Valorizar o voto de protesto
Uma posta do colega Biranta, n'O Eleito, a propósito do valor (mal) negado à abstenção, a força que tem dominado os últimos actos eleitorais no nosso país, deu uma ideia fantástica para uma alteração ao sistema eleitoral:
"(..) Que os deputados de cada formação política, sejam eleitos na correspondência exacta da percentagem real de votos obtidos; ou seja, a cada um por cento de votos deve corresponder um por cento de deputados, (..) para cem por cento dos votos, ficando vagos os lugares relativos à abstenção, votos brancos, votos nulos (...)"
Não concordo porém, caro colega, com a proposta de distribuir os lugares vagos pelos pequenos partidos. Não partilho daquela simpatia pelo movimento pequeno, sem audiência nem voz. Se um partido não tem votos suficientes para ser representado, é porque as suas ideias e programas não são aceites nem têm categoria para serem merecedores de assento parlamentar. Os lugares devem ficar mesmo vazios. Além disso, penso que numa fase inicial deveria ser dado "assento parlamentar" apenas aos votos brancos.
Se há aqueles que não votam por mera preguiça também há os que simplesmente não acreditam que valha a pena. Decerto que são muitos e decerto que se fosse dado ao seu voto em branco a possibilidade de "representação parlamentar" eles se levantariam e iriam votar, mesmo em dias de chuva e frio. A democracia, a meu ver, só teria a ganhar. Com o passar do tempo, o Partido dos Brancos iria aumentar consideravelmente e, se a classe política não respondesse e se adaptasse, teríamos momentos arrepiantes, com um metade do Parlamento vazio. Seria o maior abanão que as democracias (todas as democracias) poderiam aguentar. A população exprime o seu descontentamento e obriga, sob a égide da vergonha, à melhoria da actuação da classe política. Isto para não falar dos ordenados poupados.
"(..) Que os deputados de cada formação política, sejam eleitos na correspondência exacta da percentagem real de votos obtidos; ou seja, a cada um por cento de votos deve corresponder um por cento de deputados, (..) para cem por cento dos votos, ficando vagos os lugares relativos à abstenção, votos brancos, votos nulos (...)"
Não concordo porém, caro colega, com a proposta de distribuir os lugares vagos pelos pequenos partidos. Não partilho daquela simpatia pelo movimento pequeno, sem audiência nem voz. Se um partido não tem votos suficientes para ser representado, é porque as suas ideias e programas não são aceites nem têm categoria para serem merecedores de assento parlamentar. Os lugares devem ficar mesmo vazios. Além disso, penso que numa fase inicial deveria ser dado "assento parlamentar" apenas aos votos brancos.
Se há aqueles que não votam por mera preguiça também há os que simplesmente não acreditam que valha a pena. Decerto que são muitos e decerto que se fosse dado ao seu voto em branco a possibilidade de "representação parlamentar" eles se levantariam e iriam votar, mesmo em dias de chuva e frio. A democracia, a meu ver, só teria a ganhar. Com o passar do tempo, o Partido dos Brancos iria aumentar consideravelmente e, se a classe política não respondesse e se adaptasse, teríamos momentos arrepiantes, com um metade do Parlamento vazio. Seria o maior abanão que as democracias (todas as democracias) poderiam aguentar. A população exprime o seu descontentamento e obriga, sob a égide da vergonha, à melhoria da actuação da classe política. Isto para não falar dos ordenados poupados.
Tiago Alves

malta com binóculos
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