quinta-feira, junho 30

Telescopiando

O nosso blog anda um pouco menos activo, o que seria de esperar, visto alguns dos nossoas contribuintes estarem "afogados em exames".
Como também não me sinto à altura para publicar um post digno desse nome, deixo algumas sugestões para o fim de semana:

Batman Begins, uma estreia aguardada que nos mostra o início da lenda. Negro e bastante tocante, como se gosta por aqui.

Na mesma linha, Zorro-o começo da Lenda, de Allende, mostra-nos a história por todos conhecida da origem do herói, agora com o aditivo mágico da escritora.

Para terminar, a edição dos Greatist Hits dos Offspring, um conjunto que abriu as portas do punk para metade dos agora fans nº 1 do estilo
Ricardo Antunes

quarta-feira, junho 29

Ouvi dizer..

Parece que a greve dos enfermeiros hoje fez parar muitas cirurgias, fez desesperar imensos doentes, adiar consultas, desmarcar tratamentos...

Mas quando ouvi o sindicalista falar, com um sorriso de orelha a orelha, vi que tinha ouvido mal. Se isso fosse verdade, e esta greve tivesse prejudicado tanta gente sem culpa nenhuma, como era possível ele estar tão feliz?
Francisco Sousa

Ainda o arrastão..

No seguimento do post do Tiago venho dar eco a um recente post de José Mário Silva, no Blogue de Esquerda, que nos remete para um já antigo texto de Eduardo Pitta, no Da Literatura. Parece que, num enorme exercício lógico-matemático, se conclui que o arrastão, nos números divulgados (cerca de 500) era de todo impossível, dada a extensão da praia, a afluência no feriado etc..

Já tive a oportunidade de deixar um aviso aos dois colunistas para se informarem melhor, visto o "arrastão" ter sido desencadeado por meia dúzia de jovens, que cabem perfeitamente entre as toalhas. Após este pretexto, vários outros grupos de jovens que já se encontravam na praia terão se deixado entusiasmar e começado a agredir e a roubar diversos banhistas, tendo, a dada altura, confundido-se a praia de Carcavelos com qualquer região do Brasil ou África Subsariana...

Ricardo Antunes

O reflexo dos tempos

Já tinha lido no Diário Económico e tinha ficado escandalizado como era possível que, numa crucial decisão como a fixação das propinas, houvesse a possibilidade dos representantes dos alunos, apoiados por um qualquer funcionário, decidirem, contra a opinião dos representantes dos docentes e do próprio Presidente da Instituição (que zelam pelo bom funcionamento da sua casa), fixarem a propina mínima, ainda para mais numa Universidade dita científica, tal como é a Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Muito bem fez o sr. Moura em retirar-se, pois é impensável assegurar o regular funcionamento da mesma com os 490 euros que os digníssimos estudantes, que exigem condições de acesso, ensino, saída..., resolveram fixar para eles próprios.

No Quinto dos Impérios acha-se a transcrição de um comentário de um escriba do Causa Nossa, com o sugestivo título de Que País este!, onde este se insurge contra esta prática democrática (foi de propósito), pedindo ao sr. Ministro que ponha mão na causa.

São por estas e por outras que o Poder não pode cair na rua.

JMF

Os reboques e os rebocados

Num momento politicamente delicado, com a crescente contestação nas ruas e os erros, ou incorrecções, no Orçamento Rectificativo, os socialistas decidiram ontem tirar um "coelho da cartola". Nem mais nem menos que o aborto, que já tinha marcado politicamente os primeiros tempos do consulado de Sócrates.

Sem comentários. Se um jornal insuspeito como o DN, numa coluna de não-opinião, titula desta forma esta notícia, está tudo dito. Vai-se mesmo perder a oportunidade de bater o pé às forças estagnadoras do País, a verdadeira Reacção!

Ricardo Antunes

terça-feira, junho 28

Telescopiando

Para quem gosta de programas diferentes e bem alternativos, nada melhor que dar um salto à FIL e deliciar-se com o I Salão Erótico em Portugal, a realizar no Pavilhão 4, entre 30 de Junho e 3 de Julho.

O Teslescópio
recomenda.
Tiago Alves

Fugir à rotina

Foi hoje a última decisão do Gestão Global, uma simulação para jovens universitários/quadros das áreas de Gestão, Engenharia, Economia... promovido pela SDG e pelo Expresso. Cinco semanas de muita agitação, muita discussão mas acima de tudo um grande espírito, muita formação e grandes brainstorm e um aprofundamento das relações inter-pessoais entre os administradores desta grande empresa virtual que foi a Ernst & Young/NOVAthos.

Ninguém pára os NOVAthos allez oh!
A propósito, ficámos em terceiro! Não, eram oito!
Tiago Alves

É mesmo verdade!

No seguimento do post do Francisco venho acrescentar o resumo da intervenção da excelentíssima Dra (Dra?!) Ana Drago, deputada do BE pelo círculo de Lisboa, nova nestas coisas de Assembleia e provavelmente nova em qualquer acto que involva pensamento, feita no Parlamento há uns dias, ainda a propósito do "arrastão".

Fica o aperitivo:

Ana Drago retira uma conclusão inédita: “não houve arrastão, houve talvez furtos, mas o que aconteceu foi uma fuga de jovens de uma carga policial indiscriminada.” Aquele “talvez” é delicioso..
N'A Mão Invisível
Tiago Alves

Responsabilidades

Sempre disse que era um absurdo alguém chegar a uma obra pública, achar que ela não se devia realizar, colocar uma providência cautelar para a parar, ela parar, o Tribunal apreciar a questão e dar razão aos promotores da obra e o dito alguém não ter nenhuma responsabilidade pela sua acção.

