domingo, julho 31

a última dança

"A companhia acabou de uma maneira tão inesperada (que) todos
sentimos a necessidade de uma última reunião em palco"

No teatro Camões estão neste momento 27 bailarinos a dançar juntos, pela última vez sob o epíteto da Gulbenkian.
Calouste estará triste, hoje.
Francisco Sousa

Telescopiando

Via Blasfémias, encontrei este artigo de Rui Rodrigues, no maquinistas.org, que nos elucida de forma pragmática, sem termos técnicos nem introduções vistosas, sobre o disparate que é a Ota, ao mesmo tempo que defende a linha de alta velocidade.
Ricardo Antunes

Diz o roto ao nu


Tem piada!
Francisco Sousa

o PS e as contas

O PS e as contas sempre se deram mal. Desde as trocas de milhares por milhões de contos, protagonizada por Mário Soares em idos tempos à rábula do PIB de Guterres, passando pelos Orçamentos e rectificações, eis uma nova maneira de mostrar a matemática que nos vai na alma.
Alguém fez as contas e parece que a bancada socialista só se pode queixar de si própria no que toca à não aprovação da limitação dos mandatos dos líderes insulares.

Francisco Sousa

sexta-feira, julho 29

estardalhaço - a definição

No DN de hoje, o barómetro mostra (outra vez) uma queda socialista nas intenções de voto. A dada altura, aparece a seguinte frase:

"Dado que Campos e Cunha e Freitas do Amaral causaram enorme estardalhaço na comunicação social, e em particular nas televisões, é normal que os portugueses tenham acompanhado o folhetim da crise governamental atentamente e não tenham gostado do que viram e ouviram."


estardalhaço, via priberam.pt
s. m.
grande bulha
estrondo; ostentação;
espalhafato;

Eles fizeram tudo isto? G'anda cena meu!
Francisco Sousa

É lindo de ser ver

Os responsaveis pelo colapso da agricultura alentejana, ou seja, aqueles que fazem com que o Alqueva seja (quase) desnecessária para regar a nossa vasta planície, vêm agora insurgir-se contra a cedência de água a Espanha.
Francisco Sousa

the number

113 000 000
Francisco Sousa

quinta-feira, julho 28

Luciano "Excelente" Amaral

"...o homem [Mário Soares] que presidiu ao nascimento do regime estaria perfeito para presidir também ao seu funeral".
última frase de mais um editorial do "excelente" Luciano Amaral, no DN

O professor é daqueles que não desarma. Continua a bater-se pela mudança do sistema, insiste em que esta democracia e este modelo social que tanto se apregoa é inadequado para os tempos que correm, que há potencial para melhorar e, melhor que tudo, consegue em cada texto mostrar novos argumentos e novos caminhos para chegarmos ao ponto que ele pretende.
Se na blogoesfera é mais fácil faze-lo, pois uma boa parte dos bloggers de Direita se assumem liberais, o facto de Luciano Amaral ter a sua coluna num colosso como o DN mostra que o professor é, provavelmente, aquele que neste momento dispõe de maior margem de manobra extra-blogs para imprimir uma grande dinâmica ao projecto liberal, tarefa à qual não tem fugido, sendo um dos promotores do Noites à Direita e lançando para o debate todas as ideias que considera essenciais, não se coibindo até de discutir a História da nossa democracia com Manuel de Lucena, uma das discussões mais interessantes de seguir dos últimos tempos, entre colunistas.
Aposto que, na Nova, leva o Hayek escondido para as aulas. Por falar nisso, tenho de ver se me inscrevo em História Económica!
Tiago Alves

terça-feira, julho 26

Deja vu





Consta que os telefones das emissoras de rádio nacionais não param de tocar. Os ouvintes perguntam o porquê de estarem a passar notícias e crónicas dos anos 80.
Francisco Sousa

A mim ninguém me cala!

Parece que Soares avança, mas Alegre não desarma. A disponibilidade para representar a área política do PS tranforma-se na disponibilidade para representar a área política do PCP.
Francisco Sousa

domingo, julho 24

Telescopiando - a coerência

"...o lançamento de obras faraónicas não faz qualquer sentido para o país, na actual conjuntura - e terá sido esse o cavalo da batalha perdida pelo independente Campos e Cunha, o que o terá levado a abandonar o Governo. Do outro lado da barricada, estavam os que não conseguem pensar no país sem pensar no partido, que precisa de grandes obras para ganhar votos e garantir financiamentos."

"Para isto [convencer os portugueses de que é o homem certo], Sócrates precisa de muito mais que estratégias de comunicação. Precisa de coerência."

Paulo Camacho, na sic online.
Ricardo Antunes

Oh Francisco

Parece que o Francisco já leu o meu último post, em apenas meia dúzia de minutos, e veio-me perguntar no MSN porque é que eu escrevia esquerda com minúscula e Direita com maiúscula.

Oh Francisco, isso nem parece pergunta de uma pessoa inteligente como tu!

JMF

Ontem fui à praia


Ricardo Antunes

O problema do PS

O debate presidencial conheceu nestes últimos dias uma espantosa série de acontecimentos em catadupa. A entrevista de Freitas precipitou as coisas, e se a Direita anda sossegada com a possível candidatura do prof. Cavaco Silva, já a esquerda parece também não andar a dormir. A máquina tem andando activa, a sondar o pessoal, e a entrevista de freitas fez abanar profundamente as fundações.
O PS não anda muito importado com esta demora de Cavaco; tem mais tempo para se preparar para quando chegar o momento. O problema foi mesmo Freitas.
O PS sabe que o professor seria um bom candidato para apoiar, traria muita direita e muito centro, mas também sabe que a extrema esquerda não o apoiaria, ainda mais se visse propostas direccionadas para os já citados espaços.
O PS sabe que Manuel Alegre também seria um bom candidato, que granjearia muito apoio à esquerda e em alguns sectores da sociedade, dado o seu carisma. Mas também considera importante a adversa união de uma boa parte do centro com a Direita.
Ou seja, o PS sabe que tanto Freitas como Alegre não chegam aos 40%, embora sejam 40% bastante diferentes. Por isso o PS anda à procura do eterno papá.
JMF

a Prisoe

Isto é uma vergonha. Sai o presidente da CMVM e entra logo tudo numa rebaldaria.
Francisco Sousa

Fernando Pinto apoia Campos e Cunha

Título populista e com um pico de demagogia, é verdade, mas não deixa de ser verdade que a Fernando Pinto devemos a recuperação da TAP nestes últimos tempos, e olhem que foi pelo lado da despesa, pois não tenho conhecimento de qualquer aumento de tarifas (à atenção de Teixeira dos Santos).
Por isso, quando o gestor brasileiro diz uma coisa destas, acho que alguém deveria prestar atenção.

Francisco Sousa

sábado, julho 23

Os Deuses devem estar loucos

Mário Soares pondera candidatura a Belém
DN de hoje
Francisco Sousa

sexta-feira, julho 22

Blogspot em baixa

Manda-me mensagem o Tiago a dizer que teve metade da tarde a tentar actualizar O Telescópio e a Blogspot em baixo. Não se faz.
Desculpa lá Tiago, mas agora também vou sair, pelo que fica a actualização sem nada de actual.
Pedimos desculpa a todos os que aqui se dirigem. Reclamações é favor contactar os senhores da blogspot.

