quarta-feira, agosto 10

all night long II

Na peça referida um dj afirma que "[se] sente mais o público e isso reflecte-se na duração da própria noite". Tem a sua razão, claramente. Fala-se ainda do efeito bola de neve: os restaurantes fecham tarde, os bares fecham mais tarde do que deviam e as discotecas fecham tardíssimo.
Não vejo, pessoalmente, qualquer problema nesta espécie de mentalidade lusitana, nem acho que os puritanos possam tirar daqui as normais ilações sobre a moral nacional e a juventude perdida dos nossos dias. Se em férias se dorme até às tantas, porque é que não se ha-de viver a noite até "ao nascer do sol"? E já agora, se normalmente as primeiras aulas começam às oito, faria sentido fechar às 4.30h? Era uma maneira de fomentar a ausência das salas. Fechando às sete e tal, oito dá azo a verdadeiras "directas", com a voz do professor a chegar imediatamente depois das batidas do house. Há quem diga que não mas digo eu, que já experimentei, que se aguenta muito melhor, pelo menos até à hora de almoço. Depois é que convém ir dormir..
O problema que aceito existir é realmente esta falta de respeito à lei, tanto dos proprietários dos estabelecimentos como do público. Será assim tão complicado respeitar um horário? Se ele existe, e embora se possa não concordar inteiramente com ele, decerto haverá razões. Acredito, como todos devíamos fazer, que as leis, mesmo incorrectas, são para cumprir; e se são mesmo incorrectas, decerto mudarão no curto-médio prazo. É por isso que não participio nos work-shops do Bloco..
Vemo-nos na noite.

Francisco Sousa

malta com binóculos

Enviar um comentário

<< Home