde  

  • By Blogger 日月神教-任我行, at 2:59 da tarde  

Enviar um comentário

<< Home