Francisco Sousa, em nome do think tank (sempre quis escrever isto)

quinta-feira, julho 21

As fugas e as tralhas

Acho que o João devia aqui vir e dizer que, afinal, o que fica para a História é a segunda fase das trapalhadas e da tralha, que leva, de novo, um grande economista e professor da FEUNL a abandonar o barco socialista nos primeiros dias.
Depois de Nogueira Leite em 96, Campos e Cunha em 2005.

Tiago Alves

Telescopiando

Vem mais uma vez ao de cima uma das principais fragilidades do nosso regime: o poder efectivo não reside no Parlamento nem no governo, por clara que seja a maioria sufragada, mas na mediocridade boçal dos aparelhos partidários, infestados de figurões e figurinhas eleitos por algumas centenas de votos comandados por sindicatos de interesses, para quem é vital a torneira do orçamento.

mais uma excelente posta no Blasfémias, ainda a propósito do tema do dia.
Ricardo Antunes

Teixeira dos Santos

O ex-presidente da CMVM, Teixeira dos Santos é o novo Ministro das Finanças.

Deve ser para segurar a Bolsa, que hoje, por acaso, até abriu no verde. Resta ver a confiança que os agentes económicos irão depositar neste amigo, e já agora a confiança que o amigo Sócrates lhe dará.
Francisco Sousa

O Cansaço II

N'O Público pode-se ler que Sócrates terá forçado a demissão de Campos e Cunha.

As divergências entre o académico e o primeiro ministro já são visíveis há muito tempo, devendo ter começado logo nos primeiros dias, com as SCUT, o primeiro "grande sapo" a que o ex-ministro teve de se sujeitar, a bem das promessas. O que é certo é que o independente e rotulado Campos e Cunha, antes um nome sonante, capaz de motivar qualquer Governo e de desmotivar qualquer crítica, depressa se tornou um alvo demasiado fácil pela sua incapacidade política. O episódio da reforma, inteiramente justa e justificada, é sintomático. Ninguém conseguiu explicar não só a legitimidade como também a justeza de pagar a alguém que, entre muitos poucos, esteve durante cinco anos no Banco de Portugal.

Com o avançar dos dias, Campos e Cunha ter-se-á apercebido que estava a perder o apoio do PM quanto aos seus projectos de redução de despesa. É que a contestação veio mais rápido e mais forte do que se poderia imaginar, tantos foram os alvos. Talves nesta altura Sócrates já tenha dito ao seu ministro para ele ter calma...

A calma foi-se quando foi anunciado aos gritos (por Jorge Coelho, lá está) o Hospital de Faro, assim como a Ota e o TGV, e Campos e Cunha viu-se obrigado a marcar a sua posição, com a polémica entrevista e o artigo de opinião no Público, que tanto celeuma causaram. Foi a vingança do ministro, o grito abafado (ou não) de que algo não estava bem, de que aquilo não era o plano dele. Em menos de dois minutos, sabemos que já há substituto. Em menos de um segundo percebemos que há uma semana que Campos e Cunha não é ministro.

Tiago Alves

O cansaço

Foi ele quem me recebeu no meu primeiro dia de Faculdade. Foi o meu Director durante o primeiro semestre. Foi ministro das Finanças. E não chegou lá por ser amigo de alguém ou por indicação do Jorge Coelho. Ontem saiu, diz-se cansado. Não volta a ser o Director, mas decerto voltará ao A 14 e às salas de aula muitas mais vezes.
A FEUNL está aberta para si, sr. Professor.

Tiago Alves

A viagem de Freitas

Depois da célebre delonga CDS - PSD - PS, eis o segundo capítulo, concluído há dois dias na famosa entrevista, celebrado hoje no DN: Apoiante - Abstencionista - Adversário
Francisco Sousa

quarta-feira, julho 20

Hoje há exame de História!

Já tenho saudades de dissertar sobre os motivos da II Guerra, sobre as encruzilhadas tácticas de Hitler e de como a guerra teria sido diferente caso Rommel chefiasse os exércitos europeus. Já agora, o que teria acontecido se alguém tivesse tido a decência de acordar o Furher aquando da invasão na Normândia, dando a ordem para os Panzer avançarem mais cedo, ao invés de dois dias mais tarde, quando a aviação aliada já tomava conta da situação?
São estes pequenos e deliciosos momentos que tornam os exames de História memoráveis. Qualquer dia vou lá repetir.
Francisco Sousa

O prof. Freitas e o centro

Com a entrevista de hoje ao DN dá para tentar milhões de cenários.
Numa de teoria da conspiração, arrisco esta.

Janeiro de 2005. O Governo já caiu, a campanha já marcha e as sondagens dão uma imensa maioria ao PS de Sócrates. Embalado pela onda, as promessas saem em catadupa, António Vitorino surge como um grande salvador da Pátria envolvido no grande projecto tecnológico (embora Sócrates já saiba que ele vai ser advogado) e surge, como que de repente, um outro grande nome da nossa democracia, Freitas do Amaral, a dar o seu apoio a uma maioria socialista.

Não parece querer tacho nem protagonismo. Diz apenas que o país está num momento delicado e que apoia, como qualquer cidadão no pleno gozo dos seus direitos políticos, o projecto que, diz, será o melhor para Portugal.

Nos corredores fala-se de uma troca de favores. Freitas oferece apoio e Sócrates promete-lhe qualquer coisa. Nunca ninguém percebeu muito bem o quê visto, como já foi implicitamente dito, Freitas não precisa de dinheiro, não está mal de vida, não precisa de nenhum cargo numa qualquer empresa pública para se relançar. De realçar a sua constante afirmação de que sempre foi um homem do centro, assim como o CDS que fundou, e que por isso, ao apoiar o PS, continuava igual a si próprio...começa aqui a teoria.

Freitas toma posse como MNE em Março de 2005, deitando a língua de fora aos "invejosos", que não estavam, como ele, num governo fantástico, cheio de "supra sumos"...como ele. Um primeiro erro, certamente, mas único, que teve o condão de deixar o ministro mais conhecido do Governo numa predemitada sombra, demarcando-se das polémicas, deixando a aura de ser dos mais disciplinados, de estar ali a cumprir o seu trabalho e nada mais, que lhe vale, neste momento, o título de "mais popular no Governo", já mais recentemente.

Em Julho de 2005, numa polémica entrevista, Freitas começa a demarcar o seu terreno para o grande objectivo, conseguindo, com escolhidas palavras, pôr a nu as fragilidades da candidatura que muitos consideravam vitorioso à partida, nomeadamente com as brilhantes expressões "salvador da pátria" e "cheque em branco". Além disso, critica as algumas escolhas do Governo onde se insere, desde a campanha até às "falhas de comunicação", criando base para a sua saída e ainda creditando-se junto da opinião pública, muito agastada com as recentes actuações.

Mostra-se então a verdadeira moeda de troca que esteve na mesa em Janeiro. Freitas empresta nome e corpo a um Governo sedento de classe e pompa, levando em troca a posição de candidato socialista à Presidência, não de esquerda nem de direita, mas sim do centro, a sua grande bandeira ideológica. Quanto ao PS, é um fardo que é aliviado, visto o partido não ter, à vista nem ao que parece escondido, um nome para combater o de Cavaco Silva. Sócrates sempre soube que Guterres e Vitorino não estavam disponíveis, e que Manuel Alegre o levaria a perder alguns votos mais moderados.

Resultado: Temos a corrida lançada. O único problema de Freitas será a esquerda não democrática. Será que vão pedir de novo aos camaradas para votarem sem olharem ao nome, mas não votem no da Direita, como em 1986? Seria irónico não seria?

