sábado, março 4

Destak e Metro - mass marketing

Os jornais gratuitos foram o aproveitar de uma das melhores oportunidades de negócio de sempre. Apesar de serem ideias importadas do estrangeiro, o bom trabalho de campo realizado previamente pelos responsáveis pelo lançamento dos produtos está a ter resultados visíveis. É raro encontrar, nos espaço-alvo, um indivíduo que não tenha um exemplar de um, de outro, ou dos dois (estes jornais parecem não ser entendidos como concorrentes; será o factor preço?). Porém, para manter a sutentabilidade da coisa, havia que conseguir receitas para remunerar o pessoal (que não é assim tão pouco) e toda a logística, visto não haver pagamento directo por parte do consumidor.

A aposta na captação de publicidade tinha de ser grande e está a ser ganha. A tendência de crescimento do número de páginas destinadas à publicidade é óbvia, assim como a regularidade com que se recebe um exemplar cuja primeira página é exclusivamente publicitária (a história da vaca), algo que não deve ser nada mal pago.

Mais do que chegar a um sem número de pessoas, ambos os jornais conseguiram que se reconhecesse que, realmente, chegam a esse sem número de pessoas. As agências de publicidade sempre estiveram atentas a este fenómeno e neste momento assiste-se a uma sinergia importantíssima, pois se os departamentos financeiros dos jornais se regozijam com o aumento de receitas as agências conseguem, com uma só campanha ou anúncio, atingir um elevado target de potenciais clientes, bem heterogéneo. O último fôlego do mass marketing.

malta com binóculos

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