quarta-feira, junho 15

Eu concordo, mas...

é de certo modo "gozar com as pessoas" dar-lhes a escolher entre um não e nada. Visto que a Constituição Europeia, nos actuais moldes, nunca irá entrar em vigor. Isto foi uma valente chapada para as elites de Bruxelas que, apesar dos seus méritos em inúmeros aspectos, nunca se interessaram em explicar afinal para onde íamos e, mais importante, quem ía e como ía.
Ninguém nunca achou "necessário" explicar aos europeus o que havia de diferente neste tratado, ainda para mais dito Constitucional, um nome que, a meu ver, foi um facto determinante para as posições que se consumaram.
Até porque os debates em França, embora enormes e participadíssimos, não debateram nada do essencial, referendando-se, no final, apenas e só o trabalho interno dos Governo, que parece ser deplorável...
Lembro-me de um pequeno livrinho do tempo de Santana Lopes, publicado a propósito do Orçamento. Demagogia, populismo...mas penso que era esclarecedor de alguns pontos, falando numa linguagem bastante acessível. Já se pensou em fazer algo de semelhante para este tema?

Tiago Alves

malta com binóculos

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