JMF

Sim, sr Ministro dos Negócios Estrangeiros

"Quando um Governo anuncia medidas difíceis, há sempre problemas de comunicação"
José Sócrates, citado pelo DN
Francisco Sousa

ai não?

"Não seria estranho se saísse do Governo para ser candidato"
Freitas do Amaral, na polémica entrevista ao DN
Tiago Alves

Portugal a arder

Mais de metade do país em alerta acima do amarelo. Risco Elevado de incêndios.
Como já ouvi em algum lado, tudo na mesma...a diferença é que este ano a culpa não é do Governo.

Tiago Alves

domingo, julho 17

O quê?

PCP não quer nenhum funcionário público a ganhar mais que 90% do salário do PR

Mais alguém sem ser eu acha que o nosso PR serve apenas para cortar fitas, dar beijinhos, dizer que "há vida para além do défice" ou que "as medidas restritivas são necessárias", além de, numa transformação recente, pregar aos ventos a sua pesada consciência devido à má situação do país?

Os PR's deviam acabar os seus mandatos e ter uma experiência, ainda que curta, no cargo de PM. Então eles na Presidência não diziam sempre o que se devia fazer, contrariando muitas vezes os Governos, especialmente os de Direita? Pois bem, devíamos dar-lhes a oportunidade.
Francisco Sousa

OK OK, era o sistema presidencial

O post anterior suscitou a maior afluência às caixas de comentários de sempre!! Sim, quatro comentários, embora dois para criticar, ainda que construtivamente, a respectiva posta.
Sim, era o sistema presidencial. Não conheço a fundo o método de eleição para o Senado, pelo que era óbvio que as contas se basearam no modelo que o Mundo aprendeu a rejeitar a partir do momento em que Bush ganhou a Al Gore com menos uns quantos milhares de votos.

Tiago Alves

sexta-feira, julho 15

As nossas contas

Depois de terem feito a comparação entre os 230 e os 180, nós aqui n'O Telescópio não quisemos ficar atrás e quisemos saber como ficaria o nosso novo Parlamento (a 180, com os números do AA) se em vez do sistema alemão se usasse o sistema americano.
As conclusões não são nada agradáveis.

Resultados 2005, via Legislativas.mj.pt

Açores54 4 PS
Aveiro151212 PS
Beja322 PS
Braga181414 PS
Bragança433 PS
Castelo Branco533 PS
Coimbra1077 PS
Évora333 PS
Faro866 PS
Guarda433 PS
Leiria108 8 PSD
Lisboa483838 PS
Madeira644 PSD
Portalegre222 PS
Porto383030 PS
Santarém1088 PS
Setúbal171414 PS
Viana do Castelo644 PS
Vila Real544 PS
Viseu977 PS
Europa222 PSD
Fora da Europa222 PSD

Resultados finais:
PS com 164 deputados
PSD com 16 deputados

Tiago Alves

Conversas sobre os sindicatos de polícia

- Sabias que ameaçaram bloquear as pontes sobre o Tejo?
- Não faz mal! A nossa polícia dá cabo deles!
Ricardo Antunes

Frases soltas num dia de greve

"É uma vergonha"
"Vimos de longe para uma consulta marcada há dois meses, chegamos cá e não há"
"Ao menos tinham avisado escusávamos de vir cá"
"Não concordo nada com isto"
"Já perdi uma manhã de trabalho...e ainda vou ter de perder outra"
"E agora? E agora vou-me embora"

na SIC
Ricardo Antunes

Ninguém pára o Carmona!!

"O Governo quer fazer um hospital central na zona oriental de Lisboa, o Hospital de Todos os Santos? Pois bem, apoiarei essa medida. Nunca deixei de apoiar boas ideias, venham elas de onde vierem"
via DN

Ele vai ganhar, ele vai ganhar!
Ricardo Antunes

A saga continua

Continuo a descobrir blogs alternativos, desta vez via Blasfémias.
A Galeria dos Horrores. Obrigatório.

Tiago Alves

Telescopiando - já não se atura o dr. Soares

O dr. Soares quer negociar com eles [os terroristas] ? É muito simples vá comprar o Alcorão e comece a deixar crescer a barba.
João Miguel Tavares, no DN
Francisco Sousa

Já lá estão

Saem hoje as notas dos exames do Secundário, mas a greve pode atrasar a afixação

Se alguém descobrir uma escola aberta para vê-las e tratar das candidaturas, sinta-se com sorte.
Francisco Sousa

a tal História - hoje há greve geral

São também estas coisas que me fazem pensar que o Governo está no bom caminho. Já ouvi por ai falar de uma manifestação reaccionária. Para quando?
Tiago Alves

quinta-feira, julho 14

Blogtoon

Descobri um blogtoon fantástico, por intermédio dos Jaquinzinhos, de nome Professor Doutor. Vale a pena uma vista de olhos pelos menos recentes e delirar quando alguma nova posta sai cá para fora. Simplesmente brilhante.
Recomendamos vivamente.

Tiago Alves

Avanços liberais

Tens razão, Francisco. Por isso vou postar curto agora.
O texto que escrevi não foi, originariamente, para O Telescópio, mas como gostei dele, decidi partilhá-lo com os nossos colegas da blogoesfera, ainda que com algumas adaptações. A versão original está no Diário do Barreiro.

Tiago Alves

Preocupações conservadoras

Tiago, tens de começar a intervalar postas longas com postas curtas, sob pena de ninguém te ler pá!
Francisco Sousa

Long Play - os chumbos e a perspectiva política

Será que os nossos alunos são assim tão maus a matemática?
A pergunta, ainda que abafada pelas discussões sobre o elevado grau de abstracidade do enunciado, sobre os critérios de correção e – imagine-se – sobre culpas genéticas no que respeita ao domínio da ciência dos números, continua a pairar sobre os críticos ou simples cidadãos anónimos.

O laxismo de que se fala por aí já existe há muito, e acredite-se ou não, pode ter causas políticas. A conturbada passagem à democracia causou na maioria dos jovens e trintões de então uma grande perspectiva de grupo. Se estás no grupo, estás bem. O grupo, herança das ideias socialistas que então andavam muito em voga, enraizarou-se numa população sedenta da liberdade que lhes fora tirada durante anos, e a criação deste grupo onde todos pertencemos surgiu como uma ideia de protecção, onde todos somos todos, e todos somos iguais e lutamos pelo mesmo. Com ilustres defensores, mestres na retórica, começou aqui aquilo que hoje se chama a “cultura do laxismo português”. Somos livres, fazemos o que queremos, e não queremos trabalhar, não nos interessa ser os primeiros, basta-nos um lugar no grupo. Como se diz na tropa, “nem bom cavalo nem bom soldado”.

Os trintões de antes educaram os jovens de agora, e os jovens de antes são agora os trintões ou quarentões que, embora talvez mais lúcidos e ambiciosos, não escaparão à culpa de teresm contribuído para esta nostalgia que é o lutar pelo suficiente.

Transferindo para a escola, o grupo existe nos programas, feitos para o mediano, nos testes, feitos para a média, esses conceitos asfixiantes do mérito individual e que, como se não bastasse esta perspectiva quasi genética, contribuem ainda mais para a desmotivação de cada aluno. Luta-se para passar, não se luta para ser o melhor. "Chega um 3, para quê um 5? Nem mesmo quando as notas interessam, lá no fim do 12º ano, se consegue melhor", e é por isso que a nota mínima de 9.5 valores é importante, assim como o fim da vergonha dos percentis. A quem interessa acabar com média de 18? Lá os médicos e os marrões! E na Universidade? Passar já uma sorte, já somos heróis!

