quarta-feira, março 15

O Monopólio não é monopólio do Intervencionismo

"Em condições de plena de liberdade de acesso à actividade e ao mercado e de integral liberdade de escolha, o monopólio só acontece quando um dos fornecedores se destacou de tal forma perante os outros, em preço e qualidade, que conseguiu que toda a procura o preferisse a ele, levando os restantes a abandonar o mercado.

(...) o problema não se coloca (...) [quando] o monopólio é fruto da liberdade de escolha. O problema começa quando esse fornecedor, porque em monopólio, começa a cobrar preços não razoáveis ou a prejudicar a qualidade, restringindo a possibilidade dos indivíduos acederem a oferta de qualidade e de preço aceitável. Nesse momento, sai quebrada a relação entre a oferta e a procura.

Ora, num mercado livre, o fornecedor monopolista não pode atrever-se a quebrar essa relação, porque sabe que a qualquer momento podem entrar novos fornecedores no mercado, dispostos a seduzir a oferta e a lucrar com a anquilosidade da oferta monopolista existente. O fornecedor monopolista, se assim quiser continuar, terá de manter os seus preços e a sua qualidade num nível tal que impeça outros fornecedores de achar atractiva a sua entrada no mercado. E estes só não vêem atractivos, se a procura estiver satisfeita."

Adolfo Mesquita Nunes, igual a si próprio mas num sítio diferente, em mais um grande Ponto de Fuga.

malta com binóculos

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