sábado, agosto 13

movimento 560


Embora criado e comentado por essa blogoesfera fora já há uns dias, só hoje arranjei um tempinho para fazer um post como deve ser, encorajado pela reportagem da SIC e por ter conversado um pouco mais com os promotores da ideia (sim, são meus amigos!).
Depois de ter lido por ai algumas ideias e críticas nas caixas de comentários e de me desiludir com a fraca argumentação do Blasfémias, descubro ainda que a (boa) ideia já anda a ser aproveitada por alguns blogs próximos do PNR, o que só contribui negativamente para a sua causa.
Convém explicar que a ideia não parte de qualquer sentimento nacionalista ou patriótico. É óbvio que os promotores gostam de Portugal, de muitos produtos portugueses, acham que não somos piores que os outros e não andam aí a desejar ter nascido nos states ou em qualquer país escandinavo (os tais que servem de modelo a Sócrates).
Quanto ao nome do movimento, o simbolismo do 560 advém, como está muito bem explicado no site, do facto de a esmagadora maioria dos produtos cujo código de barras começa por estes dígitos pertence a uma marca portuguesa ou, no mínimo, é fabricado em Portugal, embora pertença a uma marca estrangeira. O blasfemo AAA arranjou a bela história dos baldes e dos códigos de proprietário (que podem induzir em erro, pois podem não começar por 560 e serem fabricados em Portugal, caso a empresa não adira a codipor) para ajudar na sua argumentação, esquecendo-se que, como diz o site, "costumam" ter um formato diferente, pelo que o melhor será sempre procurar algo que diga, claramente, o local de fabrico do produto.
Fazendo um apanhado geral, não acho que o movimento se assemelhe a uma espécie de proteccionismo, não tendo como objectivo criar uma espécie de dever moral nos cidadãos, de modo a estes se sentirem constrangidos por escolherem um produto não nacional. O mercado deverá continuar a funcionar livremente, com as pessoas a terem a total liberdade de optar por um produto nacional ou não, tendo em conta as variáveis normais: preço, rendimento, sucedâneos/complementares e as preferências. Este movimento e este pessoal pretende apenas ajudar o mercado a funcionar, dando-lhe mais um pouco mais de informação - o seu alimento, como diria o prof. Neves Adelino nas suas aulas de Finanças.
É que muito boa gente não tem um conhecimento muito alargado sobre as marcas nacionais, continuando muitas vezes com o velho estigma de que o que é português é mau e caro. Pode até ser que se tenha vindo a tornar assim em muitas situações, fruto da má produtivdade e da fraca apetência para a inovação e risco dos nossos empresários mas, no geral, existem marcas nacionais de grande qualidade e reconhecimento internacional. O Movimento 560 é mais uma voz que o incita a descobrir o tecido empresarial português e os bons produtos que ele nos coloca à disposição. Nós ajudamos!

Tiago Alves

malta com binóculos

  • Gostei do que escreveste aqui, e obrigado por ajudares na divulgação.
    E é verdade o que disseste, nos não queremos protejer as empresas, só queremos informar os portugueses para como distinguir os nossos productos, e para se possivel, que comprem mais nacional.

    Abraço :)

    By Anonymous Bruno Barão, at 6:41 da tarde  

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