O nosso ensino não superior deveria dar as bases necessárias para encarar a vida adulta, pois muitos (mesmo muitos), além de não conseguirem, também não desejam ir para a Universidade, e preferem entrar logo no mercado de trabalho, não devendo ser discriminados por isso. Milhares de trabalhadores não têm sequer o 9º ano, mas são o exemplo perfeito do self made man, o tal que se faz a ele próprio, que pega na ideia e faz dela vontade, que pega na vontade e faz dela realidade. Isto no tempo em que o grupo não era mais importante que o indivíduo.

Tiago Alves

Nós também, nós também!!!

E Jorge Coelho não teve dúvidas em dirigir-se a Bárbara Guimarães e dizer-lhe que o PS gosta de a ver ao lado do marido.
Francisco Sousa

Frente Desportiva - Ninguém pára o Benfica!!

Benfica 3-0 Carouge.

É certo que o clube milita na 2ª ou 3ª Divisão Suíça, mas também é verdade que poderiam ter sido 7 ou 8, tendo em conta as três bolas nos ferros e o massacre que os defesas e o guarda redes adversários sofreram. Excelente fio de jogo, algumas jogadas muito bonitas, onde já se denota a "mãozinha" de Koeman. E jogar com o Karyaka e o Assis em simultâneo parece-me, além de corajoso, importantíssimo.

Francisco Sousa

Contagem Decrescente

Notas dos exames nas pautas amanhã

É amanhã que milhares de alunos respiram (ou não) de alívio. Lembro-me quando foi comigo. Já estava tudo mais ou menos decidido, mas não deixa de haver aquele apertozinho. Afinal, vamos saber as notas das provas mais importantes da nossa vida estudantil. As que decidem se seguimos ou se ficamos, mais um ano, ou se abandonamos, ou se vamos para onde não queremos.
Já ouvi dizer que há mais vagas, mas penso que o clausulus de Medicina vai voltar a valores acima dos 180. É que aquele exame de Biologia, comparado com o do ano passado, era um exame de nono ano! Seja como for, boa sorte para todos!

Francisco Sousa

Telescopiando

O "excelente" Luciano Amaral, no DN de hoje, fala-nos sobre o regime demo-liberal que deseja celebrar, e explica, com o espartilho próprio de quem tem de cumprir limites de caracteres, porque é que as palavras socialismo e liberdade não combinam.
JMF

O Illuminatus


Ricardo Antunes

Terrorism

Hoje vou aproveitar e mandar uma mão cheia de e-mails e fazer uma dúzia de chamadas que ando para fazer e mandar umas minhentas SMS a várias pessoas porque amanhã não sei quem me estará a ouvir.
Ricardo Antunes

A réplica

"Tal como um terramoto, os atentados em Londres tiveram uma réplica - e ela sentiu-se ontem [terça-feira] à noite. (...) Que estes homens quisessem matar e morrer é muito mau. Mas que tenham nascido e sido criados neste país é ainda pior."

Jonathan Freedland, no The Guardian. via DN
Ricardo Antunes

quarta-feira, julho 13

Post Scriptum

Esqueci-me de pôr o PS na posta anterior, para responder à provocação dos amigos do Arte da Fuga.

O Telescópio revê-se na nova geração de intelectuais urbanos e trintões que se assumem descomplexadamente de direita embora ninguém aqui seja trintão... Porém, para lá disto, pouco mais nos une do que o Benfica, pelo que qualquer conotação com as várias facções da direita só pode ser feito a título individual. Não sei se alguém se irá situar em algum destes espartilhos (e espartilhos não tem qualquer conotação negativa), mas quanto a mim, o liberalismo fascina-me bastante, e não é por acaso que ele anda por aí, cada vez mais visível, tendo na blogoesfera uma das suas principais aliadas.

Tiago Alves

Telescopiando - não falta aqui nada?

Tem três adversários que não lhe darão tréguas, mas que, por isso mesmo, lhe permitirão mostrar quanto vale e porquê.

Vasco Graça Moura no DN - os trabalhos de Carmona Rodrigues

Vasco Graça Moura elogia Maria José Nogueira Pinto, apesar de afirmar, como já aqui foi feito, que cada voto nela é um voto que não ajudará o independente apoiado pelo PSD a levar de vencida a esquerda.
Aponta qualidades a Ruben de Carvalho, do PCP, profundo conhecedor da capital, embora muito ligado à ortodoxia partidária.
Não esquece Sá Fernandes, evocando o leque de apoio, muita mais largo que a franja do BE, não esquecendo também as suas causas perdidas e as animosidades que daí lhe poderão advir.
E pronto. Alguém nota alguma coisa de estranho ?
Tiago Alves

Será sempre a Catedral

Benfica negoceia venda do nome do estádio
in SIC.pt
Francisco Sousa

Matematicando II

O Ministério da Educação quer reorganizar a componente não lectiva - fora das aulas - dos professores de matemática. O objectivo é transformar parte do horário em estudo acompanhado e apoio aos alunos.

Há uma disciplina que se chama Estudo Acompanhado e que, salvo erro, existe desde o 5º ao 9º Ano, sendo, como o próprio nome indica, vocacionada para ajudar os alunos a terem método de estudo, logo desde bastante cedo.

Em vez de fazer parecer que a Matemática é o bicho e obrigar os "pobrezinhos professores de matemática a ficar mais tempo nas escolas", porque não melhorar o programa das ditas aulas, reduzir por exemplo as turmas, criando uma aula por turnos (a exemplo do que se faz a EVT) e, essencialmente, formar os professores de modo a torná-los aptos a seguir o programa desta disciplina, em vez de improvisarem, como é hábito? Para as disciplinas de Área Projecto e de Formação Cívica, idem idem, aspas aspas.
Francisco Sousa

terça-feira, julho 12

Telescopiando - os pacifistas

No tempo da guerra fria, os pacifistas foram os idiotas úteis dos soviéticos. Agora são os idiotas úteis dos terroristas. Dos que atacaram Nova Iorque, Washington, Bali, Madrid, Londres, Bagdad, Telavive e Jerusalém.
António Ribeiro Ferreira, no DN de hoje
Tiago Alves

Mudam-se os tempos, mantém-se as despesas

Continuamos na mesma.
Vinha ontem no barco e vi isto no DE:
Do investimento total de 4,69 mil milhões de euros previsto no âmbito do Novo Programa de Incentivos à Modernização da Economia (‘Novo PRIME’), 1,5 mil milhões de euros serão de financiamento público, e dos quais 900 milhões de euros são recursos adicionais não incluídos no orçamento inicial do projecto.

Ou seja, continuam-se a subsidiar empresas para elas não fecharem e/ou deslocalizarem, agora sobre o pomposo nome de PRIME, um dos tentáculos do tal Choque Tecnológico que tanto por ai se fala. Ao invés de se acabar com os impostos, deixando as PME's seguirem o seu rumo e escolherem o que é melhor para elas, deixando morrer as ideias que não são profícuas para ceder passagem aos projectos capazes de criar VAL, vamos subsidiar aquelas que se chegam à frente (ou as que têm conhecimentos no meio), distorcendo o mercado, criando mais uma bolha de oxigénio, do género da criada pelo eng. Guterres e brutalmente rebentada pela sra. Ferreira Leite.

