sexta-feira, dezembro 30

12 desejos para 2006

Porque me vou hoje embora e só volto lá para dia 2, aqui ficam os meus desejos para este novo ano. Desejo:

1 - Cavaco à primeira! Cavaco à primeira!
2 - Safar-me a Estatística e não baixar a média
3 - Conhecer pessoalmente a
Miss Pearls, a aL, a a_mais_linda, a Joana e, porque não, a Joana Amaral Dias
4 - Que o João Miranda faça uma referência ao meu blogue (uma, só uma!!)
5 - Passar à segunda fase (no mínimo!!) do Gestão Global com as minhas Novathas

6 - Que os Within Temptation venham a Portugal numa altura e num local em que eu os possa ir ver
7 - Benfica no topo da Europa, Portugal no topo do Mundo!!
8 - Que a primeira
adaptação cinematográfica de His Dark Materials saia cá para fora e não me desiluda
9 - ganhar uma semana na
Liga Record
10 - Cavaco à primeira! Cavaco à primeira!
11 - Que se reveja a Constituição para se poder despedir funcionários públicos
12 - Que a TVI seja comprada por alguém com um pingo de bom senso e que coloque na Direcção dos Programas e da Informação alguém com um pingo de bom senso

Tiago Alves

Novidades

No ano de 2006 vão ser criadas algumas novas rubricas aqui n'O Telescópio. Alguns nomes ainda não estão definidos mas os seus objectivos sim. Tornar o blogue algo mais intímo e aumentar o rácio entre postas não políticas e postas políticas.
Tiago Alves

Hoje acordei assim*

Algarve aí vou eu!
Tiago Alves

quinta-feira, dezembro 29

Teste Ideológico

Um pequeno teste sobre ideologia, conhecido via Insurgente, classificado de razoavelmente bom pelo Bruno (serão tiques soaristas?) é a recomendação de hoje. O resultado aparece sob a forma de uma classificação onde são ordenadas as nossas tendências, tendo em conta a resposta a umas trinta perguntas. Cada tendência é acompanhada de uma pequena explicação.

As minhas principais tendências, a mais marcada seguida da explicação oficial:

1 - social Liberal - "like all liberals, you believe in individual freedom as a central objective - but you believe that lack of economic opportunity, education, healthcare etc. can be just as damaging to liberty as can an oppressive state. As a result, social liberals are generally the most outspoken defenders of human rights and civil liberties, and combine this with support for a mixed economy, with an enabling state providing public services to ensure that people's social rights as well as their civil liberties are upheld.

2 - market liberal
3 - anarcho-capitalist
4 - third way
5 - social democrat
Tiago Alves

Vídeos que vale a pena ver

Este, para quem se diz admirador de bola.
recebido por e-mail


Este, para quem acha que a sesta deveria ser um direito constitucional.
via O Eleito, via Tau Tau
Tiago Alves

Maravilhas do Mercado Livre

Apostar em quem vai ser o Presidente é coisa do Passado. O que se quer saber agora é quem vai ser preso. O Valentim, o Isaltino ou a Fátinha? Tudo às claras, no Betfit.

via Dolo Eventual
Tiago Alves

quarta-feira, dezembro 28

Comunicado II

Os galardoados com os Telescópios de Chocolate vão ser conhecidos só para o ano, mais precisamente no dia 3 de Janeiro. Dia 2 ainda a Comissão Entregadora estará a recuperar dos excessos do dia 1 e não estará em condições de subir ao palco. Obrigado pela compreensão.
Tiago Alves

Manduca


Para além de todos os skills, é um jogador que conhece o futebol nacional.
Agora agarrem-nos!!
Tiago Alves

Coisas da vida

O programa da tarde da RTP abre ao som de "Para mim tanto me faz".
Tiago Alves

Clarificação

Porém, e no seguimento da posta anterior, se aquelas declarações não foram um deslize mas um fugir a boca para a verdade e o professor Cavaco quiser mesmo ir para Belém para dar uma facada no regime, quero deixar aqui bem claro que pode contar com o meu voto na mesma.
Tiago Alves

O resto é treta!

O pensamento por detrás da proposta de Cavaco Silva pareceu-me óbvio (ao Adolfo também) pelo que não houve nada de muito original: a nossa política fiscal é desajustada de tudo. Inimiga do investimento, do consumo, da riqueza. É má, é péssima e só se justifica realmente por termos governantes que acham que têm o direito de ser os gestores da nossa riqueza e de decidirem o que é melhor para o bem comum (brrr...que arrepio).

Cavaco constatou aquilo que qualquer razoável economista consegue constatar. Foi no entanto, como tem sido, um dos poucos com coragem de o dizer publicamente, numa linguagem simples e com propostas, não criticando por criticar. É preciso um novo rumo para a nossa política fiscal. Não sei se de choque, já!, ou pouco a pouco, ajustando. Mas precisa. E Cavaco disse que precisa. Mais do que qualquer polémica sobre competências de quem quer que seja (alimentadas (e bem) aqui e aqui, por exemplo), Cavaco falou verdade e propôs algo concreto ao Governo, baseando-se em experiências bem sucedidas que conhece de outros países. O resto é treta.
Tiago Alves

terça-feira, dezembro 27

Comunicado

Visto toda a gente andar a fazer sondagens e a atribuir prémios, O Telescópio vai seguir a onda e, não tendo audiência para fazer sondagens com um mínimo de representatividade, propõe-se a atribuir uns quantos Telescópios de Chocolate, feitos com os restos dos bombons de Natal.

Serão poucos (talvez uma meia dúzia), porque pouco chocolate sobrou e, essencialmente, porque apenas há meio ano ando, com este formato, por esta blogoesfera fora.
Tiago Alves

A pequena história (2ª parte)

- Ó sotôra! As suas colegas continuam a dar-me negas!
- Não te preocupes, já te expliquei que a Matemática é que conta…
- Mas a sotôra de História diz que eu não distingo um infante dum elefante; e a de Português diz que eu sou um “analfabeto funcional”… o que é que isso quer dizer?
- Quer dizer que ela não sabe o que é mesmo importante. Fazer contas bem feitas. Isso sim, é o que nós precisamos na vida.
- Mas agora todos gozam comigo!
- Faz de conta que não dás por eles. Olha para cima, põe um ar superior e não respondas a nada do que te digam. Manda-os ler livros, se te chatearem. E, claro, continua a fazer-me queixas deles todos.
- A sotôra acha mesmo que ainda vou conseguir ser alguém na vida?
- Com esse jeito para as contas, tu vais longe. Não duvides, Anibalzinho!

Pequena história para entreter os miúdos, contada pelo Luís do AspirinaB
------------------------------------------------------------
Uns anos mais tarde, graças ao seu jeitinho, Aníbalzinho formou-se e começou a perceber razoavelmente de contas. Esse razoável entendimento, que não chegou para o Nobel, serviu-lhe porém para colocar o seu País a criar riqueza durante 10 anos. Essa riqueza foi sendo re-distribuída pelos seus antigos colegas de escola, os que gozavam com ele, todos homens cultos e sabidos das ciências humanas, das artes e do espectáculo, sob a forma de subsídios, para ver se eles não iam para debaixo da ponte.

Publicado n'O Eleito
Tiago Alves

Sobre as campanhas

"A questão é quem a deve pagar. Todos nós, é a resposta correcta. Todos beneficiamos com a democracia. Mas seria necessário ser essencialmente através de impostos? A nova lei tornou muito mais restritiva a participação de cidadãos e empresas no financiamento das campanhas eleitorais e dos partidos.

"A democracia beneficia todos. Assim sendo, é incompreensível que cidadãos e empresas estejam limitados a contribuir para campanhas eleitorais - na prática, para a realização de actos eleitorais.

