quinta-feira, agosto 4

Portugal a arder

Três dezenas de incêndios; alguns de fogo posto, mas continuo a pensar que a maioria não são. Fogo posto arde com 27º, com 30º, com 35º. Mas os acidentes só se dão quando cai a barreira dos 35º. Foi o que aconteceu nos últimos dias, e os fogos multiplicaram-se.

Centenas de bombeiros; com as suas viaturas, tentam chegar a todo o lado, mesmo aos locais inacessíveis. As bermas da A1 são acessíveis...e nas imagens não se viu nenhum carro. Além disso, só se vêem mangueiras. Onde andam os tractores e os corta fogos? Onde andam as forças armadas do PR? E porque é que nas imagens se vêem sempre as mangueiras apontadas para cima, se é na base que se apagam os fogos? E porque é que se ataca sempre contra o vento? Não deveria ser a favor? Atrás das chamas? Onde anda a estratégia?

Mar de chamas.
Tiago Alves

malta com binóculos

  • O fogo apaga-se em cima porque é em cima que está a ponte de propagação e não em baixo, até poderiamos ir menos longe, quanto mais em cima, mais vento, logo mais propagação. Ataca-se contra o vento porque não existem caminhos para chegar ao cimo de um monte onde o fogo está, sem primeiro passar por ele, logo é natural que seja contra o vento. Tractores e os corta fogos? se nem os carros munidos de agua lá conseguem estár quanto mais os tractores. Quanto a ser fogo posto há que ser realista, que ninguém tenha dúvidas disso.

    Abraço
    Cavaco

    By Anonymous Pedro Cavaco, at 8:37 da tarde  

  • ora mas o fogo começa na base, atacando a base ataca-se a fonte, enquanto que atacando a simples labareda (o cima) não extingue, penso eu, a mesma. Quanto aos corta fogos, o objectivo era prever os avanços e desbravar terreno nesse caminho, de modo a fazer o fogo extinguir-se a si mesmo, por não ter nada para queimar ao lá chegar.

    By Blogger Tiago Alves, at 9:37 da manhã  

  • Não é bem assim porque repara, quantas vezes já vimos fogos a passarem de um lado a autoestrada para outro e é o equivalente a 4 caminhos ou mais de largura, a questão é que durante um fogo devido ao vento e muitas vezes às pinhas, são projectadas coisas a arder a grandes distancias e ai por exemplo muitas vezes o fogo começa em cima. Quando combatemos um fogo para baixo estamos simplesmente a poupar que se queime o mato e o inicio do pinheiro porque tudo resto vai arder de certeza, além de ariscarmos-nos a ficar com o fogo a passar-nos por cima, o que é altamente perigoso, aliás muitas das vezes chegamos a ter pinheiros queimados com o tronco "salvo", quando mandamos água para cima tentamos evitar a propagação e isso sim é o mais importante. Uma das grandes soluções para evitar estes cenários seria o emparcelamento dos pinhais onde posteriormente já organizados se poderiam defenir sem prejudicar ninguém os caminhos de actuação para os bombeiros. Os corta fogos so poderiam ter um papel passivo nos fogos nunca activo é uma questão muito preocupante e onde não há mão pesada para os criminosos e são fogos criminosos.

    Abraço

    By Anonymous Pedro Cavaco, at 12:43 da tarde  

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