A fórmula socialista passa sempre por redistribuir riqueza sem se preocupar com a sua criação. Porque, já dizia o meu professor de Finanças, "para redistribuirmos riqueza, para pagarmos reformas, temos de a criar". Se no passado, com a economia a crescer nos 5 pontos, tal caminho deu o buraco que deu, agora, com impostos estagnadores e a economia no meio ponto percentual, o que nos espera?

Tiago Alves

PS: quando cheguei ao Barreiro, deparei-me com um anúncio de greve. Devem querer subsídios...

Matematicando

70% dos alunos chumba a Matemática no exame de 9º Ano. 20% com nota 1.
via A Arte da Fuga

Eu não tenho grande moral para falar pois tive um belo 3 no final do meu nono ano (fui ver aos relatórios na gaveta). Porém, acho que posso dar o testemunho de que a matemática é dada, e não ensinada, nos primeiros anos. Dão apenas um conjunto de regras, tipo fórmulas, às quais nos devemos agarrar para resolver os problemas. Dizem-nos que determinado número é determinada coisa, e o que podemos fazer com ele, sem nos darem um mínimo de contexto e/ou história, sem um pequeno comentário sobre como foi possível chegar àquela solução. Está lá e pronto.

No Secundário, de novo na Matemática, a saga continua, excepto nas aulas dadas por aqueles fantásticos professores que às vezes chegam carregados de cubos e outras formas e nos põe às voltas com eles, ou nos levam um dia ou outro para o pátio e nos mostram a matemática nas árvores e nas estrelas.

Na Matemática, no Secundário ou no Básico, assim como a todas as disciplinas, a maior parte dos programas rege-se por conceitos e sua aplicação, dando a impressão de que já está tudo inventado, criando uma sensação de irrevisionabilidade ao aluno que o leva a centrar a sua ambição no saber o que já se sabe e dizê-lo no teste/exame, ao invés de lhe aguçar a imaginação ou a simples curiosidade de compreender certos gaps na matéria (os tais "não faz parte do programa") que podem ser escalrecidos com simples idas à biblioteca ou uma conversas com os professores.

O problema pode estar também na avaliação dos professores, mas o principal pilar deste (des)aproveitamento no ensino obrigatório também se encontra nos programas e no espírito com que encaramos o ensino.

Francisco Sousa

A nossa fuga

E como consequência tivemos o nosso blog linkado no A Arte da Fuga, além de um comentário compreensivo sobre a utópica ideia do Tiago.
Como correcção informativa, a nossa fuga é à direita amigos,
à direita.
Francisco Sousa

Honras no Direita Liberal

O nosso caro colega Tiago é o autor do último post do Direita Liberal. Associamo-nos à rede liberal da blogoesfera.
Francisco Sousa

Telescopiando - Pactos de Regime?

Num editorial de hoje do DN, indicia-se a existência de pactos de partilha entre duas conhecidas Câmaras da zona de Lisboa. Oeiras e Amadora. Dá que pensar.
JMF

espinhoso jardim

Marques Mendes enverdou por um caminho cheio de espinhos desde que chegou à liderança dos sociais democratas. Afrontou o sr. Isaltino, o sr. Loureiro e o sr. Lopes, sem medo de ninguém, rodeou-se de pessoas- supõe-se - da sua inteira confiança e apostou em traçar para o PSD uma imagem que o credibilizaria novamente no espaço político. Não deixa de ser de louvar.

Há quem diga que se costumam pressionar os líderes a não desafiarem os pequenos poderes que os rodeiam, em nome de supostos companheirismo e camaradagem. Eu digo que o que está em causa são as eleições, pois normalmente estes pequenos (grandes) poderes referem-se a grandes bastiões, criados e promovidos não pelo partido, mas pela pessoa que supostamente se afronta.

Que têm em comum Isaltino, Loureiro ou Jardim? Um enorme carisma, um enorme conhecimento do meio e uma dedicação imensa às localidades pelas quais têm sido eleitos. Todos eles (e principalmente João Jardim e Loureiro) pegaram em terras quase desconhecidas e, com muito sangue, suor, lágrimas e corrupção, colocaram-nas no mapa. Conquistaram as gentes de lá e partiram em busca de mais, chamaram empreiteiros e criaram hospitais, tribunais e postos de polícia; cinemas e bares; trouxeram turistas da Europa e criaram uma das mais conhecidas passagens de ano do Mundo, contrataram jogadores e puseram o clube da terra nas ligas principais.

Criaram bem estar. Não sem corrupção, sem favores e sem muito, muito dinheiro desviado, acredito. Mas num Estado centralizado e burocratizado como temos, com tudo a ter de ir a Lisboa e voltar, como poderiam estas terras dar o salto sem estes homens? Aí está a lição. Antes de dizerem aos madeirenses o que fazer, ou a qualquer cidadão de Gondomar ou até de Marco de Canaveses, façam uma pequena retrospectiva, contemplem a obra, e depois ponham-se no lugar dos populares.
JMF

segunda-feira, julho 11

E o mundo cai aos pedaços II

Para Lula, a corrupção é a desgraça da América Latina

Popularidade de Lula abalada por caso de corrupção
Ricardo Antunes

E o mundo cai aos pedaços

Miterrand envolvido no golpe contra o GreenPeace e na morte do português Fernando Pereira
no DN
Ricardo Antunes

domingo, julho 10

Os políticos e os técnicos

Já agora, aproveito para escrever a minha mais recente reflexão sobre a constituição de um Governo. Depois de Governos com 20 ministros, com Ministérios da Igualdade e outros afins, Sócrates trouxe-nos um Governo até nem muito grande, com apenas 16...
Dias antes das eleições, acho que Belmiro de Azevedo falou em dez. Eu gostava de reduzir e passar a uns 6.

Ainda não pensei ao certo sobre que nomes e competências lhes dar, mas a ideia era a seguinte:
Como adaptação a esta grande necessidade de explicações ao povo, cada vez mais (armado em) erudito e informado, com o poder das televisões e as constantes solicitações dos media, é cada vez mais usual perderem-se bons ministros técnicos e até mesmo descredibiliza-los, levando a que outros com boa valia pensem duas vezes antes de abandonar a sua posição para ir "servir o país". Lembro-me dos casos de Campos e Cunha e Lurdes Rodrigues. Excelentes técnicos, mas fracos políticos e, no caso da ministra, falta de gabinete político (como atestam as polémicas com os tribunais).

Porque não criar um núcleo duro de ministros, de méritos reconhecidos e grande capacidade política, homens mesmo do aparelho partidário, que fossem a cara do Governo, responsáveis por largas áreas, e conhecedores, obviamente, de um pouco de tudo (enfatizo a palavra pouco e a palavra tudo).
Para complementar, criar-se-ia um batalhão de secretários de Estado, puramente técnicos, com elevada autonomia e responsabilidade, de preferência independentes do aparelho, também de reconhecida capacidade no domínio civil, mas não necessariamente políticos, que pudessem fazer o seu trabalho na sombra, sem perseguições da Comunicação Social (por serem desconhecidos e não interessarem), contando sempre com a protecção do hábil Ministro, conhecedores a fundo dos dossiers e próximos do plano operacional.

Reuniões regulares com as entidades máximas, participações regulares nos Conselhos de Ministros, ou quem sabe reuniões numa base dos tais seis sectores ministeriais. Conferências de imprensa programadas e bem organizadas, comunicação regular com a comunicação social, com predominância do Ministro, apoiado nas questões mais profundas pelo seu técnico.
Em suma, uma boa divisão de tarefas. A parte técnica aos técnicos, a política aos políticos, e o país a andar para a frente.

