sábado, março 4

Movimento 560 revisited (I)

Relativamente a este post do Dos Santos cabe-me, já que nenhum dos mentores do projecto o fez, esquematizar umas coisas.
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O Movimento 560 surgiu, como se pode
ler numa lógica de apoio à produção nacional, uma ideia de um grupo de três amigos meus (o Pedro, a Cátia e o Bruno). A grande ideia, especulo, terá surgido com a descoberta de que os códigos de barras dos produtos fabricados em Portugal ou por marcas nacionais começavam por 560. Admito que, se ao princípio me pareceu uma mega ideia (sensibilizar as pessoas, apoiar a produção nacional), rapidamente o mesmo raciocínio aqui explicitado (últimos parágrafos) imperou e comecei a interpretar este movimento como uma pequena deriva proteccionista/nacionalista, ainda para mais conhecendo as tendências ideológicas de alguns dos meus amigos.
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Depois de algumas conversas com o Pedro e também atendendo a outras opiniões de que tenho tido conhecimento parece-me que a principal mensagem tem vindo, de facto, a ser um pouco deturpada, na medida em que a comunicação social, que deu uma grande notoriedade ao projecto, tem-lo apresentado como uma ideia para ajudar a produção nacional ou a preocupação de três jovens para com a economia portuguesa, aproveitando e explorando a tal crença (errada) de que comprando o tal produto nacional se ajuda a economia e o País.

malta com binóculos

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