segunda-feira, fevereiro 20

Leitura recomendada

"Em vésperas da invasão do Iraque, muito se discutiu a dicotomia entre a “Nova Europa” – supostamente mais liberal, mais aberta à globalização e mais próxima dos Estados Unidos – e a “Velha Europa” – representada pela França de Jacques Chirac e pela Alemanha de Gerhard Schröder, com maior dificuldade em admitir que a Europa há muito deixou de ser o centro do mundo (...)"

"A discussão, na altura, centrava-se no campo político. Mas a divisão é a mesma, e talvez ainda mais acentuada, no campo económico. Uma “Velha Europa” continua a opor-se às medidas que podem tornar o continente mais competitivo, como ficou demonstrado na discussão da directiva dos serviços, conhecida por “directiva Bolkestein” entre os membros da “Nova Europa” e por “directiva Frankenstein” entre os da “Velha Europa”. Como de costume, chegou-se a um compromisso que dilui os objectivos que se pretendiam alcançar – liberalizar um sector responsável por 70% do PIB num mercado que era suposto ser único."
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O editorial de hoje do DE, por Pedro Marques Pereira.
Tiago Alves

malta com binóculos

  • Tiago,

    Depende do que se quer atingir e da forma como o queremos atingir. Não conheço a versão final da directiva mas a inicial tinha regras absurdas como a possibilidade de contratação de um nacional da UE pelo salário que era praticado no país de origem. Na prática podíamos contratar, na França, um Eslovaco e pagar pelos mesmos serviçoes que um trabalhador francês faria por um décimo do custo. Não me parece que era este um caminho desejável.

    Abraço,

    By Blogger Ricardo, at 2:04 da manhã  

  • Tambem não conheço em pormenor mas não sei se essa regra seria mesmo assim. A badalada "regra do país de origem" falava das condições contratuais mas penso que não falava em salário.

    Porém, e mesmo que o permitisse, não quer dizer que se cumprisse, visto que com esta directiva não é só o "patrão" que ganha liberdade mas tambem o trabalhador (e muita!), ao poder vender a sua força de trabalho a um muito maior numero de empresarios.

    Acho que poderia permitir um melhor ajustamento entre a procura e a oferta de emprego, sem estigmas, o que criaria mais emprego.

    Já agora, e depois de uma pequena pesquisa, descobri este conjunto de postas num distante A arte da fuga
    . Aconselho a leitura.

    Obrigado pelo comentario. Abraço

    By Blogger Tiago Alves, at 8:49 da manhã  

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