Helena Garrido, no editorial do DN
----------------------------------------------------
No dia em que são revelados os valores envolvidos na campanha Presidencial, alguém vem para praça pública defender que o Estado deve subsidiar as campanhas. Não é incorrecto. Todos beneficiamos com a democracia, é verdade.

Mas isto é incompreensível para o cidadão português comum que, entre outras características (ser do Benfica ou gostar de bacalhau), fica em casa no Domingo das eleições. Não é simples? Como é que se pode explicar a uma população que não exerce o seu papel na democracia, que muitas vezes não acredita nela e nos seus protagonistas ("isto só com 30 Salazares!!"), que deve ser ela a pagar as campanhas dos candidatos e dos partidos ("aqueles malandros, sempre a encher o ** deles!!")?

A lei de financiamento das campanhas talvez tenha sido um passo atrás. Estabelecer tectos máximos, impedir financiamentos alheios, etc. são desincentivos à guerra democrática. E ela é salutar. Além disso, de quem é a maior parte do dinheiro? Não é de todos. É dos partidos. É das quotas dos partidos e de donativos particulares de alguém maior e com plena capacidade jurídica, a quem não pode ser negada a intenção de dar dinheiro a alguém. Se esses donativos obrigarem a contrapartidas lesivas para todos nós, aí sim, firmeza e dureza. Mas se não, deixai-os andar. E preocupai-vos mais em credibilizar a democracia e a política, para que os Domingos de eleições se tranformem, de novo, em romarias até às Juntas ou até às escolas, para colocar a cruzinha.

Publicado n'O Eleito
Tiago Alves

Energia

Sarsfield Cabral defende, mais uma vez, a alternativa nuclear (sublinhados meus).
--------------------------------------------------------------
A dependência é o nosso maior problema energético. Dependemos de mais do petróleo e do gás natural, que importamos. Os maiores rios nascem em Espanha, logo dependemos dos espanhóis. Projectam-se grandes investimentos nas eólicas, mas essa energia é caríssima e por isso vai ao bolso do contribuinte. Assim, será bom que se volte a encarar o recurso à energia nuclear, que não pode ser um tabu. É uma energia barata e não poluente. Contra essas vantagens, importa avaliar os riscos que as centrais nucleares hoje representam houve ou não progressos significativos nesta área desde Chernobyl? Não podemos é ficar amarrados a fantasmas do passado.
Tiago Alves

segunda-feira, dezembro 26

Serviço público

Não consigo ver o vídeo e ainda não percebi bem o que se passou. Mas vou transcrever, naquela do informar e do fazer rir:

Jornalista: Ficou chocado com aquilo que disse o líder do PP? [n.d.r. sobre o terrorismo ter a sua génese na esquerda]

Mário Soares: Não, não foi o lider do PP que disse isso. E aquela coisa que me referi, do terrorismo, foi o líder do CDS que disse isso, dr. Ribeiro e Castro, que é uma coisa inaceitável e impossível. Ele diz aquilo... ele é, ainda por cima, deputado do Partido Socialista... um dos grandes grupos do Partido Socialista é o Partido Socialista... o Partido Socialista Europeu... Imagine lá como é que ele vai entender-se com os colegas do parlamento a dizer dessas coisas aqui no plano interno... E é feio, não é bonito e... é uma pena que seja um dos mais entusiásticos, senão o mais entusiástico, apoiante do dr. Cavaco nesta eleição

via Insurgente
Tiago Alves

Sorteio - comentários

Segundo a Lusa, e contando que todas as candidaturas serão aceites, os candidatos de dia 22 estarão dispostos no boletim por categorias, para facilitar a escolha:

Os Independentes mesmo:
1-Diamantino Maurício da Silva
2-Josué Rodrigues Gonçalves Pedro
3-Teresa Lameiro

O extrema-esquerda se-eu-fosse-aos-debates-dava-uma-coça-neles-todos:
4-Garcia Pereira.

A professora mobilizadora:
5-Manuela Magno

A extrema-esquerda se-eu-fosse-eleita-nacionalizava-tudo-e-tirava-Portugal-da-UE:
6-Carmelinda Pereira

O humanista que não sabe o significado da palavra liberal:
7-Luís Filipe Guerra

Os com ideias:
8-Aníbal Cavaco Silva
9-Luís Botelho Ribeiro

Os candidatos contra o Aníbal (não por ordem de chegada, nem por ordem de idade):
10-Francisco Louçã

11-Manuel Alegre
12-Jerónimo de Sousa
13-Mário Soares
Tiago Alves

Obrigado

Aos Directores de Programas da RTP e da SIC, por, nestes últimos dois dias, terem-me proporcionado como óptima companhia para mim e para toda a minha família o Shrek e o burro, os Monstros e a sua companhia, os bonecos do Contra Informação, o Aragorn e o Gandalf e, para finalizar a noite, o Potter, o Ron e a Hermione (ontem é que me apercebi como eles realmente cresceram)
Tiago Alves

Natal é para os novos!!


Mário Soares esteve hoje em campanha durante a manhã, no Fátima.
Tiago Alves

sábado, dezembro 24

Preferências Natalícias

Há quem prefira envelopes com dinheiro a prendas de Natal. Parece normal, visto os envelopes poderem ser encarados como prendas lump-sum. Que são sempre indiferentes ou preferíveis quando equivalentes à Hics ou à Slutsky, respectivamente, a qualquer cabaz de prendas, pela simples razão de que o dinheiro permite-nos comprar o cabaz original ou comprar outro qualquer cabaz que nos satisfaça mais.

Sendo assim, porque não dar só envelopes recheados de notas verdes (ou azuis ou vermelhas) ao invés de perder tempo a pensar numa prenda que poderia ser comprada pelo prendado, com muito maior probabilidade de satisfação? Os religiosos dirão que os Reis Magos não tinham cheques brindes da Fnac e os apoiantes do dr. Soares que essas coisas da economia não interessam nada.

Eu acho que a teoria económica está certa. "Está sempre. Se algo não bate certo é porque nos esquecemos de algum factor" (Varian). Neste caso, o factor é a satisfação extra (mas que faz toda a diferença) da lembrança, da surpresa da prenda, da individualidade da mesma (porque é algo especial para os dois, porque é relacionado com algum episódio, porque foi trazida de algum lugar de propósito). Enfim, quem recebe as prendas não prefere, na generalidade, receber dinheiro para comprar o que quer. Quer receber aquilo que os outros querem dar. Com amizade e com algum sentimento especial; com significado, com amor. E é por isso que a minha Árvore de Natal e, arrisco, as vossas, continuam cheias de prendas e com poucos envelopes. Não é? Pois é. Vá, já falta pouco!

Muitas prendas e bom Natal!
Tiago Alves

sexta-feira, dezembro 23

Cavalices

A betandwin retirou as apostas Presidenciais do site. Não formulo opinião porque falam de uma tal qualquer lei da nossa Constituição (amén!) que parece tornar a coisao ilegal de facto. Algo a ver com a utilização do nome e coiso e tal.
Mas não se preocupem. Há lá uma data de cavalos para apostar.

adenda: a ler também os provincianismos (I) e (II), do João Miranda
Tiago Alves

É Natal..

...e a Miss Pearls passou a aceitar comentários!
Tiago Alves

Que Sabor!

E como é Natal, uma posta à Tiago Mendes (que já tem outro quiz para o pessoal matutar):

A - A barragem de Sabor tem importância estratégica vital para o País
B - A barragem de Sabor faz mal ao Ambiente
C - Ao construir a barragem, o Governo está a ceder a interesses
D - Construir a barragem é uma questão de estabilidade (pois o despacho vem do anterior Governo)

Pedro Silva Pereira disse há uns meses, quando estava na Oposição e aquando da decisão de construção da barragem, que o Ministro do Ambiente do então Governo de coligação estava no Ministério errado, porque B, acusando ainda o executivo de C. Não mencionou A e D não estava na mesa, por motivos óbvios.

