segunda-feira, março 13

Capacidade Nacional

O grande tecido empresarial português estava praticamente bloqueado a ofensivas estrangeiras. Porém, gradualmente, anteviam-se mudanças. O BPI aprovou na passada semana o aumento do limite aos direitos de voto; a golden share da PT encontra-se sob a mira de Bruxelas, o que abre também caminho à desblindagem de estatutos. A médio prazo, estes grupos económicos estariam à mercê de vários gigantes estrangeiros, o que não era (sublinhe-se) necessariamente mau.

Antes disso, porém, há um periodo de transição. Ironicamente, aquele em que vivemos agora. E aqui, neste pequeno espaço de tempo, uma (possível) ofensiva estrangeira contaria com a (ainda possível e provável) oposição estatal, para além de uma comoção nacional que, embora injustificada, poderia deitar tudo a perder. É aqui que entram os colossos nacionais, que dispõe aqui de uma oportunidade única de, aproveitando a liberalização mas beneficiando de protecção, têm a possibilidade de crescer internamente e ganhar músculo para encararem o mundo globalizado. A Sonae e o Millenium responderam à chamada. Independentemente da pequena capa que os pode ter ajudado na decisão, demonstraram algo que muitos pensavam que não existia: capacidade nacional.

malta com binóculos

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