segunda-feira, junho 19

"Direito aplicado à Economia"

Jorge Vasconcellos e Sá estrutura hoje, na sua coluna no DE, uma argumentação interessante sobre os "direitos adquiridos", usando o actual exemplo da Opel da Azambuja. Refere o colunista que "um direito só existe na prática quando alguém tem o correspondente dever", o que tem sentido. O pior, no caso da Opel, assim como de tantas outras fábricas encerradas ou em vias de encerrar, é que não se conseguem encontrar devedores para contrabalançar os direitos dos trabalhadores. Os responsáveis apontados são aqueles que "durante décadas após Abril lhes disseram [aos trabalhadores] "têm direitos" e os enganaram porque não há (...) quem deva passar o cheque".

Tudo isto faz sentido, mas os trabalhadores não percebem, não podem perceber, porque ninguém lhes explicou. Talvez fosse preferível fazê-lo, ao invés de acenar com pacotes de incentivos. Hoje, e cada vez mais, o peso desses instrumentos tende a diminuir e nenhum Governo (nenhum!) consegue verdadeiramente influenciar a estratégia de uma multinacional sem ficar a perder. Pelo que o caminho terá de ser outro.

malta com binóculos

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