uma noite bem Liberal (I)
Mais uma vez os mentores do "Noites à Direita" terão ficado muito satisfeitos. Não foi só a beleza da sala, a magnitude da audiência ou a extrema qualidade das intervenções dos dois compositores que deram voz às preocupações económicas actuais. Ontem parece que tínhamos dois Liberais de serviço. Sendo o tema do meu particular interesse, posso ser suspeito ao afirmar que foi um dos melhores debates a que assisti, pelo que só tive pena de ter (mais uma vez) de sair a meio por imperativos de deslocação. Da Sociedade de Geografia ao meu humilde lar distam cerca de 67 minutos, repartidos entre autocarro, barco e táxi.
Do debate em si fica-me a excelente impressão transmitida por António Borges. A pergunta "quando é que vem para Portugal pôr isso em prática?" foi realmente a mais bem lançada na noite embora seja compreensível a posição do professor. Sem dúvida que ontem ganhei mais razões para concordar com certas opiniões, que vêm neste senhor uma óptima hipótese para se colocar o PSD (o único com essa possibilidade, a meu ver) na rota liberal.
Gostei particularmente de algumas frases que nos diziam ser errado continuar a proteger as empresas que, claramente, não produziam riqueza. Parece algo tão óbvio não é? Mas não é o que se passa. E enquanto as empresas nas quais Portugal perdeu as vantagens comparativas que tinha não forem abandonadas e se alocarem os recursos naquelas em que realmente vale a pena (a tal subida na criação de valor) não se conseguirá inverter a nossa situação, o crescimento nulo (0.3%, segundo as mais recentes projecções, o mais baixo da zona Euro) e o desemprego galopante.
Isto deixou-me extremamente contente porque eu achava que era um demónio neo-liberal e herdeiro do capitalismo selvagem e imperialista por achar que empresas boas não fecham e que os subsídios são uma praga a ser combatida (no contexto em questão). Além disso, também me congratulei por descobrir que sim, o (ou um dos) grande(s) problema da nossa economia é a má afectação de recursos, muita dela decidida e intervencionada pelo Estado, que contagia muitas empresas que ainda não se aperceberam de que o Mundo está em mudança e de que, como a Alice, temos de correr o mais depressa que pudermos para ficarmos no mesmo sítio. É por estas e por outras que também fico satisfeito por andar a tirar o curso de Gestão e menos insatisfeito por ter de fazer algum teste intermédio de Microeconomia que, por acaso, até nem correu mal.
Do debate em si fica-me a excelente impressão transmitida por António Borges. A pergunta "quando é que vem para Portugal pôr isso em prática?" foi realmente a mais bem lançada na noite embora seja compreensível a posição do professor. Sem dúvida que ontem ganhei mais razões para concordar com certas opiniões, que vêm neste senhor uma óptima hipótese para se colocar o PSD (o único com essa possibilidade, a meu ver) na rota liberal.
Gostei particularmente de algumas frases que nos diziam ser errado continuar a proteger as empresas que, claramente, não produziam riqueza. Parece algo tão óbvio não é? Mas não é o que se passa. E enquanto as empresas nas quais Portugal perdeu as vantagens comparativas que tinha não forem abandonadas e se alocarem os recursos naquelas em que realmente vale a pena (a tal subida na criação de valor) não se conseguirá inverter a nossa situação, o crescimento nulo (0.3%, segundo as mais recentes projecções, o mais baixo da zona Euro) e o desemprego galopante.
Isto deixou-me extremamente contente porque eu achava que era um demónio neo-liberal e herdeiro do capitalismo selvagem e imperialista por achar que empresas boas não fecham e que os subsídios são uma praga a ser combatida (no contexto em questão). Além disso, também me congratulei por descobrir que sim, o (ou um dos) grande(s) problema da nossa economia é a má afectação de recursos, muita dela decidida e intervencionada pelo Estado, que contagia muitas empresas que ainda não se aperceberam de que o Mundo está em mudança e de que, como a Alice, temos de correr o mais depressa que pudermos para ficarmos no mesmo sítio. É por estas e por outras que também fico satisfeito por andar a tirar o curso de Gestão e menos insatisfeito por ter de fazer algum teste intermédio de Microeconomia que, por acaso, até nem correu mal.
Tiago Alves

malta com binóculos
«temos de correr o mais depressa que pudermos para ficarmos no mesmo sítio.» excelente citação, muito apropriada a este contexto. aliás o lewis carrol está cheio de pequenas pérolas.
óptimos comentários à sessão das "noites..."
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aL, at 9:32 da tarde
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