Ao que parece, alguém concorda comigo!

Ricardo Antunes

PS: Este senhor não é Candidato à CML? É que assim, caso seja eleito para vereador, bastava congelar o salário.

Trapalhadas - Nova Temporada

Se a palavra entrou no vocabulário e imaginário comum com as diversas acções do último Governo, ameaça agora dar outra vez nome a uma nova vaga, protagonizada pelo eng. Sócrates e os "seus" ministros.

Já depois do imperdível "habituem-se", ainda na ressaca eleitoral, do porventura mais brilhante e arrogante dirigente socialista, passando pelo tiro no pé que foi a guerra às reformas e subvenções, tivemos há pouco o grande grito de revolta de Lurdes Rodrigues, quando separou (pelas) águas nos Tribunais.

Quando pensávamos que já tínhamos visto tudo, aparece esta rectificação do Rectificativo onde, ao que parece, se empolam as receitas e as despesas mas no final dá tudo o mesmo ou algo do género. Onde anda agora a implacável Comunicação Social tão agitada há apenas uns meses atrás?

Ricardo Antunes

Era verdade!!!

Jovens do Bloco ensinam «técnicas de desobediência civil»

Então não é que tínhamos mesmo razão?? O BE é mesmo aquilo que dizíamos!!
Francisco Sousa

quinta-feira, junho 23

Poupanças

Ando a ver uns anúncios da EDP...

Disse à minha mãe para pôr a máquina com mais roupa e a temperaturas mais baixas. Poupou uns €3.00. Uns calções ficaram manchados e uma t-shirt encolheu. Tinham custado €12.00, em promoção.
Já não deixo a televisão em stand by. Poupo €0.35 cada vez que o faço, mas como não vejo muita televisão, não deve servir de muito.
Quando fui ao frigorífico da última vez, tentei tirar tudo de uma vez para poupar mais €3.5. Caíram as maçãs todas ao chão e deixei cair o jarro da água, que se desfez em cacos. O jarro custou €3.00, na loja do chinês; a água terá custado €1, visto as maçãs serem muitas e terem sido lavadas outra vez.

Deixo as contas para alguém fazer..
Francisco Sousa

O pré e o pós Sampaio

Um insustentável peso na consciência. É neste plano que deve ser entendido o ataque de Jorge Sampaio ao sector financeiro - compreensível no homem de rua, absolutamente impróprio de um chefe de Estado.
Sampaio gostava de voltar atrás, mas não pode. O país que vai deixar está pior do que aquele que recebeu quando chegou a Belém e isso dói - percebe-se que também doa a quem, num retrospectivo exercício de balanço, reconhece ter falhado.
Raul Vaz, no DN de hoje

Sampaio nunca conseguiu livrar-se daqueles a quem deveu a sua eleição, em 1995. Deveria agradecer ao PP de Manuel Monteiro, o verdadeiro responsável pela derrota do prof. Cavaco Silva, ao invés de procurar agradar ao seu PS e à enorme campanha, montada desde 1992, liderada por esse grande senhor do coração e da comiseração que foi António Guterres.
Sampaio deixou o país ruir à frente dos seus olhos, sem mexer um dedo, tal qual Vítor Constancio, que sempre souberam a que abismo nos levaria a política financeira e social dos governos de Guterres. Mas nada disseram, nada poderiam dizer, sob pena de prejudicar o PS "deles". Nunca se ouviu dizer, de nenhum deles, que o endividamente crescia de forma nunca vista, que o incentivo dado ao consumo era insustentável a prazo, que estávamos a crescer mais do que podíamos, que os aumentos salariais eram demasiado elevados, que mais tarde ou mais cedo teríamos a factura, quando a bolha rebentasse.

Agora, como diz Raul Vaz, Sampaio, um homem de consciência, sincero e, creio, muito boa pessoa, vê que optou mal, e nos últimos meses de mandato, perdido por cem, perdido por mil, confessa-se, desorientado, que não era o que queria, que não era assim. Não era, mas foi. A tal História dedicar-lhe-á muitas linhas, certamente, mas muitas não serão de louvor.
Tiago Alves

Skywalker

Ontem, finalmente, fui ver o Star Wars - The Revenge of the Sith. Está sem dúvida um grande filme, embora eu tenha ficado com aquela amarga sensação do "queremos mais". Acho que criei demasiada expectativa.
A mensagem que passa é excelente e única, levando-nos a sentir dentro de nós o dilema que massacra, do princípio ao fim, o jovem Anakin. A ânsia pelo poder é real, mas o grande e decisivo motivo que faz Anakin virar ao lado Negro, na memorável cena com Palpatine e Windu, é a sua vontade de salvar Padmé. Um poder altruísta, podemos chamar assim. Esse poder acaba depois por o cegar, levando-o até a (quase) matar a sua amada. Será? Não concordo.
Considero que, desde o Episódio I (mais marcadamente no II) que o Conselho é um pouco arrogante para Anakin, embora seja compreensível a desconfiança, devido à profecia. Toda esta sensação de exclusão é decisiva na raiva e incompreensão de Anakin para com o Conselho. Obi Wan, em toda a sua sabedoria, deveria ter um papel mais atento e íntimo para com o seu aprendiz, tal como fazia Qui Gon, o seu mestre, que várias vezes afrontou o Conselho pelas suas convicções.
No final, o grande ódio de Anakin por Obi Wan acaba por o levar ao ponto de atacar Padmé, por a imaginar "aliada" de Obi Wan, contra ele e o seu novo mestre, Sidious.
Em resumo, se dentro de Anakin existiria uma grande ânsia de poder, de governar, de usar as suas capacidades e de se tornar o maior e melhor de todos os Jedi's, também nas atitudes daqueles supostamente mais idóneos e experientes pecou bastante, não o conseguindo levar a bom porto, deixando-o escapar para o lado inimigo.

