sábado, maio 27

O mosquito da malária

Não, não estou a chamar nomes ao senhor. É verdade que nunca fui muito à bola com ele. Sempre o confundi com a organização a que preside (a Quercus), por mim referenciada como um dos principais lóbis anti-desenvolvimento. Porém, ontem mudei ligeiramente de opinião. O senhor Francisco Ferreira esteve no Barreiro como orador convidado no debate sobre Ambiente e Ordenamento do Território, organizado pela JSD cá da área. Falou bastante bem. Conseguiu, além de justificar algumas posições da Quercus (não todas, não todas!), demonstrar, por a+b, a inviabilidade nuclear. Dissertou um pouco sobre os polis, as acessibilidades prometidas para a península de Setúbal (onde aplicou de forma correcta alguns conceitos económicos!) e não esqueceu o aeroporto, defendendo-o (ou melhor, classificando-o como o menos mau), dando uma óptima réplica às perguntas do deputado Luís Rodrigues.

Tive de sair a meio da discussão sobre Quioto, o que foi uma pena. É que hoje, dado o ambiente em Lisboa (céu nublado e calor abrasador, abafado, breathtaking), e os milhares de mosquitos e outros insectos que nos atacam (e daqui o título - quem sabe?), dei por mim a pensar se os ambientalistas não terão mais razão do que eu sempre supus. Talvez, a médio-curto-prazo, possamos mesmo tranformar-nos num território bem exótico. Não pelas melhores razões.

malta com binóculos

  • É assim... essa opinião do "Saara" da Europa não são só os ambientalistas que clamam, mas també grandes cientistas mundiais (posso emprestar-te umas National Geographic's sobre isso!).
    Os ambientalistas, para mal do nossos pecados, volta e meia têm razão. Aliás, eles só existem pela pior razão, que é a de alguém ter de dizer que andamos a dar cabo da "casa" que nos acolhe! Eu só acho é que às vezes têm atitudes de quem preferia viver nas cavernas, nada plausíveis com o mundo que as rodeia!

    By Blogger JP, at 8:08 da tarde  

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