Hoje o mesmo Pedro dá a notícia de que vai construir a barragem porque A e D, não mencionando B nem C.
-------------------------------------------
Hipótese: o Governo e em especial o Ministro Silva Pereira são homens coerentes e de boa fé e que colocam os interesses do País à frente dos partidários.

Ao não mencionar A, Silva Pereira mostra que A deveria estar subjugado a B, apontando C como o motivo para a inversão da subjugação. Hoje, e mantendo a hipótese inicial, Silva Pereira continuará a considerar que B tem mais importância que A. Porém, a obra avança porque A e D. A questão fica na comparação entre B e D (um novo motivo, não considerado nas primeiras declarações), pois A é um motivo insipiente dado B (e a hipótese, convém não esquecer).
Ou consideramos que esta estabilidade é mais importante que o ambiente ou vamos ter de rejeitar a hipótese.
Tiago Alves

Porque é que eu adoro o Mercado?


As acções do BCP valorizaram mais de 8% nas últimas 48 horas assim se soube que o banco de Teixeira Pinto tinha perdido a corrida ao BCR, da Roménia.
Tiago Alves

Aposta que sabes


Na betandwin podemos apostar em quem será o próximo Presidente da República Portuguesa. Neste momento uma aposta no professor ainda vale 15% de retorno. Amanhã será menos. Por isso despachem-se!
Tiago Alves

quinta-feira, dezembro 22

O Telescópio deseja


Um muito Feliz Natal e um 2006 recheado de felicidades e de boas postas.
Tiago Alves

Regulador (II)

A Sapo oferece uma ligação de internet forte e com poucas quebras, além de assistência qualificada e um grande número de extras por cerca de €35.00. Acrescente-se cerca de €15.00, a assinatura do telefone fixo da PT.
A Clix oferece por cerca de €22.00 uma ligação cujo sinal apresenta falhas mais regulares, além de uma assistência menos adequada e um número mais reduzido de extras. Substitui os €15.00 pagos à PT por €2.00, para que possamos manter o mesmo número.

Houve quem me dissesse, quando eu mudei para a Clix, que ia ter um serviço pior e que a ANACOM deveria andar em cima para garantir que os operadores prestavam serviços adequados aos cidadãos. Discordei e fundamentei:

Estamos em concorrência. Cada empresa tem o direito de escolher que serviço vai prestar assim como o preço que irá cobrar. O mercado encarregar-se-á de dizer se foram boas ou más opções. Em concorrência, as preferências dos consumidores e a sua correspondente curva de procura individual são os guias da oferta. Dadas as procuras, os produtores adaptam-se e escolhem, também de acordo com as suas próprias condicionantes, o que irão colocar no mercado, de modo a maximizar a sua receita. A sua receita só é maximizada se venderem. Em concorrência, só vendem se prestarem um bom serviço.

O consumidor, esse, terá várias ofertas por onde escolher e, guiando-se pelas suas preferências, adquirirá o serviço que melhor satisfaça as suas necessidades. No exemplo, enquanto o meu amigo se manterá provavelmente na Sapo, a pagar mais por um serviço muito bom, eu mudei para a Clix porque estou disposto a ter um serviço de pior qualidade tendo em conta a (grande) redução do preço.

A minha disponibilidade a pagar, por um igual serviço, é diferente da dele. Porque eu não me chateio assim tanto se a net tiver sempre a cair, porque eu não preciso de meia dúzia de caixas de correio nem de tanto espaço livre para criar um site, etc. A minha curva de procura é diferente da do meu amigo. E só em concorrência ambas podem ser satisfeitas, na medida em que temos várias opções por onde escolher. Quanto a ANACOM, o objectivo é simples: garantir a concorrência. O resto consegue-se por acréscimo.
Tiago Alves
*Não pus nomes fictícios nem mexi nos valores. É tudo muito real. Assim, dou um pequeno contributo para a eficiência deste mercado: divulgo informação.

Erros sem importância


O golo do Nuno Gomes é mal validado.
O golo do Miccoli é mal anulado.
.
O Benfica ganhou bem.
Tiago Alves

quarta-feira, dezembro 21

Coisas que me fazem feliz

O regresso de Luciano Amaral à blogoesfera, depois de longa ausência.
Tiago Alves

Micro Causa

Pode o sr. Pedro Magalhães pronunciar-se sobre a sondagem tornada hoje pública (creio que na RTP) que dava o dr. Mário Soares como vencedor do debate?

O facto do erro amostral máximo ser de 3.51% e das percentagens distarem menos de 3% uma da outra não nos permite falar em empate técnico?

Porque é que nunca ninguém telefona para a minha casa?
Tiago Alves

[Insuspeito] Fernando Rosas

Já que os comentários "sérios" ao debate estão todos feitos por essa blogoesfera fora, cabe-me relembrar duas intervenções no debate que se seguiu, na RTP (o tal que não teve ninguém a representar o dr. Alegre):

"Eu toco piano e falo francês e ele não!"
Fernando Rosas, caracterizando a estratégia de Soares para o debate.

"O PR não é governante mas deve acompanhar o Governo. O PR pode vetar diplomas! Tem por isso de ter opiniões sobre as grandes estratégias e nós devemos saber quais são!"
Fernando Rosas, respondendo às afirmações de António José Seguro sobre a confusão entre PR/PM de Cavaco.

Tiago Alves

Breaking News

Na linha do "eu é que dissolvi a Assembleia e dei a maioria absoluta ao prof. Cavaco" sabemos também agora que foi Soares (e não os mais de 50% do eleitorado que votou PSD) que garantiu a estabilidade governativa entre 1987 e 1995.
Tiago Alves

Momentos altos

"Posso continuar?"
Cavaco Silva, a meio duma resposta, interrompido por Mário Soares


"Posso continuar? Posso Continuar?"
Cavaco Silva, a meio duma resposta, interrompido por Mário Soares
Tiago Alves

Não viu o debate?


Não há problema. Os blasfemos e os insurgentes gravaram e têm-no à disposição do público. Comentários incluídos.
Tiago Alves

terça-feira, dezembro 20

E já agora..

Hoje às 20.30 há jogo grande
Tiago Alves

um pouco de publicidade

"Conto consigo, Professor, para devolver a cada um dos portugueses a liberdade e a responsabilidade de poder seguir o caminho que deseja e de lutar pela sua felicidade e objectivos individuais, por um Portugal e por um Futuro melhores. Temos de tomar o nosso Destino nas mãos. Conte também comigo! Estamos juntos nesta demanda por um Portugal Maior!"
--------------------------------------------------------------
É esta a frase do dia de hoje no site de candidatura do professor Cavaco Silva.
Tiago (Miguel) Alves

Só para não nos sentirmos sozinhos...

Aproveito para dizer que a discussão que aqui estalou sobre as (pouco divulgadas) eleições no Iraque e, por inerência, sobre a intervenção e a manutenção de tropas internacionais na região se estende por outras regiões blogoesféricas: aqui, aqui, aqui, aqui, e aqui, por exemplo.

