terça-feira, junho 27

Os verdadeiros Campeões

Os "campeões nacionais" promovidos pelo Estado costumam ser justificados politicamente com argumentos de "concorrência internacional". Ou contestados porque promovem "concentração" nos mercados nacionais. Mas se os "campeões nacionais" são promovidos pelo Estado, não existe verdadeira Concorrência.

Pois é, António. Além disso, não é de todo expectável que uma empresa habituada a dominar o mercado doméstico sem grande esforço, crente no apoio do pai-Estado, consiga sobreviver num mercado competitivo e global. É um facto que os estudos mostram que as grandes companhias internacionais começaram por ser grandes dentro de portas. O tamanho conta, sim, mas não é condição suficiente. Para servir de algo, terá de ter sido conseguido à custa de boas práticas, inovação e competitividade, os verdadeiros factores-chave de qualquer sucesso internacional.

Assim, só depois de desenvolvida uma cultura organizacional de excelência e de mérito, assente na saudável pressão concorrencial interna, as empresas (verdadeiramente) campeãs conseguirão ir lá para fora e bater-se com as suas congéneres.

malta com binóculos

  • Uma pergunta envenenada:

    Assim, só depois de desenvolvida uma cultura organizacional de excelência e de mérito, assente na saudável pressão concorrencial interna, as empresas (verdadeiramente) campeãs conseguirão ir lá para fora e bater-se com as suas congéneres.

    E caberá ao Estado "educar" os agentes empresariais?

    By Blogger AA, at 12:06 da tarde  

  • Se o mercado for realmente concorrencial, essa cultura será não uma escolha mas uma obrigação, caso a empresa queira manter as portas abertas. O papel do Estado é indirecto: cabe-lhe assegurar a concorrência.

    By Blogger Tiago Alves, at 1:00 da tarde  

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