Tiago Alves

quarta-feira, junho 22

A riqueza e a sua propriedade

Garantir o bem-estar da comunidade, (...) não é definitivamente redistribuir a riqueza que foi criada por outros e não pertence ao Estado. Porque (...) na maior parte dos casos, o Estado não sabe redistribuir, apenas consegue desperdiçar.

Eu acho que alguém aqui, que tenha muito mais o dom da palavra que eu, devia pegar nesta pequena frase do PPM e desenvolver algo estruturado, nomeadamente a parte da "riqueza não pertencer ao Estado". Isto quer dizer que não se devia pagar impostos?
Francisco Sousa

Só para continuar: 4-0!!

Hoje foram zero os alunos que ficaram sem fazer exame!

"Registámos uma grande adesão no ensino básico e pré primário...", repetia incessantemente algum sindicalista. Ora essa, ganhem juízo! O que eu acho é que isto é uma oportunidade única; pela primeira vez um Governo está claramente a golear um Sindicato, ainda que em circunstâncias especiais e específicas.

Porém, com o criado espaço de reflexão, ao invés do normal "Greve? Vamos!" possa servir de exemplo e de estímulo a futuros casos, levando o Governo a fazer o que deve ser feito, ou pelo menos o que se pensa que deve ser feito, não olhando a mortos, não olhando a feridos, enfrentando os Sindicatos que, como já foi várias vezes referido, têm muito pode neste país, contribuem para a nossa marcha atrás. Os Governos têm mandatos do povo (e este tem um bem explícito)! Está na hora de nos sindicatos estarem verdadeiros representantes do grupo profissional e não filiados do PCP!

Francisco Sousa

Essa história..

A história registará que, no dia 16 de Junho de 2005, ficou calmamente demonstrado, por "a mais b", que José Sócrates não vai resolver um só dos problemas do País e contribuirá para agravá-los a todos.

Não sei se já alguém leu, mas o editorial de hoje do DN, da autoria de Vasco Graça Moura, sobre a entrevista de Manuela Ferreira Leite na RTP (ao que parece notável; cada vez mais me arrependo de não ter posto a gravar) dá uma valente machadada nessa história de ficar na História...

Portugal só irá à linha quando não houver hipóteses nenhumas, ou seja, a despesa só realmente cairá quando a receita não puder, de modo nenhum, aumentar mais. Ao que parece a coragem não é assim tanta...

Tiago Alves

Sem medo!

Acho que, apesar de poder ficar na História, o eng Sócrates e o prof. Campos e Cunha têm de se mexer um pouco mais, sob pena de a história deles ser outra.

Outra grande oportunidade perdida!

Francisco Sousa

terça-feira, junho 21

Ninguém pára o Tiago!!

"Agora não é só no futebol! Portugal também tem taças na Fórmula 1!"
Tiago Monteiro, hoje na RTP 1.

Francisco Sousa

Matematicando

Apanhando a onda dos exames, que podem ser consultados, à medida que são feitos, no site do GAVE, parece que o exame de Matemática também não teve muitos segredos, embora conte sempre com o já crónico elevado grau de dificuldade.
Tiago Alves

3-0 and counting!

Continuando a saga, mais uma vez Maria de Lurdes Rodriguez venceu a batalha, hoje num campo particularmente difícil: a região de Lisboa. O mito das greves começa a cair, apesar da guerra de números com os Sindicatos.

Dos 65 814 inscritos no exame de Matemática, pelo menos sete alunos não fizeram a prova na Escola Secundária de Alpiarça, Santarém, devido à greve dos professores. O exame de Latim, para o qual estavam inscritos 1 245 alunos, decorreu com normalidade.

O Ministério da Educação congratula-se com "a responsabilidade cívica e o profissionalismo dos professores que garantiram a realização dos exames, respondendo positivamente às expectativas dos seus alunos".


A gestão da crise está a ser feita, a meu ver, de forma impecável.
Tiago Alves

segunda-feira, junho 20

Sem ressentimentos!

Michelin e escuderias lamentam terem “manchado” prova do Mundial de Fórmula 1

O Tiago Monteiro já disse que por ele estava tudo bem!
Francisco Sousa

Posso estar enganado...

Durante o Telejornal, a dada altura, tivemos a seguinte sequência:

Notícia de abertura, como não podia deixar de ser: "Professores em greve: uma centena de alunos sem exames; para amanhã espera-se maior adesão; Sindicatos reafirmam a sua posição"
Seguidamente, "Magistrados admitem recurso à greve para protestar contra a redução das férias judiciais"
Para terminar, "Todas as polícias poderão provocar uma das maiores manifestações já vistas, nas palavras de um dirigente sindical dos mesmos"

Este Governo até pode não se aguentar até ao final da legislatura, não sem uma profunda remodelação ministerial, assim o PS comece a minar os independentes, assim Sócrates vacile e não apoie os seus ministros incondicionalmente, nomeadamente Campos e Cunha.
Este Governo pode até meter muita água, como já meteu, nomeadamente o caso Fernando Gomes e Nuno Cardoso, a polémica das reformas ou as SCUT.

