sábado, fevereiro 25

O Livro de Reclamações

Os portugueses são conhecidos por se queixarem por tudo e por nada. Talvez. Porém, na hora da verdade, ninguém está disposto a dar-se ao trabalho de contribuir para a melhoria de um qualquer serviço ou para o esclarecimento de uma qualquer situação. Queixamo-nos do senhor do café, do funcionário da repartição, do motorista do autocarro e de muitos outros indivíduos ao vizinho, ao amigo ou mesmo a um qualquer desconhcido que encontramos na fila para o Centro de Saúde! Mas a sugestão de solicitação às autoridades competentes é sempre recebida com um "Para quê estar-me a chatear? Além disso não fazem nada!".

O conhecido Livro de Reclamações, cuja existência é agora obrigatória em quase "cada canto do País", é um meio que não promove muitas chatices e que garante que a nossa reclamação é, pelo menos, ouvida e apreciada. Embora não seja certo que haja uma acção penal ou uma intervenção coactiva sobre o responsável pelo serviço alvo de reclamção, certamente o facto de alguém levantar a caneta e produzir um texto crítico servirá sempre para alertar e para colocar alguma pressão, mesmo interna, para a correcção da situação.

Talvez também não seja boa ideia uma banalização da reclamação. Isto é, protestar por tudo e por nada. No entanto, de momento, e dada a escassez de quaisquer sugestões ou críticas, certamente qualquer uma será alvo de atenção e interesse. E um cidadão informado e disposto a tentar melhorar aquilo de que se queixa será sem dúvida uma mais valia para a sociedade, e um agente activo de mudança.

Mais informações aqui, no site da Deco.
Tiago Alves

malta com binóculos

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