Foi o que encontrei em alguns minutos de leitura pelos blogues ali do lado (e outros que entretanto descobri e acrescentei). Muitos outras discussões que li em diagonal ficaram de fora e outras mais ainda que não encontrei. Em todo o lado se reconhece o conflito de perspectivas e de argumentos, e não parecem existir vencedores nem vencidos, nem pontos de vista certos nem pontos de vista errados. Apenas diferentes opiniões, baseadas em diferentes convicções e/ou experiências. Que juntas na mesma discussão aumentam a informação e abrem os horizontes dos intervenientes. Como se deseja.
Tiago Alves

segunda-feira, dezembro 19

Democracia e Guerra (II)

Depois de na posta anterior ter dito o que para mim justifica uma ofensiva a uma ditadura por parte de Estados livres, defendendo, por inerência, a intervenção no Iraque, nesta vou tentar justificar porque acho que as tropas internacionais ainda não devem sair do Iraque.

Pego, já que foi trazido à baila, no exemplo da América Latina e da África. Tivemos os movimentos imperialistas (ou colonizadores, em versão soft) europeus a explorar durante séculos estes territórios. Durante todo este tempo a vontade do povo teve algum expoente? Os ventos de independência vieram com as resoluções dos tratados pós-guerra tomadas pelas potências opressoras que decidiram abandonar as suas colónias (Portugal foi uma das excepções, como se sabe) Esta descolonização foi feita sem método, sem transição. O poder outrota autocrático, deitado da metrópole, foi deixado na rua, entregue de bandeja às diversas facções que, armadas, mergulharam estes continentes em sangrentas guerras e em crises humanas que ainda hoje perduram.

Estes países não tinham, na altura, instituições preparadas para assegurar a transição para a via democrática. Nem podiam ter, pois a única coisa que existia era o Poder ditado lá de cima, dos brancos. Os brancos que começavam a dar os primeiros passos em democracias duradouras mas que se desresponsabilizaram das suas antigas colónias, abandonando-as à sua sorte, deixando-as nas mãos de militares corruptos que lideraram (e lideram) regimes ditatoriais, não respeitadores dos direitos humanos e que ciclicamente mergulham em guerra civil.

Não acho, mais uma vez, que se deva deixar democracias emergentes entregues a si próprias quando a sua história não é democrática e quando as suas instituições não são suficientemente fortes para garantir o cumprimento da lei e o respeito pelos Direitos Humanos. É dever das forças internacionais preparar este "novo" estado para o seu novo futuro, dotando-o de infra estruturas e de condições mínimas de segurança, formando a sua população e incentivando a participação cívica. Para impedir o caos.

Neste contexto, as eleições que decorreram no Iraque são o primeiro passo para esta democracia. É possível (e provável) que ela floresça lentamente, com muitas promiscuidades (americanas), muitos recuos e alguma corrupção à mistura, que não deixará de descredibilizar o trabalho honesto que muitos lá farão. Mas é o primeiro passo. E é um passo que, na minha opinião, e pese todos os seus contras, é preferível a não interferir e é preferível a interferir para depois abandonar, visto a consequência ser, a curto prazo, o retrocesso ao totalitarismo.
Tiago Alves

Democracia e Guerra

A minha última posta depoletou uma grande batalha de opiniões na caixa de comentários (todos contra mim, o que não deixa de ser estimulante). Eis o meu (breve, tentarei) follow-up:

Penso que posso assumir que concordam que a democracia é o pior sistema do mundo, tirando todos os outros. Daqui sai que a democracia é preferível a todos os outros sistemas, nomeadamente ao totalitarismo (vulgo ditaduras). São férteis na História os casos em que os regimes totalitários conduzem a 1) supressão das oposições 2) elevado poderio militar 3) opressão para com o povo (ou pelo menos uma boa parte dele) e regular violação de direitos humanos e 4) agressão aos vizinhos. Posso assim induzir que nos regimes não democráticos estas quatro características irão, a curto ou a médio prazo, fazer-se sentir.

Se a primeira e mesmo a segunda características podem ser consideradas internas, as duas últimas já mexem com o Direito Internacional. Isto é, a sua verificação já tem o condão de dar às instituições internacionais o direito de actuar em conformidade usando, se necessário, a coerção legal. Quando há violação de direitos humanos está-se a violar a Carta dos Direitos. Esta mesma Carta diz que os Estados devem, em cooperação com a ONU*, ajudar a promover o respeito pelos Direitos Humanos no Mundo. Por detrás deste artigo está uma ideia muito forte que já li em vários livros: a de que é um dever de um povo democrático ajudar outro povo a segur o caminho da liberdade e da democracia. As Nações com instituições mais maduras democraticamente não devem abdicar, em consciência, deste dever. Do dever de intervir quando há pessoas em risco. Do dever de não deixar estes sistemas ganharem força e seguidores noutros países.

E isso consegue-se, na minha opinião, em demonstrar força. Demonstrar que a democracia não é o regime dos fracos. Porque o maior perigo de uma Democracia reside na fraqueza. A fraqueza leva ao medo. E o medo leva a pedidos de maior poder central. Não é por acaso que é sempre do caos que nasce o totalitarismo. (Não é por acaso que Le Pen já chegou aos 18% há uns anos, não é por acaso que muita gente diz que, com Salazar, isto não andava tão mau). Pior do que isso, o totalitarismo consegue mesmo resolver, de início, parte dos problemas. Mas o custo é enorme: o roubo da liberdade. Um custo que permance por demasiado tempo. Até que uma revolução ou uma ofensiva armada ponha cobro a tal sistema. Porque a tal revolta natural e até pacífica do povo demora muito tempo e por vezes nem acontece. Porque o totalitarismo cria muitos vícios difíceis de destruir por outros meios que não a força das armas. Daqui decorre então que, em sentido lato, a democracia pode ser imposta, e há inúmeros exemplos desta imposição pela força das armas (França, com Napoleão; Alemanha, com Hitler). O outro meio de tal acontecer é, penso, por via interna. Hemorragia nas entranhas da teia do poder totalitário: guerrilhas, falta de capacidade ou um líder desencantado (o exemplo flagrante é o da URSS). O povo, enquanto tal, nunca conseguiu sozinho livrar-se do totalitarismo.

*Quanto ao itálico: era realmente necessário e muito preferível que a intervenção tivesse tido o comando multi-lateral da ONU. Além de afastar os anticorpos anti-americanos, acabaria com as suspeitas sobre as acções e intenções menos claras (que existem, concordo totalmente) dos EUA. Porém reafirmo. Prefiro uma intervenção unilateral do que uma não intervenção por falta de capacidade de decisão e fraqueza política: duas das características principais da ONU actual.
Tiago Alves

domingo, dezembro 18

Escolhas Livres

"Vota-se no Iraque. Com sucesso. Dedos sujos de orgulho espalhados pelo país. Todavia, não há mortos, logo, não é notícia. Sobretudo aqui na Europa."

"Não estou a pedir um idolatrar cego da operação americana. Estou apenas a pedir um pouco mais de imparcialidade e, já agora, de respeito pelos iraquianos. É um pouco deprimente verificar que uma explosão terrorista tem mais share do que um acto eleitoral no qual participam milhões. Milhões que, ainda por cima, erguem bem alto estes dedos tisnados de orgulho democrático."

Henrique Raposo, n'O Acidental
-----------------------------------------
Só mesmo um cego anti-americano conseguirá dissociar da intervenção americana a realização de eleições livres neste país. Concorde-se ou não com o processo e goste-se ou não do Presidente Bush, o que é certo é que os EUA ajudaram a instaurar mais uma democracia no Mundo. Imperfeita e ainda sob o fogo das armas e as explosões das bombas, é certo. Mas que escolhe os seus governantes e, no limite, o seu futuro. Esta votação massiça deve ser entendida como um sinal de viragem. Um sinal de que novos horizontes se abrem para os iraquianos. Aproxima-se o tempo de deixá-los seguir a sua vida, mas ele ainda não chegou. A Liberdade iraquiana está suspensa em ainda muito frágeis alicerces.
Quando já estiverem mais fortes, e só aí, se poderá dizer com segurança e com a consciência do dever cumprido: Good job, boys. Now let's go home!
Tiago Alves

A vida para além dos milhões

"Os 20 anos de ajudas da UE criaram no país uma preocupante cultura de irracionalidade e irresponsabilidade nos investimentos em infra-estruturas físicas. As rotundas são um dos exemplos mais caricatos. (...) Se hoje estivéssemos a noticiar menos milhões para os próximos sete anos significaria que Portugal estava a crescer acima da média comunitária num processo de convergência acelerado (...)

