A profissionalização da Blogoesfera (II)
Como complemento a tudo isto, os blogues são cada vez mais reconhecidos e ouvidos, no seu todo, lá fora. No DN já têm um espaço próprio, como já o tinham no Destak. Além disso, e como se já não bastasse o facto de a blogoesfera ser já uma boa montra onde muitos caça talentos buscam novos colunistas para os jornais, temos agora, com a mudança editorial na Atlântico (já de si composta por muitos bloggers..e que agora já tem um blogue), mais um palco para muitos, como se vê pelos contribuíntes do número deste mês.
Consequências? Pode ser mau na medida em que poderemos assistir ao progressivo desaparecimento de alguns blogues individuais de imensa valia e diversidade editorial. Diversidade e valia essas que tenderão a se auto-espartilhar quando os autores ingressarem em algum outro blogue (mais) de referência. Que são por normal eminentemente políticos.
Porém, reforça a concorrência saudável. E funcionando o Mercado, os melhores tenderão a juntar-se aos melhores e a puxar para cima os não tão bons, cada vez com menor espaço. E quem fica a ganhar são os leitores e a sociedade em geral! Além disso, pode-se aprender muito ao participar num blogue colectivo. Há maior diversidade na abordagem, diversidade nos estilos e nas próprias opiniões. Os bloggers superarão os seus limites. Crescerão as expectativas (determinado esforço e talento conduzirão, mais facilmente, a uma promoção), e a instrumentalidade (o talento como via para algo melhor) de bloggar: o que traz mais motivação, já dizia o senhor Vroom. Em suma, nivelamento por cima, como gostamos.

malta com binóculos
gostei...foi um belo ensaio. parabens
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a_mais_linda, at 4:26 da tarde
muito optimista e confiante nas forças do mercado... eu tenho algumas dúvidas... mas são 2 bons posts, uma boa análise do mercado blogosferico ;)
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aL, at 10:19 da tarde
já está acima, o(s) texto(s) estão interessantes mas há aí uma metafísica do mercado que, pelo menos para o simples bloguismo, aparece um bocado para o exagerado (nem que seja para os incréus). Depois há outro ponto, a "concentração" bloguística é muito interessante e pragmático (manter um blog individual de forma constante [e assim lido] exige pelo menos sonambulismo). Mas em alguns casos reduz a qualidade das participações, torna algo flat o contributo individual (dou-lhe dois exemplos bem díspares, o jcd perde-se algo no blasfémias, o tom jocoso do 100nada esmorece na salgalhada colectiva) Isso não é linear, isso do "ganha a sociedade" (e já nem discuto o que é que isso quer dizer)
mas isso são diversas opiniões, sobre um texto aprazível
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jpt, at 1:09 da tarde
Eu também gostei (e do que li no Gandeia). Obrigado e um abraço,
PPM
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Paulo Pinto Mascarenhas, at 1:38 da tarde
Concordo com o jpt quanto a' possivel dissipacao de alguns contributos individuais em blogs colectivos mas e' sempre possivel colmatar isso (embora nao totalmente) mantendo em simultaneo um blog individual mais "personalizado".
Ja' do ponto de vista dos blogs politicos, julgo que os colectivos fazem todo o sentido e estao para durar...
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André Azevedo Alves, at 3:04 da tarde
A blogosfera não escapa ás regras sociais nem do "mercado", mas nem tudo se reduz ao campeonato de ver quem é o "maior", há outras blogosferas (a maior parte dela aliás) que passam ao lado disso.
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Mário, at 3:11 da tarde
Não pretendi ser reducionista embora admita que me possa ter deixado levar. Porém, não sei se será "a maior parte dela". Até pelos motivos que enunciei.
Se antes a pouca notariedade levava muitos a gostarem dela por ser um sítio aprazível, quase secreto, onde podiam colocar as suas "memórias" hoje, com o seu mediatismo crescente, está cada vez mais aberto o caminho para a blogoesfera do "campeonato".
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Tiago Alves, at 4:30 da tarde
Quando falei na menor parte, queria referir que o número de blogues mais citados e conhecidos é percentualmente minoritário em relação ao total de blogues portugueses (não fazendo qualquer juizo de valor quanto à qualidade do conteúdo). Acho simplesmente que não se deve reduzir tudo a "campeonatos" e a "valor de mercado", porque dessa maneira estaremos apenas a tratar a blogosfera como qualquer outra plataforma de publicação de conteúdos e a marginalizar outras formas de ver as coisas. Ao contrário dos media tradicionais que têm de pagar as contas da produção do produto final (e que por esse motivo têm uma linha editorial que geralmente não previligia visões minoritárias), neste meio publicar não tem grandes custos, pelo que outras vozes podem desenvolver um trabalho continuado de diferença.