Este Governo até pode ficar na História como O Governo, só comparável com o do prof. Cavaco Silva.
E daqui a uns anos poderemos todos estar a agradecer ao engenheiro Sócrates tudo o que anda a fazer.
JMF

Extremos II

Mais uma vez, à falta de argumentos, o Bloco e o PCP dividem o mundo em bons e maus. Não vejo qualquer diferença em relação a um dos “nacionalistas” que resumia assim o seu mundo a duas cores: “se um branco defende um preto é um preto”. Nem mais, ó elo perdido. Antes preto que vermelho.
N'A Mão Invisível

aqui se referiu que os discursos entre ambas as extremas são simétricos; pior que isso, são, como também refere Pedro Picoito no seu post, as únicas respostas que se conhecem, visto os partidos do poder (assim como a maioria da população que representam) ainda vão assobiando para o lado como se nada se passasse, não querendo assumir as posições das extremas "venham a nós" nem das extremas "vão para longe de nós".

Ninguém se compromete, talvez até porque ninguém consiga suplantar um argumento interior com outro mais forte. Nem acho que consiga. Abram-se portas e tente-se o famoso "caminho do meio", mas com convicção. Ajudas, integrações, nacionalizações a quem as procura, a quem as merece; prisão, serviços públicos, expatriamentos a quem as procura, a quem as merece. Descriminação positiva. Tão simples que até parece fácil.

Ricardo Antunes

2-0, e só não é mais devido à frase

Repetiu que "nunca está em causa" o direito à greve, mas sim a conciliação das necessidades dos professores com as dos alunos.
Maria de Lurdes Rodrigues, ministra da Educação, citada pelo DN

Tem havido, claramente, uma recorrente preocupação em frisar-se que o direito à greve não está a ser atacado. A palavra greve é sagrada para a maior parte dos portugueses, e se todos se sentem revoltados quando elas os prejudicam, às vezes até de forma ilegal, também todos hesitam quando alguém, mais afoito, diz que "isto não devia ser permitido!".

Existe um certo pacote de medidas de salvaguarda para compensar a falta de comparência ao trabalho, mas ao que parece elas só podem existir se não a compensarem totalmente, ou seja, se não fizerem com que a greve passe despercebida. Ou seja, tudo isto gira à volta da definição de serviços mínimos. Tudo gira à volta do "vamos prejudicar os outros, porque isto é a única maneira de conseguirmos o que queremos". O problema é que neste caso os prejudicados são os nossos (dos professores) filhos.. e aí parece que a coisa já muda. Pois é. É tudo muito mau quando é para os outros...mas paciência! Quando nos toca a nós, porém, algo muda, e talvez tenha sido por isso que, segundo ouvi, "apenas" uma centena de alunos ficaram sem fazer exames.

Esta é uma boa altura, dada a natureza mediática e tocante do tema, para combater o exagerado poder sindical existente, dirigido ainda por totalitários do proletariado, que ainda não perceberam que são os principais contribuintes para alguns dos principais problemas do país.

Tiago Alves

O exército do Estado

via Jaquinzinhos

Trabalham 22 horas por semana. Têm um serviço de saúde diferente do comum dos cidadãos, melhor e de muito mais rápido acesso.
Fazem formação para subir na 'carreira', não para se formarem. Fazem mestrados para subir de 'escalão', não para serem mestres de alguma coisa.


Há quem diga ainda que são o animal mais rápido do Mundo. Saem às cinco e às quatro já estão em casa!
Francisco Sousa

Directamente do CDS

Para o ex-dirigente, "tendo votado menos de 10% dos militantes, isso devia ser motivo de reflexão" - "o CDS não ganha nada em viver de obstinações".
Pires de Lima, segundo o DN

Tendo em conta que havia um só candidato e que estavam mais de 30º à sombra no exterior, acho que a votação não é assim tão decepcionante. Ainda para mais quando Ribeiro e Castro fez das directas uma grande bandeira na sua caminhada para a liderança dos democrastas cristãos, ainda há poucos meses.
Tiago Alves

domingo, junho 19

Frente Desportiva

Seguindo a lógica do Francisco aproveito para dar os parabéns ao "nosso" Tiago Monteiro pela brilhante corrida que fez, hoje, em Indianápolis, pese todas as estranhas circunstâncias, e que lhe permitiu ser o primeiro português a subir ao pódio num Grande Prémio de Fórmula 1, tendo sido batido apenas por Schumacher e Barrichello.

Claro que a F 1 perdeu em Portugal quase toda a popularidade que tinha, graças ao ex primeiro Ministro Guterres, que preferiu "matar" o autódromo do Estoril, acabando com o Grande Prémio de Portugal, que era "para os ricos e burgueses" e promover os desportos de massas, nomeadamente o futebol, com o lançamento da campanha para o Euro 04, pelo que não se espera uma grande cobertura da notícia pelos jornais/blogs não desportivos.

Tiago Alves

E depois temos estas coisas

Ascenso Simões, secretário de Estado da Administração Interna, exigiu, esta semana, que fosse retirada uma edição completa do "Jornal de Notícias de Vila Real", ao qual terá concedido uma entrevista de três páginas, pouco tempo depois de a edição estar à venda nas bancas.
N'O Insurgente

Também acho que a imprensa às vezes abusa do seu poder, mas o direito de resposta existe para, à posteriori, corrigir-se o que se pensa errado. Não se corrige impedindo a publicação. Muito mal senhor secretário de Estado, muito mal.
JMF

Menos mal

A manifestação de ontem não teve problemas de maior;
Foi, sem dúvida, uma manifestação de extrema direita, com tendências xenófobas e racistas, de ideologias aproximadas às de Hitler, personificadas na saudação nazia, feita aquando do canto do Hino Nacional.
A tensão que se viveu deu-se já no fianl da manifestação, quando populares, quiçá atingidos pelas palavras, começaram a provocar os manifestantes. A Polícia acorreu e tudo ficou sanado.

