quinta-feira, junho 23

Skywalker

Ontem, finalmente, fui ver o Star Wars - The Revenge of the Sith. Está sem dúvida um grande filme, embora eu tenha ficado com aquela amarga sensação do "queremos mais". Acho que criei demasiada expectativa.
A mensagem que passa é excelente e única, levando-nos a sentir dentro de nós o dilema que massacra, do princípio ao fim, o jovem Anakin. A ânsia pelo poder é real, mas o grande e decisivo motivo que faz Anakin virar ao lado Negro, na memorável cena com Palpatine e Windu, é a sua vontade de salvar Padmé. Um poder altruísta, podemos chamar assim. Esse poder acaba depois por o cegar, levando-o até a (quase) matar a sua amada. Será? Não concordo.
Considero que, desde o Episódio I (mais marcadamente no II) que o Conselho é um pouco arrogante para Anakin, embora seja compreensível a desconfiança, devido à profecia. Toda esta sensação de exclusão é decisiva na raiva e incompreensão de Anakin para com o Conselho. Obi Wan, em toda a sua sabedoria, deveria ter um papel mais atento e íntimo para com o seu aprendiz, tal como fazia Qui Gon, o seu mestre, que várias vezes afrontou o Conselho pelas suas convicções.
No final, o grande ódio de Anakin por Obi Wan acaba por o levar ao ponto de atacar Padmé, por a imaginar "aliada" de Obi Wan, contra ele e o seu novo mestre, Sidious.
Em resumo, se dentro de Anakin existiria uma grande ânsia de poder, de governar, de usar as suas capacidades e de se tornar o maior e melhor de todos os Jedi's, também nas atitudes daqueles supostamente mais idóneos e experientes pecou bastante, não o conseguindo levar a bom porto, deixando-o escapar para o lado inimigo.

Tiago Alves

malta com binóculos

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