"Neste momento festejam-se os milhões. Seria preferível pensar seriamente numa forma de os aplicar de forma mais eficaz que no passado, aprendendo com as razões que explicam a fraca capacidade de reprodução dos investimentos realizados. É preferível não gastar tudo a investir em projectos que serão apenas custos no futuro.
Helena Garrido, no DN
--------------------------------------------------------
É verdade. Os milhões da UE são realmente muito bons mas não deixam de ser mais um incentivo ao laxismo e à irresponsabilidade. Quando os recursos são escassos, apenas vingam os melhores projectos: os de maior rentabilidade, os que proporcionam melhor bem estar, etc. Quando os recursos não são assim tão escassos distribui-se um naco por todas as Câmaras da cor do Governo e utiliza-se o restante nas tais infra-estruturas que, se vistosas no curto-prazo, rapidamente se tornam monos. Emerge então a pergunta sobre se os estudos sobre o diferencial custo-benefício não previram esta situação. Provavelmente alguns previram, mas foram rejeitados porque o que se queria era fazer obra. Ou, como também diz Helena Garrido, porque "tem de se fazer se não perdem-se fundos".

Os fundos têm então um efeito bem preverso. Criam, com os seus euros, a ilusão de que as coisas ainda vão dando quando deixaram de dar há muito tempo. Está na hora de começar a dar a prioridade apenas aos projectos cujo bem estar e rentabilidade sejam garantidos por estudos competentes e responsáveis, sob pena de se continuar a destruir valor. É por isso preciso ter cuidado com os foguetes. Para não apanhar, daqui a uns anos, com as canas.
Tiago Alves

sábado, dezembro 17

This day we fight!

Hold your ground! Sons of Gondor, of Rohan, my brothers. I see in your eyes the same fear that would take the heart of me. A day may come when the courage of men fails, when we forsake our friends and break all bonds of fellowship, but it is not this day. An hour of wolves and shattered shields, when the age of men comes crashing down, but it is not this day.
This day we fight!
I bid you stand, Men of the West!
Tiago Alves

sexta-feira, dezembro 16

O plano ganha cor: rosa

Para quem anda distraído, o Plano Tecnológico conheceu hoje o seu terceiro coordenador. Depois da queda do (grande, magnânimo e admirador de Solow) prof. José Tavares e de uma curta experiência (menos de um mês) com Lebre de Freitas, temos agora o deputado do PS Carlos Zorrilho a comandar o plano mais conhecido (e aborrecido) do país. Algo me diz que desta vez, para o bem e para o mal (mais para o mal) é que é. O porquê é simples: depois de dois técnicos conceituados, o Plano Tecnológico passa para a gestão de um político.
Tiago Alves

a próxima vítima


Ingleses e vermelhos, é como gostamos deles. Bem passados, por favor! Com ou sem batatas fritas, aguardamo-los na Catedral.
Tiago Alves

quinta-feira, dezembro 15

Regulador (I)

Disse António Costa, no editorial de ontem do DE, que "o Estado precisa de emagrecer e tornar-se menos produtor de serviços e mais regulador dos serviços prestados por terceiros".

Um empresa pode maximizar, entre outras coisas, o lucro ou a produção (com lucro maior ou igual a zero). Diz o senso comum que os privados fazem a primeira acção, deixando para as empresas públicas a segunda, em nome do bem estar do consumidor. Acontece que nem sempre maximizar a produção implica maximizar o bem estar, senão vejamos. O aumento da quantidade oferecida vem, regra geral, acompanhado de uma redução de preço. Sendo o excedente do consumidor uma multiplicação ou um integral onde entra a quantidade (que aumenta) e a diferença do preço pago para a disponibilidade a pagar (que aumenta, visto o preço diminuir), este deve aumentar. Certo? Não!

Tudo depende, lá está, da curva da procura, onde as preferências (sempre elas) do consumidor são soberanas. E o Estado, ao maximizar, fá-lo em relação às suas estruturas de custo e não tem, como qualquer monopolista e ao contrário do que apregoa, um grande respeito pelas preferências dos consumidores. Pode, por isso, estar a produzir algo que não é atractivo para os consumidores ou a produzir algo em quantidades demasiado elevadas, tendo em conta a estrutura da procura.

O exemplo paradigmático são os cursos do ensino superior. O Estado maximiza a produção em tudo. E escolhe essa maximização tendo em conta as suas estruturas de custos, muito mais baixas por exemplo em cursos de Humanidades ou Ciências Sociais do que nas Engenharias ou na minha grande bandeira e objecto de várias postas, a Medicina. Temos assim as primeiras com as médias (preço) a cair, não por uma maior procura mas por uma maior oferta, forçando uma substituição em relação aos outros cursos referenciados (que vêm as suas médias a galopar). Não que as pessoas os prefiram, mas porque a (rígida) organização estatal assim o impõe.

Os preços dos cursos não reflectem as preferências dos consumidores mas as preferências do Estado que, talvez acompanhado de alguns lobbies poderosos, continua a manipular o mercado dos cursos, que tem o seu mecanismo de regulação baseado na oferta e não na procura, como deveria acontecer em todos os mercados, principalmente naqueles em que os produtores são públicos, financiados com o dinheiro de todos.

Os privados, ainda que apenas maximizadores de lucro, sabem que a melhor maneira de, em concorrência, o conseguirem, será agradando aos seus consumidores mais do que os concorrrentes. E isso conseguem aumentando sucessivamente o bem estar, deixando o preço (ou a média) actuar como sinalizadora das preferências e não como um artifício reflexivo de opções produtoras. E se assim fosse neste momento teríamos muitas mais faculdades de Medicina e Engenharias (porque há procura para elas) e muito menos faculdades de sei-lá-o-quê. Uma oferta adequada à procura, que é o reflexo das preferências dos consumidores que, convém nunca esquecer, devem estar informados de todas as condicionates. No caso dos cursos a informação será, por exemplo, o mercado de trabalho e as suas perspectivas.
Tiago Alves

Sigaaaaaa

Mais um semestre de aulas que se vai, depois de uma última semana de verdadeira loucura. Desde o mini teste de Estatística, passando pela conferência do dr. Soares e acabando no trabalho de Comportamento Organizacional. Sabe bem estar de férias, ainda que seja só para estudar para os exames de Janeiro. Daqui a uns dias já é 2006. O tempo começa a voar... cada vez mais.
Tiago Alves

quarta-feira, dezembro 14

Bom Dia!

The more you see the less you know
The less you find out as you go
I knew much more then than I do now
.
Neon heart day-glow eyes
A city lit by fireflies
They're advertising in the skies
For people like us
.
And I miss you when you're not around
I'm getting ready to leave the ground
.
Oh you look so beautiful tonight
In the city of blinding lights
.
Don't look before you laugh
Look ugly in a photograph
Flash bulbs purple irises
The camera can't see
.
I've seen you walk unafraid
I've seen you in the clothes you made
.
Can you see the beauty inside of me?
What happened to the beauty I had inside of me?
And I miss you when you're not around
I'm getting ready to leave the ground
.
Oh you look so beautiful tonight
In the city of blinding lights
.
Time...time...time...time...time
Won't leave me as I am
But time won't take the boy out of this man
.
Oh you look so beautiful tonight
Oh you look so beautiful tonight
In the city of blinding lights
.
The more you know the less you feelSome pray for others steal
Blessings are not just for the ones who kneel... luckily

U2 - City of blinding lights
Tiago Alves

terça-feira, dezembro 13

Eu sou neo-liberal...e gosto!

