Matematicando
70% dos alunos chumba a Matemática no exame de 9º Ano. 20% com nota 1.
via A Arte da Fuga
Eu não tenho grande moral para falar pois tive um belo 3 no final do meu nono ano (fui ver aos relatórios na gaveta). Porém, acho que posso dar o testemunho de que a matemática é dada, e não ensinada, nos primeiros anos. Dão apenas um conjunto de regras, tipo fórmulas, às quais nos devemos agarrar para resolver os problemas. Dizem-nos que determinado número é determinada coisa, e o que podemos fazer com ele, sem nos darem um mínimo de contexto e/ou história, sem um pequeno comentário sobre como foi possível chegar àquela solução. Está lá e pronto.
No Secundário, de novo na Matemática, a saga continua, excepto nas aulas dadas por aqueles fantásticos professores que às vezes chegam carregados de cubos e outras formas e nos põe às voltas com eles, ou nos levam um dia ou outro para o pátio e nos mostram a matemática nas árvores e nas estrelas.
Na Matemática, no Secundário ou no Básico, assim como a todas as disciplinas, a maior parte dos programas rege-se por conceitos e sua aplicação, dando a impressão de que já está tudo inventado, criando uma sensação de irrevisionabilidade ao aluno que o leva a centrar a sua ambição no saber o que já se sabe e dizê-lo no teste/exame, ao invés de lhe aguçar a imaginação ou a simples curiosidade de compreender certos gaps na matéria (os tais "não faz parte do programa") que podem ser escalrecidos com simples idas à biblioteca ou uma conversas com os professores.
O problema pode estar também na avaliação dos professores, mas o principal pilar deste (des)aproveitamento no ensino obrigatório também se encontra nos programas e no espírito com que encaramos o ensino.
via A Arte da Fuga
Eu não tenho grande moral para falar pois tive um belo 3 no final do meu nono ano (fui ver aos relatórios na gaveta). Porém, acho que posso dar o testemunho de que a matemática é dada, e não ensinada, nos primeiros anos. Dão apenas um conjunto de regras, tipo fórmulas, às quais nos devemos agarrar para resolver os problemas. Dizem-nos que determinado número é determinada coisa, e o que podemos fazer com ele, sem nos darem um mínimo de contexto e/ou história, sem um pequeno comentário sobre como foi possível chegar àquela solução. Está lá e pronto.
No Secundário, de novo na Matemática, a saga continua, excepto nas aulas dadas por aqueles fantásticos professores que às vezes chegam carregados de cubos e outras formas e nos põe às voltas com eles, ou nos levam um dia ou outro para o pátio e nos mostram a matemática nas árvores e nas estrelas.
Na Matemática, no Secundário ou no Básico, assim como a todas as disciplinas, a maior parte dos programas rege-se por conceitos e sua aplicação, dando a impressão de que já está tudo inventado, criando uma sensação de irrevisionabilidade ao aluno que o leva a centrar a sua ambição no saber o que já se sabe e dizê-lo no teste/exame, ao invés de lhe aguçar a imaginação ou a simples curiosidade de compreender certos gaps na matéria (os tais "não faz parte do programa") que podem ser escalrecidos com simples idas à biblioteca ou uma conversas com os professores.
O problema pode estar também na avaliação dos professores, mas o principal pilar deste (des)aproveitamento no ensino obrigatório também se encontra nos programas e no espírito com que encaramos o ensino.
Francisco Sousa

malta com binóculos
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