Tiago Alves

Ser de Direita!

Também li o artigo do Rui Ramos referido no post anterior e faço minhas as palavras do João. Cavaco é um símbolo para nós, e acho que não nos devemos envergonhar disso. Ser de Direita ganhou um novo ânimo, como também disse Rui Ramos, nos tempos dos seus governos. E ainda ontem à noite no café, quando a conversa resvalou para a política e me vi rodeado de xuxas(listas) tive o discernimento de não me deixar levar pela independência de espírito e disse claramente que sim, era do que eles chamaram de "laranja podre", mas que para mim ainda era uma laranja bem sumarenta. Claro que ouvi algumas bocas, mas não deixei de contra-argumentar, numa lógica de "não tenhais medo" (JP II), e não pude deixar de evocar o senhor Cavaco Silva, o que motivou, como sempre acontece, as mais diversas reacções.
Há aqueles que logo sentem convulsões e respingam para o lado, como que a dizer "só faltava esta" e há os tais que, apesar de tudo, sentem a força do nome e passamo resto da conversa mais caladinhos do que o habitual.

Tiago Alves

Telescopiando

O princípio e o fim do Cavaquismo, por Rui Ramos, na Atlântico.

Uma retrospectiva notável, um exercício sobre os anos de poder e a eminente (ou não) derrocada de um dos maiores líderes que se conhecem. Talvez o mito afinal não seja assim tão mítico, mas o que é certo é que Cavaco levou Portugal mais acima do que, quem sabe, mais alguma vez alguém levará. Levou credibilidade às instituições, à economia, melhorou a vida de milhões, soube incutir capacidade de trabalho a muitos, soube mostrar que com trabalho, contra muitos (mais propriamente os 40% da esquerda) consegue-se fazer um país melhor.

Não foi um político, foi um trabalhador. Conseguiu imenso, muito devido ao contexto (os fundos, as políticas do anterior Bloco Central, a inércia socialista) e acabou por morrer devido ao contexto (ou a alguma falta de vontade, como escreve Rui Ramos), como as televisões privadas, esse grande poder que nasceu pela sua mão e que, desejoso de notoriedade, decidiu atacar quem parecia intocável.

Talvez Cavaco se candidate à presidência, ou talvez não, mas não deixa de ser sintomático que hoje, em muitos sítios, se suspire pelo seu regresso, se tenham de fechar inscrições por excesso de procura em colóquios onde participa, ou que consiga, em sondagens, mais pontos que outros quaisquer candidatos.
JMF

Weekend Number: 81

81 Milhões de Euros (cerca de 16 milhões de contos na moeda antiga)

É o Jackpot para o próximo fim de semana, no Euro Milhões, depois de duas ou três semanas sem um vencedor. Acho que me vou tornar apostador. Já agora, se sair a algum português, que seja fanático do Benfica e dê uma ajudinha ao Vieira, já que para o défice não iria ajudar muito...
Fica a sugestão.
Francisco Sousa

um comentário liberal

Também não estou nada de acordo que José Júdice seja punido pelo PSD por apoiar a sua amiga Nogueira Pinto. É certo que estatutos são estatutos e estatutos são para cumprir, mas também é certo que os estatutos podem ser mudados quando não são democráticos. Á atenção do PSD.
Ricardo Antunes

Muito complicado

Maria José Nogueira Pinto aposta forte em Lisboa, e já tem um blog.

Decerto ninguém neste blog desdenha essa grande senhora que é Maria José Nogueira Pinto, mas não deixo de estar preocupado com a divisão dos votos à direita que pode levar ao poder um senhor chamado Carrilho... O que vale (pode valer) é o efeito Bloco...
Ricardo Antunes

Mais que uma referência

Descobri mais uma referência: Causa Liberal. Não preciso de explicar, o nome diz tudo.
Tiago Alves

sábado, julho 9

Um post económico

Ainda ontem me disseram: "Isto está caro, 4 euros ainda são 800 paus!"

Não deixa de ser verdade, mas também é verdade que a nossa noção de valor real de 800 paus não mudou de há quase três anos para cá. Ou seja, continuamos a referir o valor escudo em termo de comparação com o euro numa base real distinta da actual, senão vejamos.

A moeda desvaloriza de dia para dia. Embora o euro tenha uma desvalorização muito menos acentuada que o falecido escudo, ela existe, e tal está patente na existências das taxas de juro, ainda que a níveis baixos, e das taxas de inflação, que medem, acima de tudo, a desvalorização da moeda. Ora de 2002 até hoje o euro já terá desvalorizado imenso. Pelo que 800 paus em 2002 não são 800 paus hoje, nem sequer 4 euros.

A verdade é que 4 euros dá para comprar muito menos coisas do que davam 800 paus há uns anos atrás. Mas também é verdade que, se hoje existissem 800 paus, eles dariam para comprar muito menos coisas do que aquelas que se compram hoje, com 4 euros.
Tiago Alves

Telescopiando - do outro lado da Mancha

Fernando Albino, ao vivo de Londres, tenta que nos apercebamos do que foi realmente aquela manhã sangrenta. Um resumo que completam as imagens que nos entram pelo televisor, no QdI
JMF

sexta-feira, julho 8

Com isto tudo..

Trichet manteve as taxas de juro, exprimindo a total solidariedade com o povo britânico, e nenhum português se apercebeu que, mais uma vez, se salvou da forca.
Tiago Alves

Mas porquê?

Sócrates afastou ontem a ideia de uma central nuclear em Portugal

Mas porquê? Neste momento, a energia nuclear já é provavelmente das mais seguras do Mundo. Há anos que não se ouvem falar de acidentes que provocam milhares de vítimas e comprometem gerações futuras. E as centrais continuam a funcionar, com uma eficiência avassaladora, sendo parte importante da produção energética de alguns países desenvolvidos, como a nossa vizinha Espanha.

O problema da energia nuclear foi começar a ser utilizada demasiado cedo, quando ainda não se tinham feito as necessárias pesquisas e ainda não havia suficientes técnicos conhecedores e especializados em todas as instáveis possibilidades de falha. Com o passar dos anos e casos como Chernobyl, a primeira reacção foi abandonar esta enorme possibilidade de largar os combustíveis fósseis, matando as centrais. Noutros sítios, felizmente, foi uma motivação para continuar a pesquisa de modo a tornar a produção nuclear uma alternativa válida para o novo século.

É por isso que, com o financiamente adequado, com uma boa equipa (e acredito que muita dessa equipa se possa arranjar nas Universidades ou centros nacionais) era muito interessante avançar para um projecto de instalação de uma central nuclear no país. Mais do que criar empregos, era uma aposta na independência energética. Muito melhor que um TGV...

Tiago Alves

Uma piada no turbilhão..

"Verifico que em restaurantes, na praia, em parques de estacionamento e até nos corredores do hospital onde fui operado recentemente, sou exposto"
Santana Lopes, citado pelo DN

Parece que o ex-primeiro ministro, reconhecendo o falhanço da estratégia de vida privada pública, que regeu a sua carreira nos primeiros tempos, granjeando-lhe a imensa popularidade que o levou, entre outros factores, às Câmaras da Figueira e da capital, pretende agora recuar, pedindo mesmo aos deputados que alterem a lei de modo a não ser vítima "da devassa da sua vida privada feita por certa comunicação social".
Não se disse, mas a imprensa de que se fala são as revistas cor-de-rosa e o 24 Horas. Parece óbvio não é?