Mas fiquei a saber mais coisas.

Que, por exemplo, a diferença entre a esquerda e a direita é o facto de a primeira se preocupar com os mais desfavorecidos e pobres. O facto de ter consciência social e combate a injustiça e a desigualdade. Que a direita conserva enquanto a esquerda inova. Sem comentários.

Que Mário Soares fez coisas contra o seu partido. "Dissolvi a Assembleia da República e dei a vitória ao partido do prof. Cavaco Silva". Eu que pensava que tinham sido os mais de 50% dos eleitores a dar a vitória ao professor!!

Que a mandatária da Juventude não aparece quando o dr. Soares vem falar com os jovens. E foi uma pena.


Que Mário Soares não é modesto (cada frase introdutória de tema continha um auto-elogio) e que é amigo de Bush pai. O filho é que é uma criança difícil.
Tiago Alves

Mário Soares na UNL

Teve lugar hoje a última conferência sobre Presidenciais no auditório da Reitoria da Nova. O convidado de hoje dispensa apresentações: dr. Mário Soares. Dispensaram-lhe foi, de novo, as entusiásticas palmas ao início e mesmo ao fim, substituídas por umas palminhas, provocadas (penso eu, com a minha mania das conspirações) por algum dos comitivas que estavam estrategicamente espalhados pelo auditório (isto não é conspiração, é mesmo verdade).

O debate foi muito bom. Soares é, realmente, um mestre a seduzir e a cativar. A forma de falar, de olhar a audiência, de mandar piadas e de fazer as pessoas sentirem-se em casa levou-o a ter de se confrontar com algumas perguntas mais incómodas. Além de lhe terem relembrado o recambolesco episódio da sua tentativa de eleição para Presidente do PE, por oposição ao prestígio internacional que disse gozar, ainda lhe apareceu um malandro de Gestão a perguntar porque é que o dr. achava que havia privatizações a mais, visto "o Estado possuir uma espécie de toque de Midas ao contrário: o que toca...estraga", bastando para isso dar uma olhadela "aos manuais" ou, mais simples ainda, "aos jornais". Ipsis verbis.

Não resistindo a começar com uma piada, o dr. Soares disse que esse estudante andava a aprender coisas muito neo-liberais. Notou-se, como sempre se nota, o tom pejorativo implícito no elogio. Depois começou, como já se viu nos telejornais (deu para tema de abertura em todos!!) a falar da CGD. Erro do questionante, que se esqueceu de referir os exemplos flagrantes da CP e da Galp, que iriam ancorar a discussão à volta do que realmente interessava.


Seja como for, fiquei a saber que sou neo-liberal. Já valeu a pena.
Tiago Alves

A ler

"O que proponho é uma solução de transição em que mais ninguém entra no sistema obrigado, e se mantêm as soluções até agora vigentes para os que ainda lá estão. Aqui, em nome do bem comum ("brrr"), não objectaria a uma campanha de informação ao mais belo estilo soviético, alertando as pessoas que o dinheiro que passam a ter a mais no bolso é para ser utilizado tipo formiga... ou que passem frio.

Relembremos que não estamos a falar de uma mera transferência de dinheiros do Estado para os indivíduos, mas de uma transferência de "capital" de um sistema burocrático, incompetente e irresponsável para as mãos de quem sabe gerir mais eficientemente a sua vida, em função das suas necessidades e objectivos.

Sobretudo, a atitude terá sempre de ser no sentido de responsabilizar as pessoas, e fazê-las sentir que os paternalismos acabaram..."
-----------------------------------------------------
A opinião do Adolfo (negritos meus) sobre a Segurança Social no A Arte da Fuga. A ler também a caixa de comentários, ainda mais avidamente, de onde é retirado o texto acima.
Tiago Alves

domingo, dezembro 11

É este que demite, dr. Louçã?

2004 - 53.71%
2000 - 55.95%
1996 - 56.87%
1992 - 56.86%
1988 - 62.36%
1984 - 59.79%
1980 - 65.33%
.
O que vale é que ninguém o leva a sério quando começa a sua frase com um "Caso eu seja eleito...". E acrescento...mesmo que não comece a frase assim, são cada vez menos os que o fazem.

Publicado n'O Eleito
Tiago Alves

Desejo

Que, por alturas do Mundial, no dia 11 de Junho, o Mantorras não esteja em forma. Que, caso o Mantorras esteja em forma no dia 11 de Junho, não o aleijem.
Tiago Alves

a versão monetária

Helena Sacadura Cabral tem feito, nas suas colunas no DN, análises aos contributos dos cartazes dos candidatos. Para memória futura: versões "Olhos nos olhos", "Saber ouvir", "Portugal precisa de Si". Decerto não se esquecerá, nas próximas duas semanas, das restantes versões, pelo que convém estar atento.

E porque a análise à mensagem está a ter lugar por alguém bem mais capacitado do que eu, o meu contributo segue uma linha numérica e monetária. Numa altura de crise, as eleições e nomeadamente os cartazes que invadem a nossa praça são sempre motivo para os guardiões se insurgirem contra o dinheiro gasto nos mesmos, aproveitando para atacar os partidos. Se é certo que a campanha presidencial não é partidária, decerto a máquina dos cartazes o é. Pode-se ver isso no camarada Jerónimo, que já vai com dois cartazes (a propósito, no segundo teve-se o cuidado de retirar a sigla PCP) e no dr. Soares, que lançou logo dois ou três em simultâneo. O prof. Louçã foge a esta regra - afinal a máquina do Bloco não é assim tão poderosa. As outras duas candidaturas - as independentes - foram mais comedidas, tendo apenas um único tipo de cartaz e poucos em número (embora os do prof. Cavaco tenham crescido exponencialmente ns últimos dias).

Aqui faço questão de chamar a atenção para um aspecto que me parece importante. O preço dos cartazes é principalmente determinado pelo número de cores e "efeitos" que têm. E neste caso todos os cartazes possuem, além de uns fundos modernos (os efeitos no vermelho Louçã e no azul Alegre, excepção agora para o dr. Soares), a cara dos candidatos. Retratar uma pessoa exige uma qualidade muito maior, um sem número de cores e tonalidades, que encarece desmesuradamente o cartaz em relação às cores simples. Eu disse todos? Enganei-me. O do prof. Cavaco não tem a sua figura.

O cartaz do prof. Cavaco é conseguido com 3 (três!!!) cores: amarelo, vermelho e verde. As cores da nossa bandeira. (Aceito que tenha um leve efeito ali no Portugal Maior). E mais não foi preciso para lançar a onda. Arrisco a dizer que com o dinheiro que as candidaturas de face gastaram na sua primeira vaga com um cartaz terá dado para fazer uma dezena ou mais dos cartazes do professor. Economicista? Talvez, mas o que é certo é que a mensagem passa, e passou mais uma oportunidade para os habituais críticos se mostrarem imparciais.

Não sei se existirá segunda vaga de cartazes para todos (a de Jerónimo já chegou e a de Cavaco parece que está a caminho). Porém, nesta primeira, o vencedor está encontrado.

