Princípio de Peter
Se um indivíduo é o melhor naquilo que faz, é produtivo e eficiente, é promovido. Ganha mais, tem mais responsabilidades e tem um trabalho diferente do anterior. Neste novo posto, continua a ser o melhor, é produtivo e eficiente, um dos activos mais rentáveis da empresa. É promovido para um novo posto, com mais responsabilidades e, novamente, para um tipo de trabalho diferente (ainda que ligeiramente..). Não se adapta, o novo trabalho não conjuga com ele, torna-se uma espécie de jogador a menos, ineficiente. Não é promovido nem despromovido. Fica onde está, sendo o que se tornou: um elemento prejudicial à organização. Conclusão? Na esmagadora maioria dos cargos empresariais temos indivíduos incompetentes, não porque não têm valor, mas porque as suas capacidades estão a ser mal aplicadas.
É por isto que quando eu digo que estudo para ser Gestor e me dizem que o mercado está cheio deles eu sorrio e digo que não. O que este país precisa, não parecendo isto um puxar a brasa à minha sardinha, é de gestores competentes, que saibam tirar o melhor partido dos recursos humanos (e materiais, obviamente) que têm à sua disposição; saber afectá-los e criar bons contextos para eles trabalharem. Tantos estudos dizem que a nossa mão-de-obra tem um bom nível de formação (tecnicamente, a chamada experiência), são empenhados e produtivos e vemos a economia a cair. Não são precisos mega-programas de estágios nem mega programas de formação. Fundamentalmente é preciso, em conjunto com outras medidas muito faladas (por exemplo no post anterior), saber afectar da melhor maneira os nossos trabalhadores.





