Francisco Sousa

Telescopiando

O Ninho do Terrorismo - ou "o lugar de equívoco em que se faz a guerra em nome de um Deus"
João Morgado Fernandes, no DN

Diabólico - ou a grande eficácia das agendas terroristas: de Bush a Aznar; até Blair.
Vicente Jorge Silva, também no DN
JMF

Terrorism

Ao sermos ontem surpreendidos com os ataques a Londres, não podemos deixar de pensar que estas pessoas não amam a liberdade, a começar pela liberdade de viver. São ataques cobardes, marca normal dos ataques em nome da religião, seja ela qual for.
Não atacam um sistema, um exército, um país, embora saibam escolher os alvos. Atacam as pessoas. Indiferenciadamente. Desapaixonadamente.

A verdadeira intenção global do terrorismo é fomentar o terror, o medo, a quebra de confiança nas Instituições, para que as posssam substituir, aglomerando uma quantidade enorme de seguidores que vêem nestas organizações o único pulso forte e credível para manter a ordem, para organizar as populações e, sobretudo, para as defender.
Parece que continuam a conseguir.

É por isso crucial manter a luta, a guerra aberta, e jogar com as suas motivações e, sobretudo, com as motivações de quem os apoia. Minar as Instituições deles. Mostrar às populações sedentas de protecção que eles não as protegem, que são vulneráveis aos ataques dos (designados) inimigos-o Ocidente, no caso dos movimentos islâmicos. É por isso que a guerra deve continuar. Estamos em guerra. E temos de a ganhar.
E são nestas alturas, em que muita gente duvida da capacidade dos serviços secretos e da polícia e dos militares para estancar esta torrente de sangue que as palavras de Tony Blair ecoam nos ouvidos, e fazem cada britânico e, espera-se, cada europeu ou cada americano, acreditarem que a vitória será nossa. Não deles.
JMF

quinta-feira, julho 7

...


A primeira imagem do nosso blog mostra o único sentimento que pode passar pela cabeça de alguns milhares de londrinos, alguns milhões de humanos.
Não é um minuto de silêncio, é um ponto de preocupação, outro de revolta, outro de solidariedade. É telescopiado, mas é a melhor frase: Somos todos ingleses.

"
They will never suceed", por Tony Blair, via Acidental.
Tiago Alves, em nome do think tank

quarta-feira, julho 6

Compra o dicionário e faz as malas!

Um senhor (sim, aqui a palavra senhor aplica-se) que tem uma fábrica de indústria pesada, rara em Portugal, com encomendas às centenas, contando no seu portfólio clientes como o CERN, tem há uns meses 30 vagas para soldadores e outros serviços afins.
Resultados: zero! Ninguém, num país com o desemprego nos 7% quer ir trabalhar no duro (ou receber formação para trabalhar no duro) ganhando "apenas" mais 100 ou 200 euros que ganha no subsídio de desemprego, estando no sofá o dia todo. É este o país do senhor Carvalho da Silva.
in RTP 1, no Jornal da Tarde.

Parece inda que o senhor recebeu um convite do Governo Argelino para se deslocalizar. Não o quer fazer, mas se se vir obrigado, garante que não hesitará. Faz bem, caro amigo. Faz muito bem.
JMF

Primeira demissão ?

Como bandeira eleitoral, o candidato do PS elege as acessibilidades, “é inaceitável que à hora de ponta os cidadãos levem cerca de 45 minutos a entrar ou sair de Oeiras”, para o que conta com “um ministro como candidato à Assembleia Municipal”

Se se demora todo este tempo, como é que conseguirá Mário Lino chegar a tempo às reuniões do Conselho de Ministros e da Assembleia Municipal?? Será que está para breve alguma mudança no elenco governativo?
Francisco Sousa

Telescopiando - Star Wars, ou o novo IDE

Astróloga russa vai processar a NASA

Sempre pensei que fosse só na América que "tudo podia acontecer". Afinal não...
Os Deuses devem estar loucos!

Ricardo Antunes

Colegas de Profissão & Referências

Adicionei o blog Choque Frontal, agora um pouco abandonado, mas cujo valor se bebe numa leitura rápida dos posts anteriores. Uma das virtudes da minha visita ontem ao Nicola.
Ah! e também passei o Direita Liberal para as Referências. Acho que é mais apropriado.

Tiago Alves

It's London!

Olímpicos 2012 em Londres

Desilusão em Paris, festa em Londres e em Madrid. Em Madrid??

Ricardo Antunes

Here we go again

José Sócrates promete não subir mais impostos

Fui só eu que vi o Bom Dia Portugal de hoje e ouvi falar de uma nota posterior à declaração que desmentia esta frase?
Francisco Sousa

A Diferença - X, Y an so on

Por último, uma pequena referência à tal pergunta que eu ia colocar.
Quando ouvi o dr. Pires de Lima pronunciar, logo na primeira intervenção e ainda que de forma superficial, a palavra diferença para se referir ao ser Humano, pensei que o debate pudesse tomar o caminho que eu desejava, de modo a ficar elucidado sobre o que se pensava no núcleo sobre este assunto, que tanto me fascina e move.

O que me afasta definitivamente na Esquerda é a Igualdade. Pode parecer bastante radical, mas para mim o lema será Liberdade, Equidade, Fraternidade. E o debate sobre um projecto/movimento/associação ou em última análise partido de índole Liberal não deveria começar por afirmar as suas posições através de comentários e posicionamentos avulso, respondendo aos apelos da agenda política. Não acho que ao início se deva começar por discutir se o Estado é gordo ou não, se o aborto é tremendo ou não, se o plano Tecnológico é o que precisamos ou não.

Deve-se começar por pegar nas raízes liberalistas, quiçá recuar até ao século XVI e definir o ser Humano enquanto ser diferente em todas as perspectivas de todo e outro qualquer ser. E coisas diferentes merecem tratamentos diferentes, coisa que a Esquerda manifestamente não admira, atribuindo aos ricos o estigma da sorte ou do nascer rico ou do roubar/explorar, obrigando-os depois a distribuir a riqueza criada, preferindo o nivelamento por baixo.

Devia-se então começar por afirmar o individualismo do Homem, a sua liberdade de escolha e a sua arbitrariedade, e reduzir o condicionamento existente ao ínfimo, com a consciência de que o mesmo sempre existirá. A partir daqui penso que rapidamente se chegam às palavras valorização do mérito individual,o Homem como motor da Evolução e a responsabilização pelas acções. Importantes para definir a noção de sociedade liberal.

A descriminação deve sempre existir, não no termo pejorativo (mais uma obra esquerdista) mas sim como garante da diferença e como motivo de galvanização de todos mas, sobretudo, de cada um de nós.
Cada pessoa é um agente de mudança.


A teoria X e Y de McGregor poderá ser um ponto de partida, embora seja muito restritiva e tenha sido preparada numa perspectiva micro. Pode parecer contraditório dizer que todos são diferentes e tentar agora "encaixar" todos em dois grupos. Então criamos mais um grupo. E porque não mais dois?
Não penso criar 10 milhões de grupos, mas decerto se conseguirá, com a ajuda dos sociólogos, criar um determinado número de correntes de acção que nos permita segmentar a sociedade nacional, e dar a cada pessoa uma missão de acordo com as suas características, expectativas e capacidades, melhor ou pior remuneradas, mais ou menos reconhecidas, mas certamente mais aceites pelas mesmas, mais perto daquilo que é a
sua felicidade.
Tiago Alves

"Sou de Direita fundamentalmente porque não sou de esquerda"

Achei que esta frase merecia um post especial.