A marcha contra a criminalidade, organizada pela Frente Nacional, começou no Martim Moniz e ia angariando apoiantes à medida que percorria a baixa lisboeta. Sexagenários juntaram-se a cabeças-rapadas que envergavam roupas negras e cartazes contra os imigrantes e o crime. O Hino Nacional entoava e contagiava os curiosos que assistiam à porta dos estabelecimentos comerciais.
Correio da Manhã de hoje

Este excerto diz muito sobre o estado preocupante a que se está a chegar. Num país onde só passaram três décadas sobre a queda de um Governo extremista existirem sexagenários (que viveram esses tempos) e provavelmente muitos mais por ai (quem sabe com vergonha de admitirem o que lhes vai na alma) a pedirem medidas "de pulso" é sinal de que as Instituições estão a falhar clamorosamente, de que o Estado não consegue assegurar a satisfação das necessidades colectivas básicas, nomeadamente a segurança. São estes os contextos que levam às insurreições, às milícias, que levaram o Partido Nazi ao poder há uns anos atrás. Se Portugal não tivesse vivido agrilhoado durante 40 anos pelo Estado Novo, talvez já muitos Le Pens teriam aparecido e conquistado muitos votos.

Um sério aviso, para ser levado em conta, rapidamente.
JMF

sábado, junho 18

duas faces, a mesma moeda

"Que me perdoem os admiradores de ambos, mas acho que Salazar e Cunhal são duas figuras que representam o pior do nosso século XX a teimosia em ideias erradas, a que alguns chamam coerência, a rejeição da modernidade, a indiferença arrogante pelas experiências de sucesso nas democracias liberais. Ambos odiaram a democracia representativa, ambos atentaram contra as liberdades, ambos viram no Estado o condutor das vidas das pessoas, ambos, em escala diferente, repudiaram a economia de mercado".

uma reflexão de Daniel Proença de Carvalho no DN de hoje.

Nada de muito diferente do que se disse aqui e em vários outros sítios. Como disse alguém, não sei onde (não consegui encontrar o poste; é o mal de ler tantos blogs, tantas vezes por dia), só é pena que comentários destes não tenham saído nos jornais em alturas apropriadas e tivessem de esperar que passasse esta onda de comoção nacional pela morte do camarada Cunhal.
Ricardo Antunes

Investimento

Não que seja algo de novo, mas nunca é demais relembrar os males que afligem a nossa sociedade civil e asfixiam todo o seu poder criativo e empreendedor, agora nas palavras de António Carrapatoso, promotor do Compromisso Portugal, ontem no DE.

Isto numa altura em que o tema do DN de hoje é a manif de ontem contra as medidas de contenção de despesa, com o sugestivo título de verão quente.

Tiago Alves

sexta-feira, junho 17

Frente Desportiva II

O sr. Trapattoni, o tal que abandonou o Benfica porque tinha saudades de Itália, está de partida para o Estugarda.

Parece que a cidade alemã fica cerca de 100km mais perto da casa onde mora a esposa da velha raposa
Francisco Sousa

Frente Desportiva

Isto nem parece de um grupo de pessoal como nós, desportistas por natureza, já termos postado, numa imensa fezada, umas dezenas de barbáries e não termos feito qualquer referência desportiva. É desprestigiante, Tiago, para um blog que se quer pluralista e iluminista (?), onde, recordo, a vertente física tinha grande relevo. Para começar, noticia-se o facto de, finalmente, alguns iluminados insistirem de novo na Super Liga a 16 equipas.
Francisco Sousa

a confissão

Eu, que não gosto nada do estilo do eng. Sócrates, até simpatizo com algumas personalidades do Governo.

E isto é o melhor sinal de que o Governo está num bom caminho.
JMF

mais colegas

Adicionei mais dois colegas, a saber:

O Insurgente, blog que já conhecia, e cujas ideias parecem-me interessantes e com os quais esperamos interagir muito nesse grande caminho que se chama conhecimento;

Jaquinzinhos, também já conhecido nas divagações pelas ligações d'O Acidental, cujo ponto de adesão se situa na descoberta recente (5 minutos) de que o fantástico texto do Luis Delgado, publicado há uns dias no DN provém, afinal, deste blog, e é da autoria do senhor JCD.

Tiago Alves

1-0 para Lurdes Rodrigues

Apesar de todo o rebuliço, chegam-me informações que tudo correu dentro da normalidade no dia de hoje. Além dos professores, acometidos de uma louvável demonstração de consciência social e educativa, ou quem sabe com medo das faltas não serem justificadas, não terem faltado à chamada, parece que saiu Cesário Verde e Sophia no exame de Português B, o que levou a manifestações de contentamento por parte de vários alunos.
Tiago Alves

Os extremos

O mesmo porta-voz adiantou que o pedido subscrito por três cidadãos não faz qualquer referência à Frente Nacional, uma organização de extrema-direita, e refere o objectivo de "protestar contra os acontecimentos ocorridos na praia de Carcavelos".

