Meu Deus, que fizemos nós?
É sempre um caminho tortuoso tentar avaliar a bondade da decisão de Truman. O que é certo é que se estava em guerra. Uma guerra que já durava há seis anos e cujo fim, embora próximo, podia custar mais de 200 mil vidas americanas pois, apesar do inimigo nazi estar em queda, o do Pacífico mantinha-se com um certo vigor.
Abandonado pelos derrotados aliados, ao Japão foi dada a oportunidade de rendição. A mesma não chegou até aos fatídicos dias e as bombas foram mesmo lançadas, pese todos os receios e hesitações. A frase Meu Deus, que fizemos nós?, lendariamente atribuída aos pilotos do Enola Gay, tornou-se o eco das teorias do crime contra a Humanidade, tendo em conta o grau de destruição atingido, assim como os efeitos de longo prazo, que ainda hoje se fazem sentir, devido às radiações, e que devastam gerações inteiras.
No DN de hoje é dado, como é óbvio, um grande destaque, realçando-se um parágrafo que fala numa decisão para acabar com a guerra antes que a União Soviética pudesse participar na invasão do Japão, o que teria provocado problemas geopolíticos na Ásia do pós-guerra. Não deixa de ser plausível, pois já naqueles tempos se temia o poderio que a URSS poderia almejar no futuro próximo, já de si basilado com a libertação da Europa de Leste.
Talvez nunca se saiba qual foi a verdadeira decisão, nem quantas vidas se perderiam numa invasão; Sabe-se, porém, que nunca se saberá quantos japoneses morreram, directa ou indirectamente. Sabe-se também que hoje, 60 anos depois, não cresce uma planta no Ground Zero.
Abandonado pelos derrotados aliados, ao Japão foi dada a oportunidade de rendição. A mesma não chegou até aos fatídicos dias e as bombas foram mesmo lançadas, pese todos os receios e hesitações. A frase Meu Deus, que fizemos nós?, lendariamente atribuída aos pilotos do Enola Gay, tornou-se o eco das teorias do crime contra a Humanidade, tendo em conta o grau de destruição atingido, assim como os efeitos de longo prazo, que ainda hoje se fazem sentir, devido às radiações, e que devastam gerações inteiras.
No DN de hoje é dado, como é óbvio, um grande destaque, realçando-se um parágrafo que fala numa decisão para acabar com a guerra antes que a União Soviética pudesse participar na invasão do Japão, o que teria provocado problemas geopolíticos na Ásia do pós-guerra. Não deixa de ser plausível, pois já naqueles tempos se temia o poderio que a URSS poderia almejar no futuro próximo, já de si basilado com a libertação da Europa de Leste.
Talvez nunca se saiba qual foi a verdadeira decisão, nem quantas vidas se perderiam numa invasão; Sabe-se, porém, que nunca se saberá quantos japoneses morreram, directa ou indirectamente. Sabe-se também que hoje, 60 anos depois, não cresce uma planta no Ground Zero.
Tiago Alves

malta com binóculos
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