Acho que já a ouvi nas linhas de alguém, penso que de José Mourinho e, como ontem, senti que a mesma se me aplicava. Não se conhece à Direita certos pilares que a possam caracterizar de forma basilar, ao contrário da Esquerda, que possui uma espécie de código de conduta muito certo, muito conhecido e desapaixonadamente aplicado, que permite conhecer, a léguas e apenas pelo discurso, um esquerdista convicto.

Ora eu não conheço a Direita. Não sei muitas vezes o que é ser de Direita em certas ocasiões e matérias, e por isso não sei se o que defendo o é. Sei apenas que conheço a Esquerda e que a Esquerda não é para mim. Ora por isso posiciono-me no campo oposto, pois também entendo que, embora por muitos desejado, um inócuo e vazio "centro" não é a solução.

Daí que a frase da Sofia Galvão seja de facto sintomática e expressão máxima do "estigma" de que tanto falo e se fala por ai. É quase politicamente incorrecto dizer-se, claramente, que se é de Direita, porque tal significa pouco em termos de concepção base do ser Humano e das questões subsequentes. Como vivemos num país de tradição (e porque não de Constituição) marcadamente de esquerda, o ser de Direita é muitas vezes conotado com o tal autoritarismo, desprezo pelos trabalhadores, pelos pobres, pelo social. Admito que não os considero uns coitadinhos...mas não sei se isto é mesmo uma posição da direita, se de qualquer outro lado (que não a esquerda, obviamente).

Tiago Alves

Hoje acordei menos Liberal

O café Nicola era pequeno, é certo, mas o Noites à Direita deixou a desejar no que toca à liberalização dos convidados "não especiais" que resolveram aparecer de "pára quedas", como eu.

Do debate em si ficam-me as melhores impressões. Tanto o provocador (um pouco intimidado ao início com a "composição da plateia) como o provocado são bastante hábeis na arte de comunicar e conseguiram, nos tópicos abordados, explicitar as suas posições e acender tenuemente ou não, algumas luzes nas cabeças de muitos dos que lá passaram. Gostava ainda de afirmar que cá atrás, mesmo ao pé da entrada, escutou-se com mais atenção e interesse do que em muitos outros sítios da sala, com um posicionamento privilegiado.

Ainda ponderei percorrer o café de lés a lés para fazer a minha pergunta, mas o anonimato e as constantes solicitações coibíram-me de o fazer. Como intervenções sonantes recordo a de um jovem cujo nome não conheço, que referiu a Constituição como a prova viva da vida actual do PREC e da Sofia Galvão, com a grande frase "sou de direita fundamentalmente porque não sou de esquerda". Ficou-me no ouvido. Infelizmente não tive a oportunidade de ouvir a resposta ao seu "contributo para o debate", visto já ter sido das últimas e eu ter um barco para apanhar, de volta para o Barreiro.

Mas voltei contente.

Tiago Alves

segunda-feira, julho 4

Choque Tecnológico II

Agora podemos jogar no Euro Milhões pela Net! São muitos milhões de euros à distância de um click.
Francisco Sousa

Hoje acordei Liberal

Andei a ler os posts do Direita Liberal e senti-me nas nuvens.

Claro que o facto de os seus autores serem dos mais brilhantes transmissores de ideias que conheço pode ter ajudado, mas penso que em substância, o que me agradou foi a mensagem, foi ler nas páginas do sítio algo que eu sempre tive dificuldade em exprimir.
O verdadeiro significado de liberdade. Recordo-me das minhas aulas de filosofia de anos passados, quando me diziam que a nossa liberdade é condicionada. Condicionada por quem? Pela sociedade. Logo ai fiquei um pouco avesso a essa ideia de "sociedade". Ainda para mais quando a sociedade que conheço, em Portugal e mesmo na esfera europeia, chama a si a responsabilidade por tudo, sendo fácil reconhecer vários rostos quando as vitórias surgem, sendo impossível apontar um no manto difuso de culpados quando a coisa corre menos bem.

Não foi no século XVI que surgiu o Iluminismo? Ando também a ler, com algum atraso, o livro Anjos e Demónios, do Dan Brown, e as inúmeras referências que lá encontro (embora propositadamente direccionadas contra a Igreja Católica) recordam-me o que aprendi em História. A exaltação humana como ponto de desenvolvimento, o reconhecimento do mérito e da iniciativa individual, o poder único de mudar o curso da Humanidade eram bandeira já defendidas há séculos atrás,

E a sociedade, como um todo, só pode seguir a reboque. São de pequenos grupos-agentes de mudança-que surgem os grandes rumos. Nunca se conseguirá juntar 10 milhões de habitantes numa mesa redonda. E mesmo que fosse possível, a conclusão nenhuma se conseguiria chegar.

Deverá então o nosso destino ficar na mão de meia dúzia de Illuminati? Não. Deve então existir um Estado com pulso forte, mas dialogante e, principalmente, delegante (não sei se existe a palavra). Que liberte de uma vez os indivíduos, e que os responsabilize pelo que correu bem ou mal. Todos os louros deixarão de ser atribuídos à sorte e ao contexto; todos os deméritos deixarão de ter como companhia o sistema. E assim conseguiremos recompensar os acima da mediocridade.

Falando na índole económica, que motivações existem hoje para um potencial empresário (liberal) arriscar e largar a sua vida de ordenado fixo e trabalho rotineiro ao serviço de um qualquer Estado para enverdar por uma "carreira a solo", colocar a sua ideia na prática, criar empregos, valor, riqueza? Salário mínimo, regalias imensas, impostos duplos, dificuldades no investimento/financiamento, autorizações intermináveis (todas elas a ter de passar pelo Presidente da Câmara).

Começo a ficar adepto da famosa frase: "todo e qualquer cidadão tem o direito de procurar a sua felicidade"
Tiago Alves

Choque Tecnológico

A maior parte do dinheiro será de privados

O Governo reedita a fórmula "grandes obras" para contrariar a quebra económica. Tal como Cavaco Silva com a Expo e a Vasco da Gama, tal como Guterres (tentou) com o Euro, tal como Marshall, Hitler... o Estado apronta-se para dar o mote para a retoma, criando emprego massivamente, agora com os projectos eólicos, do aeroporto e do TGV.
Resta saber que condições serão criadas para atrair os privados para estas "grandes obras". É que normalmente esquecem-se que o dinheiro das empresas não costuma (nem deve) ser dado para caridade. E quando é investido tem a perspectiva de criar melhores condições e infra estruturas, sim, mas também euros. E estamos a falar de muitos euros
Francisco Sousa

sábado, julho 2

Citagazze

Finalmente conhecido o esperado blog da Direita Liberal.
Anda ai muita gente na Direita que não se revê nas actuais composiões partidárias, quer seja pelo desvaneio actual do PSD, quer pelo desvaneio recente do CDS. É normal. Desde Cavaco Silva, que aglutinou a quase totalidade da Direita à sua volta, tem-se andado um pouco longe dos ideiais antes pronunciados pelos grandes mentores da ideologia.

Dia 5 de Julho procurarei estar presente no debate, no café Nicola, para ver se compreendo melhor esta Direita, e onde existem os pontos de contacto com a minha.
Tiago Alves