Publicado n'O Eleito
Tiago Alves

sexta-feira, dezembro 9

"um simples amo-te"

No seguimento da posta anterior, e após ter visto de novo o anúncio da tmn e ter descoberto outra bonita frase ("não invente, um simples amo-te é suficiente"), deixo aqui alguns resultados da pesquisa feita no Google, com as palavras que servem de título:

num fórum da clix: "A melhor prova de amor possível é uma serenata, tipo à moda antiga, mas eu ja me contentava com um simples "Amo-te" :) "

num Fotolog: "Termino assim c um bjinho mt graaaaaaaaaaaaaaaaaande pa ti…e um simples AMO TE ;) q axo q diz td =) ********************************** "

num blogue: "Não acreditei quando me disseste "para mim é mais importante dizer-te que gostava que fosses mãe dos meus filhos, do que um simples amo-te"

num poema perdido num site: "Essa palavra que com suavidade/me sussurraste/Com um grito de amor/me conquistaste/Vai permanecer viva/hoje, ontem, eternamente/Na sinceridade de um simples “Amo-te”"

num comentário a uma posta: "É muito bom poder acordar e ver que a pessoa que amamos está do nosso lado e poder-lhe acordar com um simples AMO-TE para que ele saiba o quão é importante para mim!"

num outro blogue: "Ouve-me agora que só cuspo palavras que não falam. Ouve-me agora que perdi a vontade de te dizer algo mais do que um simples Amo-te! "
Tiago Alves

quinta-feira, dezembro 8

Soares preconceituoso e com muita fé

"Abril abriu as portas mas, se não tivéssemos entrado para a União Europeia hoje éramos uma Albânia", disse o dr. Soares. Mas o que é que o dr. Soares tem contra a Albânia??? Não o receberam bem aquando de alguma visita??? É pior que a Eslovénia???

E já agora, fui só eu que ouvi Soares começar o seu minuto livre com um "Eu sou um Presidente que entende que Portugal vive uma crise..."?

Publicado n'O Eleito
Tiago Alves

Soares Medieval

Mário Soares quer ser um ouvidor. Um ouvidor do tipo daqueles medievais, que andavam de terra em terra a ouvir as queixas dos súbditos do Rei. Nada de novo. Soares propõe-se a repetir o seu último mandato. As agências de viagem esfregam as mãos e renovam o seu apoio ao ouvidor.
Publicado n'O Eleito
Tiago Alves

momentos publicitários

Se pensa fazer alguém feliz, não pense...diga!
créditos para a tmn
Tiago Alves

quarta-feira, dezembro 7

Análise Técnica (II)

Do jogo: Koeman realmente gosta de inventar! Hoje deu-se bem. A colocação do irrequieto Geovanni naquela posição foi criadora de grandes embaraços aos defesas britânicos. Quantas recuperações de bola se conseguiram! E Nuno Gomes, que senhor! Claro que fica a pergunta: porque é que Koeman nãose lembrou disto antes? Ou será este daqueles esquemas que só resulta porque se está a jogar contra um gigante como o United?

O golo do Manchester é fruto de uma desatenção terrível. Pode-se dizer que a partir daí o jogo equilibrou e ambas as equipas tiveram grandes momentos sem existir, porém, qualquer tipo de massacre. Ambas as equipas podiam ter marcado mais golos mas foi o Benfica que o conseguiu fazer, muito por causa da mobilidade da dupla atacante e pelo rato Nuno Assis que, enquanto durou, fez a cabeça dos ingleses pura água. As suas diagonais foram venenosas!

Petit esteve igual a si mesmo (agressivo e varredor) e Beto também, excepto no golo (que servirá de atenuante a mais uma exibição francamente má- eu não estou contente contigo, ao contrário do que disseste na flash interview). Nélson também não esteve no seu melhor, perdendo até algumas bolas com umas fintas muito esquesitas. O seu grande momento de forma está claramente a acabar embora a sua qualidade (muito acima da média) lhe permita tirar cruzamentos impossíveis como aquele que resulta no primeiro golo.

Mesmo com a defesa à altura não deixa de ser óbvio que Alcides não sabe jogar ali. Que faz João Pereira no banco? Leo é um jogador notável e Andersson está um verdadeiro gigante, compensando a quebra do outro (Luisão). E isto não esquecendo a grande lição táctica que o United, qual selecção dos EUA, deu nos primeiros minutos, com as constantes trocas de posição e as grandes aberturas dos avançados para os criativos e para o indefectível Scholes (os seus remates ou dão golo ou defesa espectacular de Quim). Grandes movimentações. Quem sabe o que teria acontecido, tivesse Ronaldo mais calminho...não sentindo o peso do Inferno da Luz.

Para terminar, várias palavras: golos, incerteza no resultado, futebol atacante, pormenores técnicos, ambiente fatástico e...vitória do Glorioso. Tudo o que um bom jogo de futebol deve ter!
Tiago Alves

A análise técnica (|)

Do debate: Empate sem vencedores nem derrotados ou dois vencedores e um derrotado- Mário Soares? Não sei, sinceramente. Sei que ambos elevaram a democracia e fizeram do debate algo melhor que um circo ou uma tourada. Manuel Alegre esteve menos solto e Cavaco menos cinzento do que o habitual. Ao contrário do que se diz, penso que nenhum dos dois tinha muito a ganhar. Cavaco vai isolado e qualquer exposição tende a ser prejudicial. Alegre vai em segundo e começa a ser apontado como o provável finalista, apesar de conseguir vislumbrar, quando o sol o apanha de costas, a sombra do dr. Soares. Em suma, ambos tinham muito a ganhar com o civismo e muito a perder com farpas e grandes divagações.

No entanto, e ao contrário da Alaíde, não me deixei dormir e não achei que o debate tivesse assim tanta falta de mensagem. Sobressaiu, penso, a diferença no planeamento das ideias das duas candidaturas. Como já li em algum lado, a grande mensagem diferenciadora de Alegre em relação a Cavaco (que marca a agenda e os temas) foi o facto de se dizer "de esquerda". Acrescento aquela história do PR ser mal pago relativamente aos gestores públicos (demagógico, mas eu sou suspeito como se sabe) e a tomada de posições mais agressivas e marcadas em relação a temas específicos (algo que Cavaco tem evitado, com prudência, para não arriscar cobranças futuras).

As grandes frases que me ficaram no ouvido foram, como não podiam deixar de ser, do professor. Finalmente tivemos alguém que, por A+B, disse claramente que toda a vida para lá do défice só pode ser alcançada com a resolução do mesmo. E é por isso que, nos tempos que correm, saber de economia é importante pois a resolução destes problemas são condição não suficiente, é certo, mas necessária para a melhoria do nosso bem estar. E não é a resolução do défice mas o bem estar o fim ambicionado por Cavaco, como ele próprio fez questão de dizer.

Para terminar em beleza, saliente-se a expressão força de desbloqueio. Há quem diga que só por isto a vitória no debate vai direitinha para o professor. Não chego a tanto. Porém, e numa altura em que começam a ganhar força as teorias de que esta eleição se assemelha a uma eleição para PM, termos um candidato que faz uma afirmção destas é de louvar. Mais do que legislar, influenciar ou intervir, Cavaco quer abrir caminho, desbravar terreno para que o Governo e toda a Sociedade Civil possam cumprir o seu papel, melhorando o País. Quase que se pode dizer que nada mais quero do Presidente. Que saiba, com a sua acção, acabar com os entraves que o sistema ainda coloca aos cidadãos que se pretendem aventurar e resolver os seus problemas, os problemas de Portugal.
Tiago Alves

A Europa a nossos pés

SLB! SLB! SLB! Glorioso, SLB! Glorioso, SLB!
Tiago Alves

terça-feira, dezembro 6

pré-declaração

Em resposta ao repto que me foi lançado, e enquanto preparo uma maior e mais abrangente Declaração de Voto, venho dar uma pequena achega:

Caro Cavaco, a Quimigal começou a cair muito antes de cavaco chegar ao Poder: foi uma das grandes vítimas do PREC. Como sabes, e sendo o Barreiro uma cidade operária, verdadeiro combustível para o fogo comunista (com greves e manifestações sempre apimentadas com violentas reprimendas policiais), logo tudo se tornou, passe a expressão, numa rebaldaria, assim foi dada a liberdade e o Poder caiu à rua, nos conturbados e quentes tempos pós-Abril. Debandada de trabalhadores, greves regulares, roubos e prováveis desvios de dinheiro, acompanhados de um progressivo desinteresse e fuga dos antigos donos, fez a antes maior empresa portuguesa entrar em rápido declínio. Não creio que se possa imputar grandes culpas ao professor..

