domingo, abril 23

Telepathy (II)

(continuação do post anterior)

Mas afinal, o que tem o jogo de fantástico? O acto de escolher as palavras. Não podemos apenas escrever palavras que a figura nos recorde, sob pena de só avançarmos quando temos a nossa vez. Quando não a temos, há-que tentar escrever palavras que achamos que quem tem a vez vai escrever, dado o objectivo passar por ter palavras em comum. O que significa que a abordagem à figura e aos possíveis caminhos de interpretação tem de diferir consoante quem tem a vez.

Quando temos a vez, e ao contrário do que se esperaria, tal necessidade não muda. Apesar de irmos decerto avançar, o número de casas depende das palavras em comum, pelo que é de todo desejável ter várias palavras em comum com alguém. Assim, sempre que estamos a escrever palavras, estamos a pensar não no que a imagem nos faz lembrar, mas sim no que a imagem faz lembrar aos outros. Agora imagine-se todos a fazerem a mesma coisa, ao mesmo tempo. É um jogo de expectativa imenso, uma ponderação entre o que o adversário irá colocar por se lembrar ou por pensar que outros vão colocar. O minuto é vivido numa viagem à mente dos outros, ao mesmo tempo que se é visitado. Telepaticamente.

malta com binóculos

  • Parece-me um jogo bem interessante... e As Mais que o confirmem: uma parceria minha com a_mais_fixe de certeza que nos faria ganhar o jogo!

    By Blogger a_mais_fofa, at 11:22 da tarde  

  • As parcerias não funcionam neste jogo.
    Um jogo a não perder.

    By Anonymous kimas, at 11:31 da tarde  

  • mudaste de curso, kimas?
    podia jurar que foi um marketeer quem escreveu a segunda frase :P

    By Blogger Tiago, at 2:13 da manhã  

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