sábado, fevereiro 18

Barreiras à Entrada?

Após o início do processo de aderência à TELE 2, há um periodo de tempo em que, apesar de já nos podermos considerar clientes da dita, as nossas chamadas ainda se efectuam através da rede PT. Porém, durante este periodo, podemos ligar usando o tarifário da TELE 2 se marcarmos o prefixo 1073.

Acontece que nunca dá à primeira. Sempre que tenciono fazer uma chamada e disco o 1073 seguido do número a voz que me aparece é a de uma senhora que se identifica como sendo da PT Comunicações e que me diz que "no momento, não é possível efectuar a sua chamada" Convida-me a tentar mais tarde. Eu sou uma pessoa teimosa e tento no momento seguinte e já funciona. Mas muitas pessoas, para quem esta coisa de outra rede que não a PT ainda assusta, provavelmente pousarão o telefone, pensarão um pouco e marcarão o número apenas uns minutos depois, sem o prefixo. E a PT ganha.
Tiago Alves

malta com binóculos

  • Diário da "mulher-alibi"

    Pacheco Pereira, um dos rastejantes da nossa cena política, pilar do sistema, e exemplo de como se pode subir rápido
    (da Gare Maoísta à Gare Neo-Liberal-Conservadora, em bilhete de primeira, se faz favor),
    resolveu ganhar dinheiro a publicar os textos do "Abrupto", uma espécie de sótão poeirento e desactualizado do imaginário de uma tia velha desactivada, e com barbas, ainda por cima.

    Esse é o papel da "Mulher-Alibi", figura da Sociologia, indispensável para o funcionamento do Sistema: ela espumeja, ela finge que se indigna, ela ataca, ela recua, ela geme e freme, ela varia de alvos, mas, no fim, alinha sempre pela mão de quem lhe paga, e que realmente sempre serviu. É no seu discurso e na sua atmosférica variação fisionómica, que se faz o grosso da catarse do tecido social, "que bem que falou", "gosto muito de ouvi-lo", "sabe sempre dizer quando as coisas estão bem, e quando estão mal"...

    Uma das características da mulher-alibi é a ubiquidade: ela tem o dom de estar sempre em todo o lado e em todo o instante em que se possa levantar alguma fervura.

    Obviamente, Pacheco Perereira não é a Marcela-quer-morcela, a Mãe das Mães-Alibi, ou a "Desesperada", por antonomásia, com dons de mentira e retórica maquiavelicamente sofisticados. Berços diferentes: uma, filha do Ministro da Propaganda do Antigo Regime, a outra... não. Mas, no fim, o teclado termina sempre na mesma cadência, embora, pelos entremeios, se tenham esvaziado todas as tensões do Público, que, realmente, poderiam conduzir a qualquer mudança.
    Elas são as gestoras do Pântano, e o Pântano continua a pagar-lhes regiamente pelo seu papel.

    http://braganza-mothers.blogspot.com

    By Blogger Arrebenta, at 1:11 da manhã  

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