Quanto à EDP, permite-me que me manifeste a favor da subsidariedade. Essas pequenas empresas que falas nunca tiveram, penso, qualquer independência da EDP, sendo apenas maneiras de a eléctrica gerir a sua dimensão, e dividir o negócio por segmentos territoriais, de forma a enfrentar os problemas a uma menor escala (isto tem um nome e chama-se Estrutura Multidivisional ou Forma M, via aulas de Introdução à Empresa. Pergunta à Cátia), de forma a estar mais perto do cidadão. Não sei se foi proveitoso no caso se não. Sei, porém, que a EDP está pujante hoje; e se mais não o está, será provavelmente devido àqueles 24% pertencentes ao Estado, que insiste em manter sempre a Gestão debaixo de fogo (a propósito, hoje a capa do DE é sobre este assunto).

Quanto à CP não me vou pronunciar muito porque verdadeiramente não tenho informação para o fazer. Li, recentemente, que está em falência técnica, porque o Estado não lhe paga os serviços prestados. Males de uma empresa pública, penso que com ou sem Cavaco. Além da carência de objectivos, de estratégia e de uma gestão como deve de ser, ainda tem de vender fiado ao patrão. Seja como for, temos solução: privatizar.

O cartel que falas que envolveu a REFER é um caso bem recente... Não sei se deriva de algum sistema de recrutamento e/ou deslocação de funcionários criado pelo professor Cavaco mas, seja como for, penso que não se pode estabelecer grande ligação.

Dividir para destruir? Penso que não. Penso que quando se divide algo é porque se pensa, sinceramente, que a dimensão da empresa se estava a tornar um problema, e que talvez fosse melhor separar áreas de negócio. Além disso, vemos que em Portugal pontificam vários campeões nacionais que, se bons para si próprios (pois sobrevivem à custa de monopólios patrocinados pelo Estado) são maus para os consumidores, pois deturpam o seu bem estar e vão estar em grandes dificuldades num futuro próximo, dados os problemas que vão enfrentar para se adaptarem à concorrência vinda de fora (ou mesmo de dentro) com os ventos liberais que teimam (e ainda bem) em invadir o nosso país, fomentados pela Globalização e pelo desejo do aumento do bem estar social.

Espero ter dado algumas respostas úteis. Com sorte ainda posto esta semana a bonita Declaração de Voto que, estou certo, também servirá para discutirmos. Sempre numa lógica saudável e de fair-play, como é hábito.
Tiago Alves

segunda-feira, dezembro 5

Outra, também rapidamente

Se há coisa que se pode (e deve) realçar no primeiro debate presidencial, que colocou frente-a-frente os dois independentes, é a elevação, o respeito e a postura demonstrados. Não me lembro de, recentemente, ter assistido a uma discussão com tamanho grau de equilíbrio entre o confronto de ideias e a educação.

Se uma pequena ironia é às vezes necessária e mesmo desejada ("Reconheço que o deputado Manuel Alegre é independente. Não teve, como pretendia, o apoio do partido"), qual sal para apimentar o debate, algo que ultrapassasse a (ténue) fronteira só contribuiria para despretigiar e descredibilizar ainda mais os nossos actores políticos. Não foi assim que aconteceu nos estúdios da SIC.

Só foi decerto possível por tanto o professor como o deputado serem pessoas de elevada personalidade e bom senso, que sabem que não é com gritos, ataques ou baixarias que se leva a água ao moinho. Mais do que isso, porém: não são assim. Não é assim que acham que se deve fazer política. Aplauso para ambos. Para outro dia também a análise técnica se bem que o resultado, como já havia sido antecipado, foi sem dúvida o empate, não devido a tácticas extremamente defensivas, penso, mas devido ao respeito que o adversário inspirava.

Publicado n'O Eleito
Tiago Alves

Rapidamente, uma pequena opinião

Acho que o Estado não se devia meter. Melhor e mais elaborada opinião para um outro dia.
Tiago Alves

domingo, dezembro 4

Hoje e sempre, exemplo

25 anos depois, ainda entre nós, portugueses
--------------------------
"A política do Governo [AD, eleito em 1979] é por natureza humanista no projecto, portuguesa na raiz e europeia na vocação. Contribuir para a edificação de Portugal democrático é o seu objectivo. Ajudar o processo de revitalização da sociedade civil e fomentar o reencontro entre o Estado e os cidadãos é o seu método. O Governo está interessado no aprofundamento das solidariedades entre os Portugueses, na afirmação e realização da pessoa humana e no desenvolvimento da justiça social. Como está interessado num exercício mais amplo das capacidades da iniciativa privada, individual ou de grupo, na convicção de que o progresso material do País tem nela o seu motor principal."
Excerto do discurso de tomada de posse do então Primeiro Ministro, Sá Carneiro, na AR, em Janeiro de 1980
Tiago Alves

sábado, dezembro 3

Deja vu...

O site do MP3 (Mário Presidente 3) tem lá uma coisa engraçada que se chama: 30 ideias para melhorar a tua [dos jovens] vida. Como seria de esperar, perdem-se sempre nos lugares comuns. Reforço disto, apoio àquilo, promoção ou reconhecimento de tal. Medidas concretas e como aplicá-las: zero.
É sempre bom dizer o que os outros querem ouvir... Difícil é concretizar o como. Faz-me lembrar os 30 000 e tal caracteres (excluindo vírgulas) que o outro tinha no programa para Lisboa. Ele há coisas!
Tiago Alves

sexta-feira, dezembro 2

7 Perguntas aos possíveis Eleitos

Embora autor ausente tenho-me mantido leitor diário pelo que, e esperando não vir atrasado, também me lanço nas perguntas:

1- Se for eleito PR estará disposto a apoiar uma revisão alargada da Constituição da República, através do fomento do debate civil e apresentando mesmo algumas propostas concretas?

2- Quais são, se os há, os denominados sectores estratégicos da economia nacional, os tais em que o Estado deve manter um certo controlo?

3- No seguimento da pergunta anterior, e de forma concreta, está disposto a pressionar o Estado para abandonar as posições douradas ou de poder de veto onde os mesmos já se revelaram ineficientes (Galp) ou prejudiciais para os consumidores (PT)?

4- No que toca à política externa, qual considera ser o papel da UE no mundo globalizado, nomeadamente no que toca às relações atlânticas?

5- Qual a sua posição em relação à constante renúncia do poder Central em possibilitar a abertura de Faculdades de Medicina privadas?

6- De que forma pretende, caso seja eleito, contribuir para a competitividade das nossas empresas? De forma directa, está disposto a definir o tipo de empresas sem futuro no nosso panorama empresarial?

7- Que formas de energia alternativas entende como de exploração prioritária no nosso País, de modo a podermos, de modo rápido mas sustentável, afastarmo-nos da dependência do petróleo?

Obrigado.

Publicado n'O Eleito
Tiago Alves