Houve aqui uma clara intenção de demarcar a FN da manifestação de modo a não a condenar à partida à ilegalidade. Quiçá, para não criar uma onda de rejeiçao perante tal "descaramento". Nazis/Fascistas a manifestarem-se?

Alguém que me diga, e sem falsas delongas, qual é a extraordinária diferença entre os movimentos de extrema direita e os de extrema esquerda. Porque é que quando se fala de extrema direita todos se amedrontam, todos sussuram? Porque é que este protesto/manifestação, que, segundo a Lusa, cumpre todos os requesitos legais e já foi mesmo aprovado, gerou tantas ondas de choque pelo país fora, e este na iminência de ser considerado ilegal?

A essência da democracia reconhece a todos o direito à sua opinião, e essa é a base do pluralismo. Liberdade de pensamento, de associação, e todas essas coisas que nos habituámos a ver nos livros sobre a Revolução Francesa ou mesmo sobre o nosso 25 de Abril. Logo, e segundo um dos pilares democráticos, qualquer pessoa tem o direito, sem ser excomungada socialmente, de ter ideologias conotadas com as extremas esquerda ou direita.

Então agora vamos dar-lhes o poder? Não, por enquanto. Porque a proliferação destes movimentos pela Europa fora só mostram a incapacidade dos modelos democráticos existentes (dos modelos, não da democracia em si) para garantir que ninguém tem tais sentimentos que o levem a se rever nas posições extremistas que regem, segundo consta, organizações como a Frente Nacional.
JMF

PS: pus aqui o link da Frente Nacional porque me parece bem que se conheçam os motivos, pelo menos aparentes, da existência desta organização. Não espero ler coisas como "O Telescópio apoia manifestação da FN"..

Eu, que nem gosto do homem...

sou obrigado a admitir que a sua coluna no Correio da Manhã de ontem diz muito sobre o País em que vivemos, do estímulo à mediocridade que vem do mais alto patamar político, da Presidência da República, sob a forma de medalhas. Triste Fado!
Tiago Alves

O Iluminado

Sócrates teve uma ideia brilhante, como vem descritro na Lusa!

"Os referendos e/ou votações de ratificação do Tratado Constitucional Europeu deveriam ser feitos em simultâneo"

Algo já defendido por mim aqui, por muitos meus colegas nas conversas de café e até por vários opinion makers, dos quais me lembro Ricardo Costa, da SIC. Não que isso tenha importância...
O que conta é como foi possível ninguém ter tido essa brilhante ideia antes?!
Francisco Sousa

Era engraçado

Se estes tipos e estes se encontrassem é que era uma bela paródia. Podia ser que dos dois extremos saísse um consenso ao centro.
Francisco Sousa

Não sei se serve de consolação mas...

Docentes na 'manif' com falta injustificada

Ao menos isso!
Francisco Sousa

Vergonha!

Inauguro a minha participação neste blog para dizer, alto e bom som, que é uma vergonha que eu, e como eu devem haver muitos, que preferi ficar mais um ano no 12º Ano, a repetir exames para entrar no meu curso de eleição, estar, depois de um ano extenuante e pressionante, andando a estudar afincadamente e a pagar €80 mensais de explicações, incerto quanto à data de realização dos meus exames!
Ricardo Antunes

quinta-feira, junho 16

Os exames e os professores

A polémica da greve dos professores, marcada para a época dos exames de 9º e 12º ano é mais uma óbvia maneira de demonstrar o pouco ou nenhum respeito que os sindicatos têm pela missão dos trabalhadores que representam.

Os exames de 12º ano são, provavelmente, a ocasião mais dura da vida académica dos estudandes nacionais, tal é a guerra para entrar no curso que se quer, na Universidade que se quer, fruto do profundo desequilíbrio oferta-procura existente. Marcar uma greve para esta altura do ano, devido ao congelamento de progressões automáticas, essa grande afronta ao mérito individual e barreira à melhoria dos serviços, é no mínimo escandaloso.

Os professores têm-se transformado, ultimamente, nuns coitadinhos. Ao já noticiado (e mesmo assim intratado, por agora) excesso de oferta de docentes, às colocações em locais distantes, ao desgaste, etc..veio juntar-se a vergonha (sim, foi realmente uma vergonha) que foi a colocação no início do actual ano lectivo.

Porém, esta vitimização, apoiada pelas grandes confederações sindicais, esconde muitas outras benesses que este tipo de funcionário público tem, a começar pelas ditas progressões automáticas (isto numa actividade em que o mérito não é dificilmente avaliado, e onde, à priori, não há jobs for the boys). Para não lembrar os escãndalos que foram (e são, ainda que em menor escala) os destacamentos por doença, por doença da mãe, do pai; as ireegularidades constantes nos preenchimentos, as faltas que se dão, além de uma deficiente aproximação ao aluno e de uma constante indisponibilidade para fazer da escola um ponto de apoio e suporte à formação como pessoa dos alunos.

Bem fez a sr Ministra em suspender as aulas e a convocar os serviços mínimos. Já agora, ponto de troça para o comentário de uma professora que apareceu na SIC com a grande frase de que "muitos professores agora destacados pelos serviços mínimos para os exames não estão preparados não sabem o que vão fazer". Será assim tão difícil distribuir folhas de exame, confirmar identidades, vigiar as provas e entregá-las ao secretariado de exames no final das mesmas?

Espera-se uma certa "mão na consciência" por parte dos professores, porque não cabe na cabeça de ninguém exames em Agosto!
Tiago Alves

Sabia que..

se for a Inglaterra,
tem 80% de hipóteses de apanhar chuva?
65% de hipóteses de ver alguém da família real ao vivo (basta acompanhar alguém do jornal Sun
numa das suas reportagens choque)
e 57% de, ao ficar doente, lhe receitarem e, não menos importante, lhe aviarem um genérico?

