quinta-feira, março 9

Senhor Presidente (II)

Cavaco esteve hoje igual a si próprio. Ambição, desafio, confiança e meritocracia. É o que se espera de Portugal nos próximos tempos, sob a batuta dos únicos dois homens que já lograram, sozinhos e enquanto líderes dos respectivos partidos, alcançar a maioria absoluta dos votos dos portugueses.

Falam-se dos anos de governo de Guterres como a oportunidade perdida. Mesmo com um contexto totalmente diferente e com um nível de dificuldade bastante maior, parece que hoje poderá ter sido o dia 1 da nova oportunidade. A seu favor Sócrates e Cavaco têm a cada vez mais generalizada convicção de que o tempo do deixa andar terminou. É hora de mudança e de romper paradigmas. E Teixeira dos Santos parece também estar lá para ajudar, tendo-se transformado numa das mais valias do Executivo, uma agradável surpresa (principalmente para os que, como eu, temeram o pior com a queda de Campos e Cunha).

Hoje, Portugal, é a hora!

p.s. Não gostei nada da medalha ao Sampaio. Já percebi que é da praxe mas, mesmo assim, não gostei. Não só pelas recentes polémicas com a entrega desmesurada de medalhas mas também porque, para mim, Sampaio ficaá sempre na História como o Presidente da marcha atrás. Portugal está hoje muito pior do que há dez anos. E Sampaio, mesmo sem culpas directas, deverá ter, como Constâncio, a consciência bem pesada. Era deles que se esperava uma acção interventiva enquanto o País caminhava para o abismo. E não a tivemos.

malta com binóculos

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