serviço público
O Diário Económico de hoje é um verdadeiro vendaval de ideias liberais.
Começando no destaque do dia, concedido aos embaraços criados pelo sector energético; não são os embaraços que são o problema: que há uma imensa descoordenação no Governo ou, porque não, uma instabilidade substancial que [tem vindo a acentuar] a crise na relação de confiança entre o Estado e a sociedade, já todos sabemos. O vendaval liberal vem do facto de termos um mega monopólio no mercado energético nacional, com barreiras à entrada significativas, pelo que só teríamos a ganhar (nós e a própria EDP e Galp, que teriam de melhorar bastante a sua Gestão, além de se libertarem dos gestores privados nomeados por confiança política) com a concorrência espanhola. Vendaval esse que tem sido denunciado nas páginas deste jornal, semana após semana.
Avançando nas páginas podemos encontrar factos comprovativos de que, afinal, em Bruxelas não se dorme, colocando-se em causa pelos senhores da UE a posição accionista do Estado na PT: a chamada golden share.
Mais à frente, "ficamos a saber" que a instabilidade e ineficiência do Governo penalizam competitividade, sendo ainda referidas como obstáculos a rigidez salarial e a burocracia. Ainda há pouco tempo ouvi, num debate autárquico aqui no Barreiro, o candidato Bruno Vitorino a dizer algo que me ficou outra vez no ouvido: deixem-nos trabalhar! É uma frase célebre e que, segundo o Bruno, era a mais ouvida por ele quando se reunia com potenciais empresários e investidores barreirenses. Não pediam mega projectos de incentivos e subsídios. Pediam transparência e celeridade. Ao que parece, o problema é nacional.
Para terminar, nada melhor que a nota do editor, também sobre o papel do Estado: Sair de cena.
Começando no destaque do dia, concedido aos embaraços criados pelo sector energético; não são os embaraços que são o problema: que há uma imensa descoordenação no Governo ou, porque não, uma instabilidade substancial que [tem vindo a acentuar] a crise na relação de confiança entre o Estado e a sociedade, já todos sabemos. O vendaval liberal vem do facto de termos um mega monopólio no mercado energético nacional, com barreiras à entrada significativas, pelo que só teríamos a ganhar (nós e a própria EDP e Galp, que teriam de melhorar bastante a sua Gestão, além de se libertarem dos gestores privados nomeados por confiança política) com a concorrência espanhola. Vendaval esse que tem sido denunciado nas páginas deste jornal, semana após semana.
Avançando nas páginas podemos encontrar factos comprovativos de que, afinal, em Bruxelas não se dorme, colocando-se em causa pelos senhores da UE a posição accionista do Estado na PT: a chamada golden share.
Mais à frente, "ficamos a saber" que a instabilidade e ineficiência do Governo penalizam competitividade, sendo ainda referidas como obstáculos a rigidez salarial e a burocracia. Ainda há pouco tempo ouvi, num debate autárquico aqui no Barreiro, o candidato Bruno Vitorino a dizer algo que me ficou outra vez no ouvido: deixem-nos trabalhar! É uma frase célebre e que, segundo o Bruno, era a mais ouvida por ele quando se reunia com potenciais empresários e investidores barreirenses. Não pediam mega projectos de incentivos e subsídios. Pediam transparência e celeridade. Ao que parece, o problema é nacional.
Para terminar, nada melhor que a nota do editor, também sobre o papel do Estado: Sair de cena.
Tiago Alves

malta com binóculos
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