quarta-feira, março 1

A Escola Britânica

Escolas públicas britânicas vão poder ser geridas por pais, empresas ou grupos religiosos

A proposta de Blair prevê que as escolas possam escolher os seus alunos (...) A lei prevê ainda que pais, empresas e grupos confessionais possam gerir escolas que fazem parte do sistema de ensino público. Os estabelecimentos - que vão poder gerir o espaço e contratar pessoal - terão ainda autonomia para desenvolver parcerias com organizações exteriores e estabelecer "federações" com escolas secundárias vizinhas. O Governo acredita que esta autonomia vai servir para as escolas tomarem iniciativas próprias e, tal como os colégios privados, desenvolver programas educativos que as diferenciem umas das outras.

Problemas na aprovação

O texto, que deve começar a ser debatido a partir do dia 15 deste mês, conta com a oposição de dezenas de deputados rebeldes do Labour (cuja maioria ficou reduzida a 61 deputados em 2005). Blair, consciente da humilhação que seria aprovar a reforma da educação com o apoio dos Tories e votos contra no seu próprio partido, afirmou na segunda-feira que queria que esta fosse uma "lei do Labour".

via Público e DN

E por cá? Como seria se tivéssemos mais do que deputados marionetes? Como seria se tivéssemos deputados conscientes e verdadeiramente livres (e não comprados por queijos) de tomar as suas decisões de voto, mesmo contra a corrente do Partido? Teríamos talvez Manuel Alegre e mais alguns deputados rosa a votar contra e outros tantos deputados laranja a votar a favor das reformas de Sócrates. Seria engraçado ver tamanha maturidade. Por agora não há. Mas não se deve perder a esperança.

malta com binóculos

  • Não se trata apenas de maturidade, mas sim também de renunciar a certos interesses de forma a actuar em conformidade com a nossa consciência. Penso que seja aí que o problema reside: a promessa de mundos e fundos para quem pactuar com determinadas políticas é por vezes demasiado tentadora.

    By Anonymous Anónimo, at 12:35 da tarde  

  • É para isso que estamos cá nós, nova geração. Cabe a nós mudar o que está mal em muita coisa tanto ploitica como socialmente.
    Contudo, sei que por vezes a pressão exercida dentro de um partido pode ser de tal maneira enorme que muitos não tenham a coragem de dar uso ao seu poder e voz, submetendo-se! Pessoas como Manuel Alegre, em certos aspectos, tentam fazer ver o que está certo o que realmente se deve fazer, mostrando, também, ao mesmo tempo o quanto dificil é fazê-lo.
    Mas sem persistência e força de vontade nada é possível!!

    By Blogger Miguel da Silva, at 10:07 da tarde  

  • Anónimo,

    É possivel, provavel até. Mas pense tambem no capital politico ganho pelos homens do Tories. O povo ingles irá ver pessoas de acordo com a sua consciencia, a votar a favor da lei adversária, assim como verá nos votos contra dos Labour a mesma vontade de fazer valer a sua opçao individual (se bem que tambem motivada pelas guerras internas). Certamente existem mundos e fundos nos dois lados. No UK, porém, a idade da democracia permite estas pequenas "pérolas"

    Miguel,

    Gostei da vontade. Tambem não pude deixar de sorrir com o exemplo de Manuel Alegre, o homem que, após 30 anos a ajudar a fabricar o aparelho, se rebelou contra ele quando o mesmo o traiu. Ironias da vida x)

    Obrigado pelos comentários

    By Blogger Tiago Alves, at 10:35 da tarde  

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