segunda-feira, junho 20

2-0, e só não é mais devido à frase

Repetiu que "nunca está em causa" o direito à greve, mas sim a conciliação das necessidades dos professores com as dos alunos.
Maria de Lurdes Rodrigues, ministra da Educação, citada pelo DN

Tem havido, claramente, uma recorrente preocupação em frisar-se que o direito à greve não está a ser atacado. A palavra greve é sagrada para a maior parte dos portugueses, e se todos se sentem revoltados quando elas os prejudicam, às vezes até de forma ilegal, também todos hesitam quando alguém, mais afoito, diz que "isto não devia ser permitido!".

Existe um certo pacote de medidas de salvaguarda para compensar a falta de comparência ao trabalho, mas ao que parece elas só podem existir se não a compensarem totalmente, ou seja, se não fizerem com que a greve passe despercebida. Ou seja, tudo isto gira à volta da definição de serviços mínimos. Tudo gira à volta do "vamos prejudicar os outros, porque isto é a única maneira de conseguirmos o que queremos". O problema é que neste caso os prejudicados são os nossos (dos professores) filhos.. e aí parece que a coisa já muda. Pois é. É tudo muito mau quando é para os outros...mas paciência! Quando nos toca a nós, porém, algo muda, e talvez tenha sido por isso que, segundo ouvi, "apenas" uma centena de alunos ficaram sem fazer exames.

Esta é uma boa altura, dada a natureza mediática e tocante do tema, para combater o exagerado poder sindical existente, dirigido ainda por totalitários do proletariado, que ainda não perceberam que são os principais contribuintes para alguns dos principais problemas do país.

Tiago Alves

malta com binóculos

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