Em Portugal, por outro lado,
quem sai à rua tem 75% de hipóteses de ver uma manifestação da CGTP.
tem também cerca de 0.25% de hipóteses de encontrar alguém que saiba algo de útil sobre a Constituição Europeia.
e tem (continua a ter), soube-se hoje, menos de 20% de hipóteses de pagar menos de metade por um medicamento igualzinho, DCI, pois os amigos médicos e farmaceuticos continuam a receber muito dinheirinho dos laboratórios e por isso a travar a proliferação dos genéricos.

JMF

Inflação

A inflação na zona Euro, Portugal incluído, continua a abrandar, diz hoje o DE. Não deixa de ser óbvio, visto a grande causa da inflação europeia ter sempre sido o financiamento da dívida pública com a impressão de nova moeda, onde Portugal e a Itália sempre foram os expoentes máximos.

Um aviso para o camarada Carvalho da Silva, da CGTP, para ter cuidado quando argumenta que se perde poder de compra. Perde-se é o juízo e a calma ao ouvi-lo!

Francisco Sousa

É perigoso...

Leio hoje no meu DN que Maria José Nogueira Pinto vai mesmo representar o CDS (eu não ponho PP, é só para avisar) na corrida à Câmara de Lisboa. Ora num ano em que, pela primeira vez em vários anos, a esquerda concorre toda separada, ainda por cima com o candidato do PS a chamar-se Manuel Maria Carrilho e a fazer estas tristes figuras, devidamente comentadas em Editorial do DN, além de outras igualmente deploráveis, creio ter sido uma terrível opção por parte do dr. Carmona Rodrigues ter rejeitado, quiçá com algum receio da reacção do eleitorado a uma nova coligação PSD/CDS, o apoio de um partido com a estrutura, com os nomes e com a ideologia que agora rege o Centro Democrático Social.

Na minha opinião, com uma coligação a câmara estava ganha, e bem ganha, pois não (re)conheço o candidato do PCP e nem vou falar do candidato José Sá Fernandes, que já fez a CML perder milhões sem ter sido obrigado a pagar nenhuma indminização por isso! Onde está o perigo? No facto de Maria José Nogueira Pinto, uma grande senhora, poder contribuir para a "fuga" de muitos sociais democratas, podendo dar-se o caso de, com um qualquer sprint final (que vai existir, com certeza, a atender pelo recente silêncio de Carrilho), o PS poder voltar a conquistar a capital.
Tiago Alves

mais colegas

Adicionei mais dois colegas de profissão, a saber:

Glória Fácil, porque o Francisco me disse que só o Blogue de Esquerda tinha tendências canhotas aqui, e nós queremos ser plurais e dar voz a todos. Além disso, o último post, do JPH, é um bom contributo para qualquer liberal que se preze acordar bem disposto.
O funcionamento, porque a blogoesfera não é só política, e este blog me parece bastante reconfortante e calmante, graças a um bom trabalho de António Ferra.

O Telescópio recomenda.

Tiago Alves

os filhos e as creches

Num momento em que se fala da decadência, ao que parece irreversível, da taxa de Natalidade nos países europeus, não deixa de ser uma boa sugestão o que o Governo Australiano anda a fazer, em mais uma ligação à Mão Invisível.

Hoje em dia a carreira (sobretudo feminina) condiciona de forma muito acentuada a existência de "tempo" e disponibilidade para cuidar dos filhos, nomeadamente pela falta de capacidade das instituições públicas para acolherem os alunos/educandos em determinadas horas, quer seja logo às 7 da manhã (hora de saída de muitos pais) quer a partir das 17 horas (sendo que muitos casais so voltam a estar "livres" lá para as 19).

As instituições de carácter privado parecem já ter percebido esse problema e já há muito tempo disponibilizam recursos para fazer face a esta necessidade. Chama-se focalização no cliente. Os organismos públicos, porém, não têm ou verbas, ou interessados, ou infra-estruturas. E por isso quem quiser ter um filho e não tiver alguém (lembro-me dos avós, como foi o meu caso) para poder cuidar deles durante o horário laboral, pode já pôr de parte cerca de €300 mensais para creches ou amas.

Só resta esperar que a minha mãe ou sogra tenham um tempinho livre...

JMF

the end

Para terminar, de vez, com a conversa sobre o camarada Cunhal, deixo apenas esta ligação para esta foto, postada ontem n'A Mão Invisível.
Francisco Sousa

quarta-feira, junho 15

a mão e a palmatória

Afinal, existe aquela espécie de livrinho de que falei dedicado á Constituição Europeia. Fui procurar e encontrei, no site do prof. Marcelo, na terceira alínea, como se pode ver. É só fazer download. Continua a ser porém verdade e estranho que nunca tal coisa me tenha chegado às mãos, nem a ninguém que eu conheça, o que diz tudo sobre a promoção do debate no nosso país.
Tiago Alves

Eu concordo, mas...