Os blogues colectivos agregam apenas contribuições individuais, não produzem conteúdos colaborativos (o nosso individualismo dominante fala mais alto) talvez porque isso dilua a "cota de mercado" de cada blogger e prejudique a sua afirmação individual perante o colectivo.
Não tenho nada contra a chegada de "notáveis" á blogosfera, mas recuso liminarmente a ideia de que só com a sua presença é que o meio é credível.
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Mário, at 5:38 da tarde
Mais tarde ou mais cedo vamos ter que pagar para aceder aos blogues.
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Carlos Indico, at 7:09 da tarde
Excelente par de posts.
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Pedro Santos Cardoso, at 9:04 da tarde
Há um outro ponto. Tenho no meu blog uma longuissima lista de elos, que fui constituindo ao longo dos 2 anos de existência (comecei com 10 ligações) - muitos por via de reciprocidade, muitos descobrindo. Agrupei os que leio mais em cima. os outros, ou por desinteresse (alguns) ou por impossibilidade vou visitando pouco - e neste caso estão muitos dos "desconhecidos", pouco referidos ou sonantes. Mas visito, por letras (hoje o "h" e o "i" amanhã o "d" e o "e") - este arrazoado para dizer que aí estão muitas vezes os posts mais interessantes (não obrigatoriamente: ser pouco conhecido não implica ser pior mas também não o contrário). É impossível acompanhar a blogosfera, mas o encerrarmo-nos em esferas faz-nos perder. Seja lá qual for a esfera, e portanto a esfera do "mercado" (a dos conhecidos) idem. E daí a perversão do sitemeterismo e do linkismo, a qual brota um pouco dos seus textos
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jpt, at 9:23 da tarde
Tiago,
interessante este seu post. Possuo um blog há uns quatro meses. Moro em Florianópolis, capital do Estado de Santa Catarina, uma Ilha no Sul do Brasil. Sou jornalista, publicitário e advogado, com mestrado. Tenho imprimido uma característica mais jornalística ao blog. Mas vejo que o viéis político e críticas e análises parece ser o que mais interessa à maioria das pessoas.
Espero a sua visita: http://oquepensaaluizio.zip.net
Cordial abraço do
Aluízio Amorim
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Aluizio Amorim, at 6:09 da manhã
Curioso este seu texto. Fui convidada para colaborar num blog colectivo e há dois dias que dou voltas e mais voltas e não me consigo decidir. Obviamente que me sinto honrada por gostarem do que escrevo e organizo a ponto de me quererem "na equipa" deles, mas receio que a dispersão por dois blogues acabe por não beneficiar ninguém.
Acima de tudo, um blog individual permite-nos uma certa liberdade (escrevemos se nos apetecer), enquanto que um blog colectivo nos obriga a escrever frequentemente para justificarmos o convite que nos foi feito.
Não sei. Está a ser difícil tomar esta decisão...
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Sílvia, at 10:05 da manhã
Cara Sílvia
É verdade. É um ponto tambem muito interessante. Porém, se tiver uma assiduidade parecida à que tem no seu blogue actual, decerto não defraudará as expectativas.
O problema é que para o conseguir terá de duplicar o tempo, ou então menosprezar o actual. É realmente uma decisão complicada. Depois diga qual é o outro, caso aceite :)
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Tiago Alves, at 3:23 da tarde
é um facto que os blogistas (palavra estranha e de que não gosto)tendem a agrupar-se em "Lojas" ou confrarias.
Não seria grave se não passassem a usar-se uns aos outros como espelhos.
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carlos arinto, at 12:55 da tarde
Pagar para aceder a blogs?! Não creio que o caminho seja por aí...
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Kruzes Kanhoto, at 11:57 da tarde
Os blogs colectivos são úteis quando no seu horizonte está a politica, sociedade, artes, etc.
Os blogs individuais (ou quase) são necessários porque se debruçam sobre assuntos muito específicos ou locais.
O número de visitantes destes últimos serão um sinal do seu interesse colectivo, e da sua necessidade enquanto meio de divulgação de factos ou ideias.
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Robin, at 11:59 da manhã
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日月神教-任我行, at 2:59 da tarde
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