é de certo modo "gozar com as pessoas" dar-lhes a escolher entre um não e nada. Visto que a Constituição Europeia, nos actuais moldes, nunca irá entrar em vigor. Isto foi uma valente chapada para as elites de Bruxelas que, apesar dos seus méritos em inúmeros aspectos, nunca se interessaram em explicar afinal para onde íamos e, mais importante, quem ía e como ía.
Ninguém nunca achou "necessário" explicar aos europeus o que havia de diferente neste tratado, ainda para mais dito Constitucional, um nome que, a meu ver, foi um facto determinante para as posições que se consumaram.
Até porque os debates em França, embora enormes e participadíssimos, não debateram nada do essencial, referendando-se, no final, apenas e só o trabalho interno dos Governo, que parece ser deplorável...
Lembro-me de um pequeno livrinho do tempo de Santana Lopes, publicado a propósito do Orçamento. Demagogia, populismo...mas penso que era esclarecedor de alguns pontos, falando numa linguagem bastante acessível. Já se pensou em fazer algo de semelhante para este tema?

Tiago Alves

Pausa para...quê?

Acabei agora de ouvir o Jornal da SIC e o excelentíssimo Presidente da Comissão Europeia defende, afinal, uma pequena pausa para reflexão, vindo apoiar a posição não oficial (ou em off) do nosso MNE, que agora parece ser já oficial.
Eu, que até nunca fui entusiasta deste Tratado, acho que não somos menos que os outros, e se já tantos foram ouvidos, porque havemos nós de não ser?
Que as coisas foram feitas mal desde o início; que os tratados deveriam ter sido simultâneos, tudo bem...agora deixar que seja um francês ou holandês a responder por mim, isso já não posso concordar!

Francisco Sousa

Apresentação

Depois das várias insistências, venho aqui marcar a minha posição n' O Telescópio, demarcando-me um pouco da política (para isso estão cá o Fernando e o Tiago) e referindo o mais importante acontecimento da semana que foi a apresentação da Fundação Sommer Champalimaud.
Se bem geridos, e tudo têm para ser, com um conselho de curadores de luxo como aquele, os milhões em causa têm tudo para fazer de Portugal um espaço de investigação reputado internacionalmente; assim, evitavam-se as dezenas de génios que anualmente partem para os EUA e começava-se a criar algum valor acrescentado dentro de portas.
Ainda ia deixar uma palavrita a todos aqueles que sempre chamaram milionário insensível e fascista, fuinhas ou outros adjectivos tais a um homem com tamanha visão como o velho Champalimaud, mas decerto alguém ainda o fará, ao ler este post.
Saudações telescopiais
JMF

chamem o refugiado...

Pus-me aqui a deambular pelos nosso colegas de profissão e descobri este post quentinho do prof Luciano Amaral, n'O Acidental. Acho que é caso para chamar o Guterres...
Francisco Sousa

E ainda a propósito do post anterior..

"O país mudou. As pessoas mudaram. Basta comparar as estatísticas de 1980 com as de 2000. Mas o problema do orçamento não mudou. E não mudou porque o “modelo social”, isto é, o modo como os políticos gerem a democracia, não mudou. Costuma dizer-se que os povos felizes não têm história. Talvez seja verdade. Talvez só os povos infelizes tenham história. Mas a história dos povos infelizes tem uma característica curiosa: é sempre a mesma história. Nisso consiste, precisamente, a sua infelicidade.", Rui Ramos, no DE

Será que sinto no ar uma leve relação causa-consequência entre "modelo social" e "gestão actual da democracia" com "povos infelizes"?
Francisco Sousa

Keynes e Portugal

Escreve hoje Rui Ramos no Diário Económico que, ao contrário do que diz a teoria económica, o poder político gasta mais quando estamos nas vacas gordas e aperta o cinto quando estamos em recessão. Queria só dizer-lhe que a essa conclusão dois indomáveis caloiros da FEUNL já chegaram, num trabalho que chegou aos 18 valores. Quanto às conclusões, o artigo fala por si.
Tiago Alves

Adeus, camarada

Nada poderia ser pior para abrir os postes do nosso blog como a constatação de uma morte. Porém, não a vamos deixar passar em branco e associamo-nos a estes e àqueles que, apesar das condolências e do respeito pela morte desse senhor lutador que foi Álvaro Cunhal, não o nomeiam defensor da liberdade ou combatente indefectível da democracia.
Antes pelo contrário, como escreve Miguel Coutinho..

Francisco Sousa

Que bonito que ficou

Tive a manhã inteira a pôr o template em ordem, o que é deveras extenuante para quem não percebe muito de html, mas acho que ficou bonito. A escolha dos colegas de profissão encontra-se no início, pelo que apenas inclui aqueles que leio mais assiduamente, e os quais recomendo vivamente.
Também já reuni a equipa de telescópios, todos rapazes às direitas, uns mais que outros, com várias qualidades reconhecidas, que me vão ajudar (ou não) a tornar este espaço um centro de debate justo, plural e divertido. Chega de molengas; acção!

Tiago Alves

terça-feira, junho 14

Ponto de Observação

Reconvertemo-nos.
E falo no plural porque ultimo contactos para a contratação de mais Telescópios para me ajudarem nesta árdua mas gratificante tarefa de observar os nossos diversos espaços.
Somos do centro-direita, somos do Benfica e temos tendências económicas; acreditamos na propriedade privada e no mérito individual; e somos Humanistas; e ponho Humanismo com letra maiúscula porque acredito e acreditamos que o maior poder do Mundo são os Homens e a Vida Humana, e não achamos que Deus mande mais que nós.
Seguimos a linha de Philip Pullman, cujo último volume da sua brilhante saga His Dark Materials, O Telescópio de Âmbar, apadrinha e ainda ilumina e revela, tal qual o fez com o Pó, o nosso caminho.

"Hoje somos poucos, amanhã seremos milhões; no futuro, seremos vencedores".
Tiago Alves, em nome do think tank